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- biblioteca P-T | MindStream
Biblioteca & Pesquisa Digital Share P - R S - T Pierre Hadot - A Cidadela Interior ( em espanhol ) SIMONE WEIL - L’enracinement - Attente de Dieu Pierre Bourdieu - Meditações Pascalianas - A Miséria do Mundo - A Dominação Masculina - A Economia das Trocas Linguísticas - A Economia das Trocas Simbólicas - Coisas Ditas - Escritos de Educação - Homo Academicus - Lições da Aula - O Poder Simbólico - Os Usos Sociais da Ciência - Questões de Sociologia - Sociologia Platão - As Leis - Teeteto e Crátilo - Górgias - Laques Søren Kierkegaard - O Conceito de Angústia - O Conceito de Ironia - O Matrimônio - Kierkegaard em 90 minutos - Kierkegaard - Os Pensadores (Temor e Tremor, O Desespero Humano e Diário de um Sedutor) STENDHAL ( Henri-Marie Beyle) - O Vermelho e o Negro - Aula Prof. Clóvis de Barros TUCÍDIDES - História da Guerra no Peloponeso Terrence McKenna - O Alimento dos Deuses - Alucinações Reais TONY JUDT - Pensando o século XX - Pós Guerra - O Peso da Responsabilidade - Quando os Fatos Mudam
- Individuação
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Individuação Share Pelo fato de o inconsciente coletivo representar a fonte do crescimento psíquico, Jung acreditava que um relacionamento funcional entre os níveis consciente e inconsciente da existência fosse vital para a saúde psíquica. Esse relacionamento funcional entre os níveis consciente e inconsciente da existência foi também concebido e descrito por Jung como o relacionamento entre o complexo individual do Eu e o arquétipo do Si-Mesmo (Self), um arquétipo de totalidade e inteireza, representado por símbolos que Jung encontrava continuamente nos sonhos e fantasias dos seus pacientes. Quando o consciente e o inconsciente, Eu e Si-Mesmo, Ego e Self, têm um relacionamento contínuo, Jung considerava que a pessoa poderia então consolidar um senso de sua individualidade única, bem como de sua conexão com uma experiência mais ampla da existência humana, tornando-a capaz de viver de um modo criativo, simbólico e individual. O processo de chegar a esse equilíbrio psíquico, Jung chama de Individuação, um princípio e um processo que ele entendia como subjacente a toda a atividade psíquica. A tendência da psique de mover-se para a totalidade e o equilíbrio é um postulado fundamental da psicologia de Jung. Chamado diferentemente de princípio teleológico, intencional, sintético, construtivo ou finalista, esse princípio de que a psique tende para a totalidade e o equilíbrio contém igualmente o postulado tipicamente junguiano de que a verdadeira vida humana consiste de opostos que precisam ser unidos dentro da alma humana. O processo e o resultado dessa união de opostos é a habilidade de a pessoa formar para si uma personalidade individual unificada, coerente e, apesar disso, singular em profundidade e riqueza. A individuação, esse processo de tornar-se um indivíduo autônomo, pode ser entendida a partir de sua etimologia, isto é, o processo de tornar-se indivisível ou de tornar-se um consigo mesmo. Um dos propósitos da análise, talvez o propósito da análise na visão de Jung, é ajudar no processo de individuação, particularmente em nível arquetípico. Jung considerava a individuação, da maneira como usava o termo, como em grande parte uma questão de desenvolvimento psicológico na segunda metade da vida, isto é, após a realização exterior da juventude e dos primeiros anos da vida adulta ter se tornado menos importante. Embora muitas coisas que não estejam estritamente centradas em facilitar a individuação, no sentido junguiano, possam ocorrer dentro da análise - por exemplo, a solução de problemas ou a simples compreensão empática - o objetivo mais alto da análise é, contudo, dar continuidade ao processo de individuação do paciente através da análise e da experiência dos símbolos e das figuras arquetípicas nos sonhos, de visões, da imaginação ativa e da vida cotidiana. Para começar: - "Adaptação, individuação e coletividade", OC 18/2, §1084-1106 - "Consciência, inconsciente e individuação", OC 9/1 , §489-524 Para aprofundar: - "Estudo empírico do processo de individuação", OC 9/1 , §525-626 - "O simbolismo da mandala" , OC 9/1 , § 627-712 - "O símbolo da transformação na missa", OC 11/3, especialmente parte IV, "Psicologia da Missa", §376-448 Obras Relacionadas - "Presente e Futuro", OC 10/1, §488-588. Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke
- Sentimento Oceânico
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Sentimento Oceânico O conceito de “sentimento oceânico” foi cunhado pelo escritor francês Romain Rolland em uma carta de 1927 ao psicanalista Sigmund Freud. Rolland descreveu esse sentimento como uma “sensação de eternidade”, um “sentimento de ser um com o mundo externo como um todo”. Freud ficou intrigado com a descrição de Rolland e dedicou um capítulo de seu livro “O Mal-Estar na Civilização” (1930) para explorar o conceito. Freud argumentou que o sentimento oceânico, se existe, é um resquício do “sentimento primitivo do ego” que existe na infância. No início da vida, o bebê não tem um senso de si mesmo separado do mundo externo. O bebê sente-se parte de um todo indiferenciado, que Freud chamou de “ego primitivo”. Esse sentimento de unidade é gradualmente perdido à medida que o bebê desenvolve um senso de si mesmo separado. O sentimento