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- Hipnose Transcendental
Filosofia - Educação - Conhecimento O Lado Sério da Hipnose A ciência explica como a técnica tem ajudado pacientes a deixar de fumar, perder peso, combater estresse e tratar dores crônicas. A psicóloga Lina Schlachter ouve gritos vindos da emergência do centro médico da Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, e se apressa. No corredor do setor de traumas, depara-se com um mecânico de 42 anos urrando de dor. Ele teve a perna direita destroçada após um acidente em uma das fábricas da região e está imobilizado, suando muito. Após encontrar com Lina, pouco a pouco, os gritos do paciente se transformam em gemidos, cada vez mais baixos. Dez minutos depois, ele relata que a dor, antes insuportável, não o incomoda mais. No lugar, diz haver apenas um formigamento. Tudo isso, sem nenhum sedativo. A cearense Lina, doutora em psicologia clínica pela Universidade do Tennessee, não faz mágica. “Foram exercícios de respiração e uma série de sugestões para que ele se concentrasse, pensasse no lugar de que mais gosta de passear e começasse a relaxar”, diz. O caso do acidente, apresentado em uma conferência médica nos Estados Unidos em 2008, é um exemplo de como a medicina tradicional tem se aliado a certas técnicas de hipnose para combater diversos problemas de saúde. Ele se soma a uma série de pesquisas publicadas em alguns dos periódicos científicos mais rigorosos do mundo, como Science, The Lancet e Proceedings of the National Academy. E o que esses estudos afirmam? Que dá, sim, para tratar dores crônicas, insônia, enxaqueca, obesidade, vícios, fobias, doenças de pele, entre outros males, com hipnose. Mas não é aquela hipnose de estalar dedos e fazer com que o problema desapareça. São sessões com método definido, em tratamentos que podem levar meses. Não à toa, há cada vez mais cientistas e pesquisadores “hipnotizados” pelo tema. O número de estudos publicados por ano sobre o assunto cresceu 50% na última década, chegando a 280 só em 2009 (último ano com números fechados), segundo o banco de dados científico Pubmed. Entre as pesquisas recentes, destaca-se levantamento com 124 mulheres realizado em 2010 na Universidade de Stanford que constatou que a prática da hipnose pode atenuar o sofrimento de pacientes com câncer de mama. Outro trabalho, feito em 2008 na Universidade da Califórnia, avaliou fumantes que usaram a técnica para largar o cigarro — o grupo de hipnotizados teve 50% mais sucesso no tratamento em relação ao outro time. Quem hipnotiza hoje não são showmen com ar sombrio, jeito de ilusionista e papo de charlatão. Os novos hipnotizadores têm diploma de médico, psicólogo ou dentista, e preferem ser chamados de hipnólogos. Não se encontram em programas de variedades, mas em locais como o Hospital das Clínicas, o A.C. Camargo e o São Camilo, todos em São Paulo, além de clínicas médicas renomadas. “A prática vem crescendo bastante no Brasil, principalmente contra problemas de somatização, quando uma doença se manifesta ou se agrava por causa de algum distúrbio emocional. Os conselhos federais de medicina, psicologia, odontologia e fisioterapia já a aprovam”, diz a psicóloga Miriam Pontes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, que conta com 2 mil profissionais associados em todo o Brasil. BISTURI SEM ANESTESIA > Ao saber que teria de arrancar um nódulo mamário no seio, a diarista Andreia Peres Maranhão, 34 anos, ficou com medo de não conseguir mais amamentar. Ela havia acabado de ter um bebê e, com o efeito dos anestésicos, o leite poderia ser comprometido. Quando a anestesista Cristiane Hikiji lhe contou sobre a possibilidade de realizar anestesia por hipnose, Andreia decidiu experimentar. Foram 12 sessões preparatórias até a cirurgia. “Já tinha tirado outro tumor no seio e foi difícil recuperar, mas com a hipnose foi rapidinho, não doeu em nenhum momento” COMO FUNCIONA Olhe fixamente nos meus olhos e esqueça toda aquela ideia de pêndulo, comer cebola achando que é maçã, cocoricar feito um galo e outras pirotecnias. Cientificamente falando, a hipnose é um estado em que a percepção, a memória e as ações de alguém podem ser alteradas por sugestão de outra pessoa. Alguns têm facilidade imensa em serem hipnotizados; outros, raramente conseguem. “O indivíduo fica consciente, mas o cérebro temporariamente suprime as tentativas de confirmar as informações vindas dos sentidos. O senso crítico baixa e há uma atenção maior no que o hipnotizador sugere”, diz Osmar Colás, coordenador do Grupo de Estudos da Hipnose da Escola Paulista de Medicina. Trabalhada adequadamente, essa hiperatenção pode, por