oceânico pode ser revivido em adultos em certas situações, como quando se está em contato com a natureza, quando se está apaixonado ou quando se experimenta uma experiência religiosa. Freud acreditava que o sentimento oceânico é a fonte da experiência religiosa. Freud também acreditava que o sentimento oceânico é uma ilusão. Ele argumentou que o mundo externo é um lugar de separação e conflito, e que o sentimento de unidade é apenas uma fantasia. O conceito de sentimento oceânico foi influente na psicologia e na religião. Foi usado para explicar a experiência religiosa, a criatividade e o senso de significado na vida. Aqui estão alguns exemplos de como o sentimento oceânico pode ser experimentado: -Um indivíduo pode sentir-se conectado com a natureza ao contemplar um pôr do sol ou ao ouvir o som das ondas do oceano. -Um indivíduo pode sentir-se conectado com outra pessoa ao fazer amor ou ao compartilhar um momento de intimidade. -Um indivíduo pode sentir-se conectado com algo maior do que si mesmo ao participar de um ritual religioso ou ao meditar. O sentimento oceânico é uma experiência subjetiva que pode ser difícil de definir ou explicar. No entanto, é uma experiência que é significativa para muitas pessoas. Filosoficamente, o sentimento oceânico pode ser visto como uma expressão do conceito de cosmos do estoicismo. O sentimento oceânico é uma experiência de unidade com o universo, que é um conceito central do estoicismo. O estoicismo pode fornecer um contexto para entender o sentimento oceânico e para lhe dar um significado mais profundo. Os estoicos acreditavam que a experiência do sentimento oceânico é uma oportunidade para o indivíduo se conectar com a ordem natural do universo. O sentimento oceânico pode ser encaixado dentro das teorias de exercícios filosóficos para o bem viver como uma experiência que pode ser cultivada através da prática. Esse e outros exercícios espirituais podem nos ajudar a desenvolver uma consciência mais profunda de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. Eles podem nos ajudar a ver o mundo como uma unidade holística, e a nos sentirmos conectados com algo maior do que nós mesmos. A importância prática do sentimento oceânico como exercício é que ele pode nos proporcionar uma sensação de paz, alegria e sentido de propósito. Ele pode nos ajudar a lidar com o estresse e a ansiedade, e a nos sentirmos mais conectados com os outros. Aqui estão algumas maneiras de cultivar o sentimento oceânico através da prática de exercícios espirituais: - Contemplação da natureza: Passar tempo na natureza pode nos ajudar a nos conectar com a beleza e a harmonia do mundo ao nosso redor. - Meditação: A meditação pode nos ajudar a desenvolver uma consciência mais profunda de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. - Reflexão filosófica: A reflexão filosófica pode nos ajudar a desenvolver uma compreensão mais profunda do universo e de nosso lugar nele. É importante notar que o sentimento oceânico não é uma experiência que pode ser forçada. Ele é uma experiência que surge naturalmente quando estamos abertos a ela. Os exercícios espirituais/filosóficos podem nos ajudar a nos preparar para essa experiência, mas eles não podem garantir que ela aconteça. Esses e outros exercícios fazem parte de meu novo curso de desenvolvimento pessoal: 🔮 Hipnose Transcendental (2024) “Hipnose Transcendental: Exercícios Filosóficos para o Bem Viver.” Este curso é para todos que buscam transcender os limites da consciência e desvendar os mistérios do ser. 🌟 Maiores informações e reservas: via direct ou email. Marcelo Martins Moreira Email: marcelomartinsmoreira@gmail.com
- HT - Quer felicidade? Compre experiências.
Filosofia - Educação - Conhecimento Quer felicidade? Compre experiências, não coisas. Share Felicidade pode significar coisas muito diferentes para pessoas diferentes. Como conseguir isso é uma questão vital para a maioria de nós. Nossas religiões e políticas oferecem suas próprias receitas. Mas o que a ciência tem a dizer sobre isso? O professor de psicologia Thomas Gilovich, da Cornell University, fez quatro estudos sobre o assunto ao longo de décadas e chegou à conclusão de que a felicidade é derivada de experiências, não de coisas . Em particular, Gilovich se concentrou nas compras que as pessoas fazem, comparando como elas se sentiam gastando dinheiro em posições materiais versus compras experienciais. Ele descobriu que as pessoas eram muito mais felizes como resultado das experiências. "As pessoas geralmente pensam que gastar dinheiro em uma experiência não é um investimento tão sábio quanto gastar em uma posse material. Eles acham que a experiência virá e passará num piscar de olhos, e eles ficarão com pouco em comparação a possuir um item. Mas, na realidade, nos lembramos de experiências muito tempo depois, enquanto nos acostumamos às nossas posses. Ao mesmo tempo, também aproveitamos a antecipação de ter uma experiência mais do que a antecipação de possuir uma posse ”. De fato, a antecipação de uma experiência pode ser muito mais prazerosa do que esperar por uma posse material. Você pode ficar empolgado em comprar um carro novo, mas, a menos que você seja um verdadeiro engenheiro de mecânico, é provável que esteja mais empolgado com os lugares que pode entrar naquele carro e com a maneira como as pessoas olham para você naquele carro. O estudo de Gilovich de 2014 descobriu que as experiências são a cola de nossas vidas sociais , importando muito mais do que o último gadget porque: - As compras experienciais melhoram as relações sociais mais prontamente e efetivamente do que bens materiais. - As compras experienciais formam uma parte maior da identidade de uma pessoa. - As compras experienciais são avaliadas mais em seus próprios termos e evocam menos comparações sociais do que as compras de materiais. Mas por que as posses materiais não nos dão muita alegria? Gilovich explica : "Um dos inimigos da felicidade é a adaptação. Nós compramos coisas para nos fazer felizes, e conseguimos. Mas só por um tempo. Novas coisas são excitantes para nós no começo, mas depois nos adaptamos a elas." Um estudo de 2012 de Gilovich descreveu como as pessoas tendem a ter mais arrependimentos pela inação por experiências do que por cargos. Você se arrepende mais de não ir a um concerto com amigos do que não comprar uma nova mesa. Uma grande razão pela qual as experiências são mais importantes para nós do que objetos materiais é que elas são inerentemente sociais. Você geralmente tem uma experiência com amigos ou familiares. Isso os torna muito mais valiosos. As experiências também geralmente resultam em narrativas e conversas e, certamente, inúmeras postagens no facebook de suas fotos de férias. As experiências também refletem mais de quem realmente somos. Eles estão mais próximos de nosso eu interior, como somos, segundo Gilovich, "a soma total de todas as nossas experiências". E como tal, quando são compartilhadas, as experiências nos permitem nos aproximar dos outros de uma maneira impossível com objetos inanimados que podemos comprar. À medida que avançamos como sociedade, buscando coletivamente a felicidade, faria sentido considerarmos o que essa felicidade pode ser. Uma sociedade que trabalhe mais e mais horas e tenha menos tempo para lazer e experiências, provavelmente não será feliz. Fontes: http://psych.colorado.edu/~vanboven/research/publications/vb_gilo_2003.pdf https://static1.squarespace.com/static/5394dfa6e4b0d7fc44700a04/t/547d589ee4b04b0980670fee/1417500830665/Gilovich+Kumar+Jampol+(in+press)+A
- biblioteca U-Z | MindStream
Biblioteca & Pesquisa Digital U - V - X UMBERTO ECO - O que creem os que não creem VOLTAIRE ( François-Marie Arouet ) - Cândido - Breves Contos - Zadig VICTOR FRANKL - A Presença Ignorada de Deus - Em busca de Sentido VICTOR HUGO - OS MISERÁVEIS VEDUCA - Acervo de cursos antigos Prof. Clóvis de Barros Filho Curso Filosofia e Literatura Francesa Aulas: Os Miseráveis 1 e 2 W - Y - Z WILHEIM REICH - Psicologia de Massas do Fascismo WERNER JAEGER - Paidea - A Formação do Homem Grego YUVAL NOAH HARARI - 21 Lições para o Século XXI - Sapiens - Homo Deus
- Alma e Graça Divina
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Alma e Graça Divina em Agostinho de Hipona Agostinho de Hipona (354-430) não acreditava na preexistência da alma, ao contrário de algumas correntes do platonismo e do gnosticismo da época. Ele rejeitou a ideia de que a alma existia antes do corpo e fosse unida a ele como uma punição, como propunha Platão. Agostinho foi influenciado pelo pensamento platônico, mas adaptou essas influências ao cristianismo. Em vez disso, Agostinho acreditava que a alma era criada por Deus no momento da concepção, uma posição conhecida como criacionismo. Essa crença está em contraste com o traducionismo, uma doutrina defendida por outros teólogos, como Tertuliano, que afirmavam que a alma era transmitida biologicamente junto com o corpo. Agostinho desenvolveu sua doutrina sobre a alma em várias obras, incluindo "Confissões", "De Civitate Dei" (A Cidade de Deus) e "De Anima et eius Origine" (Sobre a Alma e sua Origem). Nessas obras, ele debate questões sobre a criação da alma, o pecado original, e a relação entre corpo e alma, mas ele sempre sustenta a ideia de que a alma é criada por Deus especificamente para cada indivíduo. Um ponto importante da teologia de Agostinho é a crença na imortalidade da alma e sua destinação após a morte, dependendo de sua relação com Deus durante a vida. Para referências específicas: "Confissões", especialmente os livros X e XI. "De Civitate Dei" (A Cidade de Deus), onde ele discute a criação do ser humano. "De Anima et eius Origine" (Sobre a Alma e sua Origem), onde ele debate o criacionismo da alma em detalhe. A crença de Santo Agostinho na imortalidade da alma está profundamente enraizada em sua visão cristã da natureza humana, do pecado original e da graça divina. Para Agostinho, a alma humana é imortal porque foi criada por Deus à Sua imagem e semelhança, e, portanto, participa da eternidade divina. Essa imortalidade significa que a alma continua a existir após a morte física do corpo e será julgada com base em suas ações e sua relação com Deus durante a vida terrena. A Imortalidade da Alma Agostinho defendia que a alma, por ser uma criação divina, não poderia ser destruída pela morte do corpo, e continuaria a existir para sempre. Essa visão está de acordo com a doutrina cristã da ressurreição e do julgamento final, onde a alma será recompensada ou punida com base no seu relacionamento com Deus e sua conduta moral. Segundo Agostinho: A alma é criada por Deus e, portanto, é imortal, pois aquilo que vem de Deus participa da Sua eternidade. A morte física é resultado do pecado original (o pecado de Adão e Eva), mas