exemplo, fazer com que a gente ignore sensações enviadas pelo corpo. É como um jogador de futebol quando sofre uma pancada forte na perna durante a final do campeonato, mas continua jogando, só sentindo a dor depois do término da partida. No cérebro, já descobrimos algumas das regiões onde esse fenômeno ocorre. Estudos com neuroimagens mostram que o giro do cíngulo anterior direito, uma área responsável por levar informações dos sentidos até a nossa parte racional, é atingido pela hipnose. “A sugestão chega a essa região intermediária, que é quem vai decidir para onde vai a atenção, como se inoculasse um pensamento na cabeça da pessoa”, diz Mohamad Bazzi, médico brasileiro que estuda hipnose há duas décadas. É ali que pesquisadores acreditam que a “autentificação” falha. Foi provavelmente o que aconteceu com o mecânico citado no começo desta reportagem quando, após as repetidas sugestões, deixou de se focar na informação de dor da perna destroçada. O caso dele, no entanto, não é regra: apenas 10% da população mundial é altamente suscetível à hipnose (veja como isso é medido no quadro abaixo). Para pessoas menos passíveis, leva-se tempo até chegar a um transe profundo — e, ainda assim, não há garantia de que ela consiga atingir esse estado. A diarista Andreia Peres Maranhão, 34 anos, por exemplo, precisou passar por 12 sessões durante um mês até estar pronta para uma cirurgia de retirada de um nódulo mamário, feita em transe hipnótico. “Já tinha tido uma experiência ruim com anestesia antes e estava amamentando [a amamentação teria de ser interrompida por conta do uso do sedativo]”, diz. Durante as sessões, a anestesista Cristiane Hikiji Nogueira fazia com que Andreia treinasse seu cérebro a desviar a dor. No começo, girava uma caneta em frente aos olhos da paciente, que começava a relaxar. Então, passava a espetar Andreia com agulhas finas e dizia que aquela região não seria mais sentida. Nas sessões seguintes, conforme ela ia conseguindo ignorar a dor, o diâmetro das agulhas aumentava até se aproximar do tamanho que seria equivalente ao bisturi. Os anestésicos tradicionais também foram preparados na operação, para o caso de emergências, mas se mostraram desnecessários. “Já fiz mais de 30 cirurgias só com hipnose e nunca tive problemas”, afirma Cristiane, que hipnotizou Andreia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Como toda essa preparação é demorada, a hipnose na maioria das vezes acaba sendo a segunda opção, usada principalmente quando o paciente tem pavor ou alergia à anestesia. Também é possível juntar as duas coisas: hipnose e anestésicos. Foi o que fez a professora paulistana Gabriela Talarico, 32 anos, ao retirar dois dentes do siso. Gabriela, que tinha medo demais de anestesia, estava em pânico quando chegou ao consultório do dentista Marcelo Martins. Com repetidas sugestões de relaxamento, Martins fez Gabriela entrar em transe, ficando menos suscetível às reações de dor, e administrou apenas um terço da quantidade normal de anestésico. “Como não houve preparação, a hipnose não foi tão profunda, mas foi o suficiente para acalmá-la e obter melhorias de cicatrização e de controle de sangramento”, afirma. No Centro de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, técnicas mais longas são ensinadas para lidar com dores crônicas como enxaqueca e fibromialgia. “Ensinamos exercícios de auto-hipnose para que os pacientes repitam em suas casas”, diz Adriana Loduca, psicóloga do hospital. Uma das técnicas começa com exercícios de respiração em seis etapas e depois evolui para concentração em algum tipo de imagem, para que o cérebro se desvie da dor. TERAPIA CONTRA O FUMO > Acostumado a fumar um maço de cigarros por dia, o auxiliar de enfermagem Anderson Soares da Silva, 34 , tentou usar adesivos e remédios para parar. "Ficava irritado demais.” Ele se livrou do vício no fim de 2009, quando experimentou a hipnose aliada à psicoterapia por três meses. Nas sessões, o médico Luiz Velloso pedia para que ele imaginasse o cheiro forte do cigarro na sala vazia até se tornar algo incômodo. Depois, sugeria imagens de praias paradisíacas e mensagens metafóricas para reforçar sua força de vontade em largar o fumo. “Nunca mais senti vontade”, afirma. A CIÊNCIA DA HIPNOSE Apesar de impressionantes, exemplos desse tipo eram antes encarados com ceticismo por acadêmicos. Como provar que não se tratava de efeito placebo, ou que alguns desses casos não eram forjados? A maior parte dessas dúvidas caiu em 1998, quando os cientistas com Ph.D. Stephen Kosslyn, da Universidade de Harvard, e David Spiegel, de Stanford, usaram o PET (tomografia por emissão de pósitrons, um exame de imagem