a alma continua sua existência após a morte. A vida eterna (com Deus) ou a condenação eterna (sem Deus) são os dois destinos possíveis da alma. O Retorno a Deus: Graça e Livre-Arbítrio Para Agostinho, o retorno da alma a Deus não acontece automaticamente, mas é mediado pela graça divina. Ele desenvolveu uma visão profunda da relação entre a graça de Deus e o livre-arbítrio humano: A condição da alma após a queda: Segundo Agostinho, a humanidade caiu em pecado com Adão e Eva, e isso afetou toda a raça humana. Todos os seres humanos nascem com o pecado original, que inclina a alma para o mal e afasta-a de Deus. A necessidade da graça divina: Devido ao pecado original, a alma humana está enfraquecida e incapaz de retornar a Deus por seus próprios méritos ou forças. Agostinho acreditava que a graça de Deus é absolutamente necessária para que a alma possa ser salva. Sem essa graça, o ser humano não poderia, por suas próprias forças, superar o pecado e voltar para Deus. A graça irresistível: Na teologia agostiniana, a graça de Deus é um dom gratuito e imerecido. Para aqueles que são eleitos por Deus, a graça é irresistível, ou seja, ela transforma o coração humano, inclinando-o ao bem e à fé em Deus. Isso significa que, embora o livre-arbítrio exista, ele é subordinado à graça divina, que é o fator determinante na salvação. A fé em Cristo: O retorno a Deus, segundo Agostinho, só é possível pela fé em Jesus Cristo, que veio ao mundo para redimir a humanidade. Através da fé, o ser humano recebe a graça santificante, que purifica a alma e a prepara para a vida eterna com Deus. O Destino Final: Céu ou Inferno No fim dos tempos, Agostinho acreditava que haveria o julgamento final, onde as almas seriam separadas: Aqueles que aceitaram a graça de Deus durante suas vidas e viveram em comunhão com Ele, por meio de Cristo, seriam recompensados com a vida eterna no Céu, onde contemplariam a Deus face a face. Aqueles que rejeitaram a graça e permaneceram no pecado seriam condenados ao inferno, um estado de separação eterna de Deus. Resumo: O Retorno a Deus é Somente pela Graça? Para Agostinho, o retorno da alma a Deus depende primordialmente da graça divina. Sem a intervenção de Deus, a alma humana, corrompida pelo pecado original, não tem forças para se salvar por si mesma. A graça de Deus é o que ilumina a alma, transforma o coração e permite que a pessoa se volte para Ele. Portanto, o caminho para a salvação e para o retorno a Deus passa pela aceitação da graça, que é mediada pela fé em Cristo e manifesta-se na vida moral e espiritual do indivíduo.
- Cursos e Palestras
Biblioteca & Pesquisa Digital PALESTRAS : HIPNOSE CLÍNICA - DIMINUINDO A ANSIEDADE DOS PACIENTES Coordenador: Prof. Marcelo Martins Moreira (Cirurgião-Dentista Buco Maxilo Facial , Hipnólogo e Psicoterapeuta Junguiano) Natureza: Teórica/Demonstrativa Duração: 03 horas Data: a combinar HIPNOSE NA ODONTOLOGIA - ESTRATÉGIAS PARA UM ATENDIMENTO HUMANIZADO Coordenador: Prof. Marcelo Martins Moreira (Cirurgião-Dentista Buco Maxilo Facial , Especialista em Medicina Comportamental, Hipnólogo e Psicoterapeuta Junguiano) Natureza: Teórica/Demonstrativa Duração: até 03 horas Data: a combinar HIPNOSE PARA SAÚDE - UMA ABORDAGEM HOLÍSTICA (Diminuindo Stress e Ansiedade de Pacientes e Profissionais) Coordenador: Prof. Marcelo Martins Moreira (Cirurgião-Dentista Buco Maxilo Facial , Especialista em Medicina Comportamental, Hipnólogo e Psicoterapeuta Junguiano) Natureza: Teórica/Demonstrativa Duração: até 03 horas - noturno Data: a combinar CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO : HIPNOSE CLÍNICA - DESSENSIBILIZANDO SEUS PACIENTES MÓDULO 1, 2 E AVANÇADO Coordenador: Prof. Marcelo Martins Moreira (Hipnólogo pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa) Natureza: Teórica/Demonstrativa Duração: 72 horas - a combinar Objetivo/Conteúdo Programático: Atualização do profissional da área de saúde e terapeutas naturalistas quanto à aplicação da hipnose em sua especialidade, como modalidade de apoio nos procedimentos convencionais da sua área. CURSO DE APERFEIÇOAMENTO: Hipnose Transcendental: Uma Abordagem Integrada para o Bem-Estar ( Filosofia & Auto Hipnose - Caminhos para a Transformação Interior ) Coordenador: Prof. Marcelo Martins Moreira (Hipnólogo pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa) Natureza: Teórica/Demonstrativa Duração: 72 horas - a combinar Solicite maiores informações: email: marcelomartinsmoreira@gmail.com
- Sincronicidades
Reengenharia Humana & Desenvolvimento Pessoal Contos de Fada e Psicoterapia A psicoterapia, de um jeito geral, busca entender e ajudar a pessoa com seus conflitos internos e externos. Na Psicologia Analítica, criada por Carl Jung, uma ideia central é a do inconsciente coletivo e dos arquétipos. E é aí que os contos de fada, mitos e outras histórias tradicionais se tornam super importantes. Eles funcionam como chaves para decifrar a nossa mente mais profunda e podem ajudar a elaborar coisas que estão no nosso inconsciente. O que é o Inconsciente Coletivo e os Arquétipos? Jung propôs a existência de um inconsciente coleti vo. Pense nele como uma camada da nossa mente que é universal, compartilhada por toda a humanidade. Diferente do inconsciente pessoal (que guarda as nossas experiências esquecidas ou reprimidas), o coletivo é feito de padrões inatos de pensamento e comportamento, que Jung chamou de arquétipos. Os arquétipos não são imagens prontas, mas sim "modelos vazios", uma tendência da nossa psique para organizar a experiência. Eles aparecem através de símbolos e temas que se repetem nos nossos sonhos, na religião, na arte e, claro, nos mitos e contos de fada. Exemplos de arquétipos são o Herói, a Grande Mãe, o Sábio, a Sombra (aquela parte que a gente esconde), entre outros. Eles representam as experiências mais básicas do ser humano. Por que Contos de Fada e Mitos são Tão Legais para a Terapia? A importância dessas histórias para a clínica é enorme. Jung e seus seguidores, como Marie-Louise von Franz, enxergam os contos de fada como a expressão mais pura e simples de como o inconsciente coletivo funciona. Diferente dos sonhos, que são muito pessoais e às vezes confusos, os contos de fada foram sendo lapidados por gerações. Eles mostram, de forma simbólica e fácil de entender, os problemas universais que todo mundo enfrenta e as possíveis soluções. Eles falam da nossa jornada de crescimento, dos desafios e das transformações que a gente precisa passar para amadurecer. Na Prática, Como os Contos de Fada Ajudam? - Amplificam o Inconsciente: Se um paciente chega com um sonho ou um sentimento difícil de explicar, o terapeuta pode lembrar de um conto de fada que tenha uma temática parecida. Isso ajuda a pessoa a entender que sua experiência não é só dela, mas faz parte de um padrão humano universal. Dá um "click" na cabeça. - Identificação e Projeção: A gente se identifica com os personagens. O paciente pode se ver no herói da jornada, na vítima que precisa se salvar, ou até no vilão, que pode representar um lado sombrio que ele não quer encarar. Isso facilita muito falar sobre emoções e conflitos. - Mostram Caminhos para Resolver Problemas: A estrutura do conto de fada é simples: tem um problema, uma luta e uma solução. Essas histórias oferecem modelos simbólicos de como enfrentar dificuldades e integrar partes da nossa personalidade. Isso pode inspirar o paciente a achar suas próprias soluções. - Acesso a Forças Internas: Ao se conectar com os arquétipos das histórias, a pessoa pode "acordar" recursos que estavam adormecidos dentro dela. A figura do Herói pode trazer coragem à tona; a do Sábio, pode ajudar a encontrar uma sabedoria interior. - Falam a Língua do Inconsciente: Nossa mente profunda entende melhor símbolos do que lógica pura. Como os contos de fada são cheios de simbolismo, eles "conversam" direto com o inconsciente, driblando a nossa resistência racional. Eles criam uma ponte entre o mundo consciente e o inconsciente. Conclusão Resumindo, usar contos de fada e mitos na terapia, principalmente na linha junguiana, é uma ferramenta poderosa. Essas histórias não são só para criança! Elas são um baú de sabedoria antiga que reflete a estrutura da nossa mente. Trabalhar com esse material ajuda o paciente a se entender melhor, a juntar os pedaços da sua história e a encontrar um sentido mais autêntico para a vida. É como ter um mapa simbólico para a jornada de se conhecer e enfrentar os desafios que aparecem.
- Arquétipos e Inconsciente Coletivo
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa 00:00 / 02:36 Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo O próprio Jung chamou sua teoria psicológica de Psicologia Analítica, tanto para expressar sua orientação quanto para diferenciar sua abordagem da psicanálise de Freud. No entanto, muitos escritores e psicólogos acharam que o termo 'psicologia arquetípica' é uma descrição quase mais apropriada; e, de fato, esse termo aponta talvez o conceito mais fundamental e distintivo da psicologia analítica: o dos arquétipos do inconsciente coletivo. É impossível separar a concepção de Jung do arquétipo de sua teoria do inconsciente coletivo. Um depende do outro por coerência teórica. Não se pode falar de arquétipos, conforme Jung usa o termo, sem a teoria do inconsciente coletivo, nem poderia o inconsciente coletivo ser coletivo, conforme Jung usa o termo, sem os arquétipos. Por isso, os conceitos são tratados aqui como duas partes de uma única teoria. O termo 'arquétipo' não foi criado por Jung, e Jung indica sua origem nos escritos patrísticos como uma "paráfrase explicativa do eidos platônico" (OC, 9/1 §5). A única contribuição de Jung foi usar a ideia de arquétipo num sentido psicológico com referência às pessoas contemporâneas, Os arquétipos eram para ele " formas típicas de apreensão" ( OC, 8, §280) - isto é, padrões de percepção e compreensão psíquicas comuns a todos os seres humanos como membros da raça humana. Jung chegou a postular a existência desses modos comuns de apreensão por meio da observação empírica. Seu vasto conhecimento da mitologia, material antropológico, sistemas religiosos e arte antiga permitiu ver que os símbolos e figuras que aparecem continuamente em muitos sonhos de seus pacientes eram idênticos aos símbolos e figuras que tinham aparecido e reaparecido durante milhares de anos em mitos e religiões de todo o mundo. Além disso, Jung foi muitas vezes incapaz de remontar o aparecimento de tais símbolos nos sonhos de seus pacientes às experiências das vidas individuais dos pacientes. Por isso, Jung ampliou e aprofundou o conceito de Freud do inconsciente. Em vez de ser simplesmente o repositório de recordações pessoais reprimidas ou de experiências esquecidas, o inconsciente, assim parecia a