sofisticado) para “fotografar” a hipnose. Eles sugestionaram indivíduos a enxergarem cores em um painel preto e branco e constataram que os cérebros agiam como se realmente existissem cartazes coloridos na frente. “O fluxo sanguíneo no cérebro repetiu o padrão de quando a pessoa enxerga colorido. Ou seja, o cérebro estava realmente ‘vendo’ aquilo”, diz Spiegel, que estuda hipnose desde os anos 1970. Considerado um divisor de águas, o estudo gera frutos até hoje. Tanto que, em 2010, o pesquisador Devin Terhune, de Oxford, usou um princípio parecido para mostrar como a hipnose poderia ser usada para um feito antes tido como impossível: reverter a sinestesia. A doença rara leva a uma confusão de sentidos no cérebro, como, por exemplo, enxergar imagens inexistentes ao ouvir determinados sons. No caso da voluntária tratada pelo experimento, cores fortes surgiam no seu cérebro todas as vezes em que ela via um rosto. Induzindo o transe, Terhune desviou o “caminho cerebral” durante o fenômeno fazendo com que ela ignorasse as cores que apareceriam em sua mente. Um eletroencefalograma confirmou o efeito. “Ela relatou que não tinha mais espasmos de cor ao ver faces e, ao mesmo tempo, a área ligada à confusão mental no cérebro reduziu sua atividade elétrica”, afirma Terhune. O pesquisador ressalva que tudo isso só funcionou porque a voluntária era altamente hipnotizável. RETIRADA DE SISO DURANTE O TRANSE > Toda vez que ouvia falar em anestesia no dentista, a professora Gabriela Talarico, 32 anos, sentia a espinha arrepiar. Quando soube que teria que arrancar dois sisos, não conseguiu disfarçar a tensão. Para acalmá-la, o odontologista Marcelo Martins pediu para fazer alguns exercícios de hipnose e teve uma resposta positiva. “Não doeu nada na hora ou depois", diz Gabriela. "Senti uma calma fora do comum.” As sugestões hipnóticas, segundo Martins, ainda fizeram a cicatrização ser três dias mais rápida e potencializaram o efeito do anestésico, usado em um terço da quantidade habitual PSICOLOGIA A MAIS Atacar a dor é o efeito mais conhecido dessa reorganização mental, mas está longe de ser o único. A maior parte das possibilidades está na área de distúrbios psicossomáticos e comportamentais. Males como insônia, fobias, hipertensão e obesidade muitas vezes estão bastante relacionados a fatores psicológicos. É nesses casos — e não em todos — que a hipnose pode dar uma boa ajuda. Foi o que mostrou em 1995 Irving Kirsch, um dos maiores especialistas em hipnose clínica do mundo e Ph.D. em psicologia pela University of Southern California. Em uma grande revisão de estudos, Kirsch constatou que a prática melhorava, em 70% dos casos, os efeitos positivos das terapias baseadas em psicologia cognitivo-comportamental, que é a forma mais popular e difundida de tratamento para esses problemas. A relações-públicas Simone Araújo, 35 anos, comprovou esse benefício. Ela sofre de dermatite atópica, uma doença incurável que provoca descamação, coceira e manchas avermelhadas pelo corpo, e que piora em momentos de estresse. Após tentar uma série de tratamentos e tomar dezenas de remédios, ela conseguiu uma grande melhoria do problema usando hipnose aliada à psicoterapia. “Era minha última esperança. Antes, estava difícil até mesmo abraçar meus filhos porque eu sentia muita dor com a pele machucada. Hoje abraço, beijo e levo até beliscão”, diz Simone. Ela trabalhou sua ansiedade nas sessões de hipnose. Fazia uma série de exercícios de respiração que estimulavam o seu relaxamento até entrar em transe. Esse estado era realçado por instruções para imaginar situações de tranquilidade. “Amenizava a ansiedade, era como uma boa noite de sono. Sentia uma melhora grande até a próxima sessão.” O humor de Simone melhorava e, depois do segundo mês, as manchas também. Se ajuda na parte psicológica, a hipnose também tem efeito contra vícios como o tabaco e pode ser usada contra transtornos obsessivos compulsivos. Para o auxiliar de enfermagem Anderson Soares da Silva, 34 anos, a hipnose foi o componente que faltava em seus tratamentos. Antes, ele havia tentado largar o cigarro com adesivos e até antidepressivos, mas ficava no máximo dois dias sem fumar. “Só deu certo quando juntei hipnose a outros remédios. Foi um processo de dois a três meses até conseguir parar definitivamente”, diz Anderson Soares, que conta um ano sem cigarros. SEM ESTRESSE > Logo depois que terminou a faculdade, a publicitária carioca Fabríssia Lima, de 23 anos, passou a enfrentar crises de ansiedade devido às pressões do trabalho. “Sentia muita angústia, ficava asfixiada, não conseguia frequentar lugares fechados, nem andar de metrô.” Por sugestão de uma