Jung, consistia em duas partes de camadas. A primeira camada, que ele chamou de inconsciente pessoal, era basicamente idêntica à concepção freudiana do inconsciente. Nessa camada do inconsciente, estava o repositório de tudo o que um indivíduo havia vivenciado, pensado, sentido ou conhecido, mas que não estava conservado na consciência ativa, seja por repressão defensiva, seja por simples esquecimento. Contudo, ao usar sua teoria dos arquétipos para justificar as similaridades no funcionamento e no imaginário psíquicos através dos tempos em culturas altamente diferentes, Jung concebeu uma segunda camada do inconsciente, que ele chamou de inconsciente coletivo. Essa camada do inconsciente era a que continha aqueles padrões da percepção psíquica, comuns a toda humanidade, os arquétipos. Pelo fato de o inconsciente coletivo ser o campo da experiência arquetípica, Jung considerou a camada do inconsciente coletivo mais profunda e, em última análise, mais significativa do que a do inconsciente pessoal. Ficar ciente das figuras e dos movimentos do inconsciente coletivo levou as pessoas ao contato direto com as experiências e percepções essencialmente humanas, e o inconsciente coletivo foi considerado por Jung como a suprema fonte psíquica do poder, da totalidade e da transformação interior. Embora os conceitos de arquétipos e de inconsciente coletivo fossem com frequência taxados de especulação filosófica e teorização inútil, Jung sempre manteve seu ponto de vista de que a afirmação da existência desse nível da psique era cientificamente sustentável com base na evidência empírica. Outro mal entendido comum em relação ao conceito de arquétipos, além da imputação de não científico, é a confusão entre o conteúdo do arquétipo e o arquétipo em si. O arquétipo em si não é uma ideia herdada nem uma imagem comum. Uma descrição melhor é que o arquétipo seja como um molde psíquico no qual são despejadas as experiências individuais e coletivas, onde elas tomam forma, mas isso é distinto dos símbolos e imagens em si. Nesse sentido, o conceito junguiano de arquétipo é a contrapartida psicológica da forma ou eidos, de Platão. Não obstante, a confusão entre o conteúdo do arquétipo e do arquétipo em si é compreensível, uma vez que arquétipos particulares são identificados por suas manifestações simbólicas ou imaginais. Jung fala dos arquétipos de 'animus/anima', da Criança Divina, da Grande Mãe, do Velho Sábio, do Trickster e da Core ou Donzela - arquétipos cujo conteúdo é antropomórfico e cuja personalização está necessariamente disposta a fim de trazer o poder psicológico do padrão para dentro da consciência, para maior conhecimento e crescimento individual. Mas há arquétipos cujo conteúdo é menos antropomórfico, menos prontamente personalizado, tal como o arquétipo da totalidade ou o arquétipo do renascimento. Esses arquétipos, Jung chamou de arquétipos de transformação, "situações típicas, lugares, meios, caminhos, simbolizando o tipo de transformação em questão" (OC, 9/1, § 80). Jung considerava os arquétipos como ambivalentes, potencialmente positivos e negativos. À medida que os próprios arquétipos estão, por definição, fora do conhecimento consciente, eles funcionam autonomamente quase como forças da natureza, organizando a experiência humana em caminhos especiais para o indivíduo sem considerar as consequências construtivas ou destrutivas da vida individual. O crescimento psicológico só ocorre quando alguém tenta trazer o conteúdo dos arquétipos para dentro do conhecimento consciente e estabelecer uma relação entre a vida consciente e o nível arquetípico da existência humana. Para começar a estudar Jung: " O conceito de inconsciente coletivo", OC 9/1 , § 87-110. "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", OC 9/1 , § 1-86. O eu e o inconsciente, OC 7/2 , esp, § 202-220. Para aprofundar : Psicologia do Inconsciente, OC 7/1 , esp. § 97-191. " A estrutura da alma", OC 8/2 , § 283-342. "Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico", OC 8/2 , § 343-442. "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", OC 9/1 , §1-48. "As conferências de Tavistock ", OC 18/1, esp. Segunda Conferência, § 74-108. Obras relacionadas "A importância do inconsciente para a educação individual", OC 17 , § 253-283. "Consciência, inconsciente e Individuação", OC 9/1 , § 489-524. Sugestão de Filmes sobre o Tema: - Mother! ( Mãe! ) Direção: Darren Aronofsky Elenco: J ennifer Lawrence, Javier Bardem , Ed Harris e outros Sinopse: Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções. Filme Completo: Análise Junguiana do Filme
- Silêncio Interior
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Silêncio Interior Um tapete de silêncio é tudo que precisamos criar para adentrar o nosso castelo interior - uma exigência muito pesada para a maioria das pessoas de hoje em dia. Qual lugar o silêncio ocupa em sua vida diária? Hoje em dia o silêncio é considerado estranho quando as pessoas não sabem o que dizer em uma confraternização ou quando estão entre desconhecidos dentro de um elevador. Esse silêncio perturbador incomoda a maioria. Por outro lado, há o silêncio consolador: o silêncio de nossos filhos quando estão dormindo, o silêncio nas montanhas e até mesmo a tranquilidade dentro de locais de oração. Assim como acontece com o silêncio, há os sons bons e os ruins. O tipo ruim se chama barulho. Barulho incessante cria estresse e nos priva de nosso sono reparador, e em certos casos pode se tornar um tipo de tortura. E há ainda um certo tipo de som procurado como música alta que é tocada em shows para um público pagante que o denomina como o 'som do momento'. Pode ser barulho para muitos, mas para outros é o ápice do prazer. Mesmo dentro de um simples elevador, uma música suave de fundo às vezes se faz presente, de fundo, para manter o barulho de fora distante. Positivamente, a música clássica pode ser usada em salas de aula ou em ambientes de estudo para ajudar o estudante a se concentrar. Em resumo, o tipo errado de ruído nos incomoda e o certo, nos ajuda. O desafio nos dias atuais é encontrar o silêncio positivo em plena rotina de uma cidade grande, no mesmo cenário onde a maioria vive. Mas o maior desafio das pessoas é encontrar dentro delas o silêncio positivo. Na construção de nosso castelo interior, as pessoas descobrem que os maiores obstáculos estão dentro delas mesmas. Costumam ser diferentes e com degraus distintos para cada um. Aquele com o qual a maioria se defronta, são os que chamamos de 'vozes na minha cabeça': os pensamentos correndo em todas as direções. Nas palavras de Rumi, poeta e teólogo sufi persa so século XIII: " Quando se aquietam os lábios, mil línguas ferem o coração" Esvaziar a cabeça de todos os pensamentos, palavras e imagens é quase impossível, mas de alguma forma, esse ruído interno estressante precisa tornar-se um som interno um pouco mais gentil, para que você possa ter a paz necessária para a construção de seu castelo, que será sua fortaleza inabalável. Para enfrentar esse passo das vozes em sua cabeça, primeiro devemos ponderar como cada um de nós tenta evitar o silêncio, para depois descobrir como podemos criar tempos de silêncio em nossa vida, de forma que o silêncio possa se tornar uma rotina saudável. Uma forma de se criar o silêncio interno é deixar crescer o silêncio externo. Diminuir todas as distrações, barulhos, interrupções fazendo com que o silêncio externo possa levar ao silêncio interno. Todos os antigos monges dominavam essa sabedoria há séculos. Em alguns monastérios, ainda hoje, há normas específicas para se quebrar o silêncio apenas durante a comunicação de trabalhos ou na recepção de convidados. Alguns promovem o 'fundo de silêncio' fazendo suas refeições assim, enquanto um monge lê em voz alta passagens bíblicas. Esse silêncio externo não é um fim em si mesmo, está ali para deixar o silêncio externo crescer no monge de forma que a vida interior possa florescer. A metáfora do jardim pode nos ajudar: se não estamos acostumados ao silêncio, umas das primeiras coisas que vamos notar aos ficarmos quietos são as distrações dentro de nós: as ervas daninhas. Mesmo que tentemos arrancá-las elas voltam a crescer e prejudicar o brotamento das flores. Hoje em dia a nossa erva daninha se chama celular. Conversar ou ouvir música são os meios mais comuns de ser evitar o silêncio contemplativo. Também a leitura de livros, embora saudável, também pode ser um meio de fuga, uma distração em relação ao que o silêncio pode oferecer por si mesmo. Uma das regras de Bento de Núrsia, fundador da Ordem Beneditina, fala especificamente sobre conter também a necessidade de falar. Deveríamos, segundo ele, tentar omitir 'vulgaridades e bisbilhotices' de nossas conversar e observar o que acontece. Assim teríamos mais tempo para escutar o que importa na vida das pessoas e na nossa própria vida. Sua regra mais elevada e simples: "ao discípulo compete calar e ouvir": tarefa dificílima de auto-controle na atual moda das redes sociais... Existem momentos clássicos para você desfrutar do silêncio: de manhã bem cedo e à noite. Isso não importa. Você deve construir seu próprio tempo de silêncio em sua rotina. Uma grande ajuda é possuir no lugar onde você vive um pequeno sanctum ou local sagrado. Não precisa ser nada elaborado, pode ser simples e só conter uma foto, ou um texto, ou qualquer objeto que você considere sagrado. A disciplina de parar seus afazeres por alguns minutos e visitar esse local é de extrema valia para se criar o hábito de silenciar em seu castelo interior. Posteriormente, com o hábito, você sentirá necessidade de fazer um retiro de algumas horas em silêncio e até mesmo de se fazer um retiro de um dia ou mais, a fim de experimentar o silêncio mais profundamente. Não tenha pressa. Tudo vem no seu próprio tempo. Embarcar na tarefa de construir seu silêncio particular é muito difícil, principalmente numa cultura que oferece uma versão consumista para tudo ( "Para paz e quietude, experimente nosso Spa", ou que julga qualquer esforço nesse sentido como esquisitice ou loucura, mas preencher seu castelo interior com esse silêncio é necessário para construção da sua autarquéia, do poder sobre si mesmo. O silêncio se tornará então o Silêncio do Sagrado, uma característica do seu castelo interior, nos transportando aos mundos do infinito, numa elevação ascética de elevação espiritual, de tentativa constante de superação do si-mesmo. Na procura do transcendente a contemplação exige silêncio, não só aquele que nos rodeia mas o silêncio interior, condição para o alheamento do mundo, da abstração da realidade, exercício da pura intelectualidade, alienação dos sentidos até que se consiga a união com o numinoso. Que o silêncio seja o próprio ar que você respira. Boa Semana. Paz Profunda.