conhecida, procurou a psicóloga Miriam Pontes para tentar dar uma aliviada no estresse e na tensão. Em menos de quatro meses, com uma sessão de hipnose por semana, Fabríssia notou grandes melhorias no humor e na sua capacidade de concentração PERDER PESO Imagine se alguém lhe dissesse que, para emagrecer, não seria necessário fazer cirurgia de estômago, mas apenas fingir ter feito uma? Pois é mais ou menos esse o tratamento já vendido a 500 pacientes por cerca de R$ 3.400 na clínica de hipnose Elite, em Málaga, Espanha. A terapia também diz usar esse efeito psicológico da hipnose. “O paciente é sugestionado a pensar que passou por uma cirurgia de redução de estômago”, diz o hipnólogo espanhol Martin Shirran, sócio da empresa. Para aumentar o poder de persuasão, é armada uma espécie de teatrinho, simulando no ambiente cheiro, tato e sons típicos de um procedimento em uma sala de cirurgia. No final, diz Shirran, o paciente fica com uma imagem no inconsciente de que o estômago está menor, uma espécie de alucinação, e sente que não suporta muita comida. O tratamento virou febre no Reino Unido depois de ter sido usado pela cantora Lily Allen e pela ex-Spice Girl Geri Halliwell. O arquiteto Felipe Caribe diz ter obtido sucesso com uma experiência parecida em Curitiba. Após várias outras tentativas, ele diz ter emagrecido 14 quilos em três meses de sessões de psicoterapia somadas à hipnose. “Fui sugestionado a sentir que existe um balão inflado dentro do meu estômago que me impede de comer muito”, diz Caribe, que ainda tem 103 quilos e 1,80 m. Apesar da ideia extravagante, há estudos sérios mostrando que a hipnose pode, sim, em casos relacionados à ansiedade, ajudar na redução de peso — embora nenhum cite esse tipo de “cirurgia hipnótica”. FUTURO DAS PESQUISAS Um dos próximos passos da ciência da hipnose se aproxima um pouco do teatrinho da clínica espanhola. Há um grupo de cientistas ingleses da Universidade de Greenwich estudando como um ambiente de realidade virtual pode potencializar os efeitos da prática. Outra frente de pesquisadores tenta entender as características genéticas que levam algumas pessoas a serem mais hipnotizáveis que outras. Pelo menos quatro estudos já mostraram que um gene chamado COMT está relacionado à suscetibilidade, mas sua ação exata ainda não é totalmente compreendida. Há também vários grupos de estudo que desejam simular doenças por meio de hipnose para entendê-las melhor. Um dos líderes dessa corrente é o britânico David Oakley, Ph.D. em psicologia clínica e professor da University College London. Ele publicou uma revisão de iniciativas na área em 2009, em que reúne experimentos nos quais pessoas são hipnotizadas para sentir alucinações auditivas, calor e tipos diferentes de dor, fazendo com que o cérebro simule algo imaginário. Esses estados cerebrais induzidos poderiam ser usados em um ambiente controlado para entender melhor como algumas doenças afetam as pessoas. Uma que já está sendo pesquisada é o transtorno de conversão, que pode gerar paralisia, cegueira e dificuldades motoras. Outros estudos interessantes são desenvolvidos pelo neurocientista israelense Avi Mendelsohn, que mostrou como o cérebro de pessoas suscetíveis ao esquecimento após a hipnose (10% da população) pode bloquear a ativação da memória. Seus estudos também apontam a possibilidade de criar lembranças falsas. “No futuro acredito que muitos poderão usar a hipnose para bloquear as memórias que estão perturbando suas vidas, ou ao menos suprimir emoções ruins ligadas a essas recordações”, afirma. Texto Original Adaptado: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI198264-17773,00-O+LADO+SERIO+DA+HIPNOSE.html
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- Espírito
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Espírito Na tentativa de compreender os escritos de Jung sobre o espírito, enfrentamos o mesmo problema que Jung em sua tentativa de captar aquilo que a palavra espírito designa. Quando se alcança uma explicação promissora, percebe-se que o apreendido escapa rapidamente por entre os dedos de nossa rede intelectual, sendo levado pelo mar bravio de importantes, mas de difícil entendimento, aspectos da experiência humana. Por isso, Jung aborda o espírito da mesma maneira com que trata os muitos habitantes desconcertantes de seu mar experimental,isto é, a partir de uma posição como psicólogo. Ele não está a fim, conforme confessa, ou não é capaz de discussões filosóficas ou teológicas sobre a natureza do espírito. Ele volta-se, antes, para a fenomenologia da vida psíquica: o que o espírito mostra que é, e em que aspectos ele é igual ou diferente de nossa psique/alma. Evidentemente, é quase impossível para Jung não se enveredar até certo ponto nas polêmicas filosóficas precedentes e nas teias teológicas que foram tecidas em torno do espírito. A esse respeito, é instrutiva a nota do tradutor prefaciando "Os fundamentos psicológicos da crena nos espíritos" (OC 8, § 307) , ao apontar - linguisticamente por assim dizer - a natureza flexível e multimatizada do conceito de espírito, Geist em alemão. Contudo, Jung traz certa ordem cognitiva para o que ameaça se tornar uma confusão vaga de terminologia, observando que, psicologicamente, espírito tem dois significados e usos. Um fala de um espírito, no sentido de uma coisa individual - um fantasma , disposição de ânimo, uma aparição, uma qualidade - e outro fala do espírito, no sentido de alguma coisa coletiva - espiritualidade, princípios espirituais, totalidade espiritual. Esse último sentido de espírito, como fundamento da espiritualidade ou de certos princípios espirituais, Jung deixa de preferência aos metafísicos para debate e discussão. Como psicólogo, Jung está muito mais interessado em considerar os espíritos no plural, como manifestações dos complexos, espíritos como entidades inconscientes, arquetipicamente embasadas. Por terem suas raízes no inconsciente, esses espíritos, no plural, têm obviamente uma relação com o espírito, no sentido religioso comum, que Jung considera como parte da psique enquanto alma. Mas, como de costume, Jung está mais interessado em estudar os símbolos e o imagístico do espírito na vida psíquica do que em propor dogmas teóricos. Portanto, os escritos de Jung sobre o espírito não são para os de mentalidade filosófica ou teológica, para os interessados no idealismo hegeliano ou na espiritualidade cristã. A concepção de espírito de Jung é melhor entendida em suas discussões do imagístico arquetípico do mito, da alquimia e dos contos de fada ( histórias do "espírito" por excelência ) ou também em seu tratamento do que chamou de fenômenos ocultos, aquelas ocorrências misteriosas, fantasmáticas ou paranormais que ele considerava manifestações de complexos psicológicos. Nessas discussões práticas sobre o espírito, Jung lembra o significado mais elevado e mais amplo do espírito nesse sentido mais amplo do termo. Mas sempre fala do espírito primeiramente e sobretudo como psicólogo interessado em olhar para o lugar do espírito no funcionamento da alma humana. As obras de junguianos sobre o espírito são poucas e muito esporádicas, se limitarmos o campo e excluirmos livros sobre religião ou espiritualidade, dos quais há grande número. A melhor obra no sentido em que Jung empregava o termo, encontra-se em Spirit and Nature, organizado por Joseph Campbell, que reúne estudos apresentados nos encontros anuais de Eranos, às margens do Lago Maggiore, em Ascona, Suíça. Dois ensaios de Jung - " A Fenomenologia nos Contos de Fadas " e " O Espírito da Psicologia ", esse depois reintitulado como " Considerações teóricas sobre a natureza do Psíquico " ( OC 8 ) - que estão incluídos na coletânea, assim como ensaios sobre o espírito de Kerényi, Wili, Rahner, Portmann e outros. O deus Apolo atua de muitas maneiras como um símbolo do espírito dentro da psique, e assim o livro de ensaios de Kerényi sobre o deus pode ajudar a esclarecer este conceito, segundo o que James Hillman ( inspirado por Henry Corbin ) chamou de Psicologia Imaginal : a compreensão psicológica suscitada por imagens e imaginação. Para começar: - "A fenomenologia do espírito no conto de fadas", OC 9/1 , § 384-455. - "Os Fundamentos Psicológicos da crença nos espíritos", OC 8/2 , , § 570-600 Para aprofundar: - " O problema psíquico do homem moderno", OC 10/3 , § 148-196 - " O Espírito Mercarius", OC 13 , § 239-303. Obras Relacionadas: - " Sobre a psicologia e patologia dos fenômenos chamados ocultos" , OC 1, § 1-150 Fontes Secundárias: - CAMPBELL, J. " Spirit and Nature ", Princeton University Press, 1964 -- KERÉNYI,K. " Apollo ". Dallas: Spring, 1983. Texto adaptado de "Guia para Obra Completa de C.G.Jung" - Robert H. Hopcke "O arquétipo do espírito na forma de um homem, hobgoblin ou animal sempre aparece em uma situação em que insight, compreensão, bons conselhos, determinação, planejamento, etc., são necessários, mas não podem ser reunidos em recursos próprios." O arquétipo compensa esse estado de deficiência espiritual por conteúdos destinados a preencher a lacuna. “A fenomenologia do espírito nos contos de fadas” - Obras Completas 9/1- Parágrafo 398