- HT - Sabedoria do Silêncio Interior
Filosofia - Educação - Conhecimento Sabedoria do Silêncio Interno Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia. Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi. Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas. Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos. Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída. Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO. Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação. Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe. Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas. O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles. Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio. Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente. Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO. (Texto Taoísta)
- Arquétipo do Herói
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Arquétipo do Herói O grande armazém da mitologia mundial foi a fonte para os insights de Jung em relação ao inconsciente coletivo e à prova das hipóteses dele, já que os mitologemas - esses temas comuns que permeiam as lendas e os contos folclóricos das mais diversas culturas - eram visto por Jung como pistas de aspectos permanentes na mitologia, independente da cultura ou do período, é o herói, uma figura tão central para as lendas de quase toda cultura, que, às vezes, é quase como se as lendas heroicas fossem a própria definição de mitologia. Enquanto a universalidade da figura do herói é certamente interessante sociológica e antropologicamente, Jung pesquisava, como sempre, a importância psicológica dessa figura onipresente no cenário da imaginação do mundo. Ao examinar várias lendas heroicas, consequentemente, Jung se deparou com elementos idênticos na história do herói: seu nascimento divino; sua 'nekyia', ou descida para o submundo; as ações heroicas que ele deve empreender, como batalhas com monstros terríveis ou tarefas perigosas a serem executadas; a presença de companheiros auxiliadores, às vezes masculinos, às vezes femininos, às vezes teriomórficos ( ex. forma animal ); a ideia recorrente de derrota, morte e renascimento. Jung via nesses temas em comum que o herói poderia ser compreendido como um arquétipo dentro da psique coletiva e, mais ainda, que esse arquétipo era o que mais frequentemente se identificava com a consciência do ego que lentamente emerge na humanidade. A aparência histórica da consciência humana, nossa consciência de estarmos conscientes, tem um toque divino, um 'algo vindo do nada' mágico com grande efeito transformativo, tudo se refletindo na ascendência sobrenatural e no nascimento incomum da figura do herói. Tornar-se consciente do domínio de escuridão sombria, a região do inconsciente que está por trás do senso luminoso, que temos de nós mesmos, é como a descida do herói ao submundo, uma tarefa inevitável repleta de perigo, que deve ser cumprida para que cresçamos e prosperemos como indivíduos. Manter nossa integridade e nossa autoconsciência é frequentemente uma batalha contra as maiores improbabilidades, envolvendo trabalho pesado que parece requerer esperteza, a ajuda, a sorte e a perseverança de uma figura maior do que a vida. Devido a nossas limitações humanas, essa batalha pela consciência de nós mesmos e dos outros, consciente e inconsciente, geralmente ocorre em círculos que seguem paralelos o ciclo da derrota e recuperação descrito nas lendas heroicas. Por mais importante que fosse a consciência do eu e por mais bem simbolizado que ela fosse pelo herói arquetípico, Jung, contudo, tinha noção do efeito letal de qualquer identificação que ocorre quando o eu encontra o arquétipo: a inflação psíquica da consciência, que é o resultado do contato com a esfera transpessoal do inconsciente coletivo. Apesar de muitas das ideias de Jung a respeito do herói terem sido desenvolvidas mais extensivamente por seus seguidores, especialmente Erich Neumann e Joseph Campbell , o profundo reconhecimento de Jung do poder e da potencialidade do inconsciente o levaram a suspeitar de qualquer supervalorização da consciência do eu heroico, enxergando a capacidade humana e sua luta pela autoconsciência como apenas uma etapa na evolução da consciência coletiva, uma etapa talvez agora em seu fim e precisando de transformação. Para Jung, os conceitos clássicos de 'hybris' e de orgulho presunçoso se aplicam tanto à nossa fé contemporânea em nossa habilidade de produzir, agir e conquistar quanto se aplicava na época de Sófocles ou de Homero. Identificar-nos com o herói é flertar com o desastre psicológico e, atualmente, até literalmente. Ademais, Jung viu que o herói, como uma manifestação do masculino arquetípico, não precisa ser sempre um símbolo de consciência do eu. Para as mulheres, o 'animus', ou o lado masculino inconsciente, geralmente se encaixa no molde arquetípico de uma figura heroica lutando contra a consciência e afetividade, uma luta com toda a tempestuosidade e o estresse de tantos mitos. Similarmente, para os homens, o herói não precisa apenas simbolizar o estado de alerta ou a conquista, mas pode também significar uma separação da mãe, aquela autonomia difícil de ganhar que pode ser uma tarefa heroica e para a vida toda, e da qual a relação verdadeira de um com o outro pode emergir. A Apresentação mais extensa que Jung fez do arquétipo do herói está em 'Símbolos da Transformação'. Como quase toda a segunda parte dessa obra é dedicada a traçar o desenvolvimento pessoal e coletivo do herói como um símbolo da libido, é recomendada em "Para Começar", apesar de requerer uma boa parecla de raciocínio e estudo. Em "Para Aprofundar" , estão listados escritos que explicam melhor o símbolo arquetípico do herói e o conceito de personalidade-mana, junto com as análises de sonhos e as discussões sobre a figura do herói nos sonhos de americanos negros, que para Jung, tinham uma relação mais íntima com a 'mentalidade primitiva' do que os americanos brancos. Discussões sobre dinâmicas da psicologia geral que esclarecem a posição do herói na psique dos indivíduos modernos estão listadas em "Obras Relacionadas". Para começar: - "Símbolos da Transformação", OC 5, parte 2, esp. ca. 4, "O nascimento do herói", 251-299; cap. 5, "Símbolos da mãe e do renascimento", §300-418 e cap. 6, " A luta pela libertação da mãe ", § 419-463. Para aprofundar: - " O Eu e o Inconsciente", OC 7/2, esp. parte 2, cap. 3, " A técnica de diferenciação entre o o eu e as figuras do inconsciente", § 341-373, e cap. 4, " A personalidade-mana", § 374-406. - " Alma e terra", OC 10/3, § 49-103. - " Fundamentos da psicologia analítica ( Tavistock lectures ), OC 18/1, esp. segunda conferência, §74-144, e terceira conferência, § 145-227. Obras Relacionadas: - " Consciência, inconsciente e individuação", OC 9/1, § 489-524. - " Da formação da personalidade ", OC 17, § 284-323. Fontes Secundárias: - " O Herói com Mil Faces " de Joseph Campbell. - " Além do Herói " de Allan B. Chinen - " A Lenda do Graal " - Emma Jung e Marie Louise Von Franz - " História da Origem da Consciência "- Erich Neumann Para Complementar : - Box Peter Jackson - Filmes: Trilogia O Senhor dos Anéis - Explicação Psicológica da "Jornada do Héroi" - Ted Talks Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke