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Biblioteca & Pesquisa Digital K - M N - O KARL MARX - Teses sobre Feuerbach - O Capital - Vol. 1 - O Capital - Vol. 2 - A Ideologia Alemã KATHLEEN JAMIESON - Cyberwar KEITH THOMAS - Religião e Declínio da Magia KEN WILBER - Física e Misticismo - Psicologia Integral - Ausência Ego - O Espectro da Consciência LAWRENCE KRAUSS - O Universo que veio do Nada. LEANDRO KARNAL - Crer ou Não Crer - Memória Evanescente - Perdoar e Pecar - Oriente Médio LEONARDO MIDILOW - Subliminar : Como o Inconsciente Influencia nossas vidas LUC FERRY - Aprender a Viver I - Aprender a Viver II - Depois da religião LUDWIG FEUERBACH - A Essência do Cristianismo LIBERTUS FROMONDUS -Sobre : " escape from the Labyrinth of the continuum" (1631) LUCIEN GOLDMANN El hombre y lo absoluto - El Dios Oculto LUIS FELIPE PONDÉ - Crítica e Profecia - A Era do Ressentimento - A Filosofia da Adúltera - Do Humanismo Ridículo - Filosofia para Corajosos - O Homem Insuficiente - Guia Politicamente Incorreto da Filosofia LEIBNIZ, W. G. - MARTIN HEIDEGGER - O que é Metafísica? - Martin Heidegger por Rudiger Safranski MARCEL MAUSS - Sobre a Dádiva - Sociologia e Antropologia - Sobre o Sacrifício - Noção de Pessoa MARCELO GLEISER - A Ilha do Conhecimento - A dança do universo MARILENA CHAUÍ - O que é Ideologia? - Para quê Filosofia? - O Engajamento do Intelectual - Maquiavel - Introdução à História da Filosofia - Filosofia Moderna - Cultura e Democracia - Convite à Filosofia - Iniciação à Filosofia MARK MANSON - A Sutil Arte de ligar o foda-se MIRCEA ELIADE - O Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase MICHAEL INWOOD - Dicionário Hegel MICHAEL SANDEL - Justiça: o que é fazer a coisa certa. - Justiça - 24 Aulas em Video MICHEL ONFRAY - Antimanual de Filosofia - Cinismos MICHEL MAFFESOLI - A Parte do Diabo MIGUEL SPINELLI - Epicuro e as Bases do Epicurismo MIKHAIL BAKUNIN - A Ilusão do Sufrágio Universal - Deus e o Estado - Notas sobre Rousseau Mortimer Adler - Como Ler livros NORBERT ELIAS - Sobre o Tempo - O Processo Civilizador - vol. 1 - O Processo Civilizador - vol. 2
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Filosofia - Educação - Conhecimento Share A Ciência Por Trás da Hipnose - Documentário Sinopse: Seja como anestésico, analgésico ou auxiliar psicológico para pacientes, a hipnose é cada vez mais utilizada em vários campos. Hoje é reconhecida oficialmente para certos tratamentos médicos. Graças às imagens científicas e aos avanços em neurologia, houve muitas descobertas sobre como o cérebro funciona sob hipnose. Mas o que realmente sabemos sobre essa prática que foi durante tantos anos negligenciada? Diretor Pierre-François Gaudry Thierry Berrod Boa Sessão !
- Hipnose Transcendental?
Hipnose Clínica - Hipnose Ericksoniana , Psicoterapia Junguiana, Psicanálise, Atendimentos Individualizados, Palestras e Cursos em Reengenharia Humana, Filosofia e Equilíbrio Emocional. O que é hipnose clínica? A hipnose clínica é uma técnica terapêutica que utiliza o estado de hipnose para promover mudanças positivas na vida das pessoas. O estado de hipnose é um estado de consciência focalizada e atenção seletiva, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão. Na hipnose clínica, o paciente é conduzido pelo terapeuta a um estado de relaxamento e concentração, no qual ele se torna mais receptivo às sugestões do terapeuta. Essas sugestões podem ser utilizadas para acessar o inconsciente, onde estão armazenadas as memórias, emoções e crenças que influenciam nosso comportamento. As aplicações da hipnose clínica na moderna psicoterapia são diversas, incluindo: Tratamento de transtornos mentais: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de diversos transtornos mentais, como ansiedade, depressão, fobias, estresse pós-traumático e transtornos alimentares. Alívio da dor: a hipnose pode ser utilizada para reduzir a dor física, seja ela aguda ou crônica. Melhoria do desempenho: a hipnose pode ser utilizada para melhorar o desempenho em atividades físicas, acadêmicas ou profissionais. Autoconhecimento: a hipnose pode ser utilizada para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. A hipnose clínica é uma ferramenta eficaz e segura, que pode ser utilizada para promover mudanças positivas na vida das pessoas. No entanto, é importante ressaltar que a hipnose não é uma panaceia e deve ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado. O que acontece durante a hipnose clínica? Durante a hipnose clínica, o paciente é conduzido pelo terapeuta a um estado de relaxamento e concentração. O terapeuta pode utilizar diferentes técnicas para induzir o estado de hipnose, como: Sugestão verbal: o terapeuta utiliza palavras e frases para guiar o paciente a um estado de relaxamento e concentração. Imagens: o terapeuta pode utilizar imagens ou metáforas para ajudar o paciente a relaxar e se concentrar. Toque: o terapeuta pode utilizar o toque para ajudar o paciente a relaxar e se concentrar. Uma vez que o paciente atinge o estado de hipnose, o terapeuta pode utilizar as sugestões para acessar o inconsciente e promover mudanças positivas na vida do paciente. Como a hipnose clínica funciona? A hipnose clínica funciona por meio da amplificação da atenção e da concentração. No estado de hipnose, o paciente fica mais focado no momento presente e mais receptivo às sugestões do terapeuta. As sugestões do terapeuta podem ser utilizadas para acessar o inconsciente, onde estão armazenadas as memórias, emoções e crenças que influenciam nosso comportamento. Ao acessar essas informações, o paciente pode trabalhar nelas para promover mudanças positivas em sua vida. A hipnose clínica é segura? A hipnose clínica é uma ferramenta segura e eficaz. No entanto, é importante ressaltar que a hipnose não é uma panaceia e deve ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado. O terapeuta deve ser um profissional formado em hipnose clínica e com experiência no tratamento de transtornos mentais ou outros problemas que possam ser tratados com hipnose. Quem pode se beneficiar da hipnose clínica? A hipnose clínica pode ser benéfica para pessoas que sofrem de diversos transtornos mentais ou outros problemas, incluindo: Ansiedade: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de diversos transtornos de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e fobias. Depressão: a hipnose pode ser eficaz no tratamento da depressão, principalmente quando combinada com outros tratamentos, como a terapia cognitivo-comportamental. Estresse pós-traumático: a hipnose pode ser eficaz no tratamento do estresse pós-traumático, ajudando o paciente a lidar com as memórias e emoções traumáticas. Transtornos alimentares: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de transtornos alimentares, como anorexia nervosa, bulimia nervosa e compulsão alimentar. Alívio da dor: a hipnose pode ser eficaz no alívio da dor física, seja ela aguda ou crônica. Melhoria do desempenho: a hipnose pode ser utilizada para melhorar o desempenho em atividades físicas, acadêmicas ou profissionais. Autoconhecimento: a hipnose pode ser utilizada para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Se você está pensando em utilizar a hipnose clínica, é importante consultar um profissional qualificado para avaliar se a hipnose é a melhor opção para você.
- Fuga de Nós Mesmos.
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa A Fuga de Nós Mesmos Quantas vezes não nos preocupamos com a vida alheia só para fugir de nós mesmos? A preocupação com a vida alheia pode ser uma forma de distração, uma maneira de evitarmos confrontar nossos próprios problemas e desafios. Quando nos preocupamos com os outros, estamos colocando nossa atenção no exterior, no que está acontecendo fora de nós. Isso pode nos ajudar a evitar pensar em nossos próprios problemas, mas também pode nos impedir de crescer e nos desenvolver como indivíduos. Até a preocupação com a política não raro serve a isso. A política pode ser uma fonte de grande ansiedade e estresse. Quando nos preocupamos com a política, estamos nos concentrando em algo que está fora de nosso controle. Isso pode nos deixar nos sentindo impotentes e frustrados. As redes sociais, a tempestade de notícias e a sobrecarga de divertimentos disponíveis permitem que se quisermos jamais prestemos atenção no nosso próprio guia interior. Elas são todas fontes de distração. Elas nos bombardeiam com informações e estímulos, o que pode nos deixar sobrecarregados e agitados. Quando estamos distraídos, é mais difícil prestar atenção em nós mesmos e em nossos próprios pensamentos e sentimentos. O centro de nossa consciência que a única parte de nós capaz de prestar atenção na nossa complexidade moral, em Deus e no próximo. O centro de nossa consciência, ou Self, é a parte de nós que está conectada com nosso propósito, nossos valores e nossa essência. É a parte de nós que é capaz de nos guiar para uma vida mais plena e significativa. Quando vivemos em fuga de nós mesmos, estamos vivendo uma vida superficial e sem sentido. Estamos vivendo como animais, simplesmente reagindo aos estímulos externos sem pensar nas consequências de nossas ações. Precisamos ter paciência com os desvios inevitáveis e toda vez que notarmos isso, sem culpa, sem censura, tentar voltar ao centro de nós mesmos. O retorno ao Self é um processo contínuo. É um processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento. É um processo que vale a pena percorrer.
- Hipnose Transcendental?
Filosofia - Educação - Conhecimento O que é Hipnose Transcendental? É um modelo terapêutico criado e desenvolvido por mim e baseado em mais de 25 anos de experiência clínica em hipnoterapia clássica somado ao estudo de terapias diversas de acesso ao inconsciente. Trata-se de um conjunto de novas técnicas de uso dos estados alterados de consciência sempre utilizadas com finalidade terapêutica, onde mesclam-se os conceitos da Psicologia Profunda de Carl G. Jung, a Utilização Terapêutica de Conceitos e Escolas Filosóficas Clássicas e a Hipnoterapia de Milton Erickson. Como funciona na prática? Através de sessões individuais e personalizadas, inicialmente centradas nas demandas psicológicas relatadas pelo paciente na avaliação inicial, traçamos um plano de sessões que podem variar de 5 a 10 incialmente, onde o paciente é exposto a um mix de terapias alternativas, incluindo Técnicas Cognitivo- Comportamentais, Técnicas de Imaginação Ativa, Meditação, Respiração, Psicanálise Junguiana e Regressão Ericksoniana, possibilitando assim, um mergulho profundo no Inconsciente e suas necessidades. Com o decorrer das sessões que podem ter duração de 60 a 90 minutos, vai-se avaliando o progresso do paciente frente à sua problemática inicial, possibilitando a qualquer tempo, um ajuste de abordagem conforme o avanço positivo ou negativo dos tratamentos aplicados. A quem se destina ? Todos aqueles que buscam um maior conhecimento da causa de seus problemas no mundo da vida, àqueles que se sentem impotentes frentes às vicissitudes, e a todos que queiram um maior aprendizado das causas ocultas das aflições diárias, incluindo Ansiedade, Estresse Crônico, Estados Depressivos, Mudança de Hábitos, Problemas de Relacionamento Interpessoal, Perda de Foco Profissional e Medos de qualquer instância, dentre outros. Espero seu contato ! Marcelo Martins Moreira Paz Profunda
- Documentários | HT
Biblioteca Digital, Pesquisa Digital, Palestras e Cursos em Reengenharia Humana, Filosofia e Equilíbrio Emocional. Documentários 1/3 O Guia para a Felicidade 1/1 Clique Aqui para Documentários Seja Membro e tenha acesso completo:
- Arrependimento no Budismo
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa O Arrependimento no Budismo É agradável imaginar uma vida sem erros, mas trata-se de algo impossível de realizar. A virtude humana profunda baseia-se em uma saudável auto-avaliação e na disposição de melhorar. Se não conseguirmos reconhecer nossas próprias transgressões, seremos simplesmente incapazes de evoluir moral e espiritualmente. Todos nós violamos alguns preceitos de quando em quando, e tais transgressões devem ser levadas a sério. Porém, é preciso entender que infringir um preceito não é o fim do mundo. Uma vez reconhecido o nosso erro, precisam os corrigi-lo e seguir em frente. Se não conseguirmos entender esse processo ou nos recusarmos a aceitá-lo, corremos o risco de nutrir uma opinião incorreta grave, acreditando que tudo o que fazemos é justificável ou que estamos de alguma maneira acima das exigências da vida moral, será impossível empreender as mudanças necessárias ao progresso espiritual. Uma vez que tenhamos reconhecido um erro e nos envergonhado de nosso comportamento, vem o momento de arrependimento, que envolve a busca do perdão e comprometimento com a não repetição do ato. De acordo com o Vinaya Sarvastivadan, o arrependimento exige de nós admitir o erro para a pessoa que ofendemos e pedir perdão a ela. Já para o Sutra da Plataforma do Sexto Patriarca, o arrependimento supõe, inicialmente, admitir que fizemos algo errado e, então, fazer o voto de não repetir o erro. O arrependimento é como a água pura que lava a mente das opiniões errôneas, do orgulho e da ignorância. Errar sem nos arrepender significa piorar muitas vezes o problema, acrescentando-lhe camadas de pretextos egoístas que nos prejudicam, anuviando a razão e fazendo-nos repetir as transgressões. O arrependimento deve se basear no sentimento de vergonha. A maioria das pessoas não gosta de sentir vergonha; no entanto, isso às vezes é necessário. Em vez de nos esconder desse sentimento perturbador é melhor dar ouvidos e ele e seguir suas sugestões profundas…. Muitos pensadores budistas dizem que o mais grave obstáculo ao crescimento espiritual é a ausência do senso de vergonha, pois sem ele, simplesmente não somos capazes de reconhecer nossos erros, muito menos de corrigí-los… Ironicamente, uma pessoa com um senso de vergonha bem desenvolvido tem mais do que se orgulhar do que a orgulhosa que nunca se envergonha. Aquela poderá se aperfeiçoar ao longo da vida, ao passo que esta ficará estagnada. Mas é necessário muita coragem para assumir a vergonha e admitir que não há saída que não seja o arrependimento. Há dois aspectos no sentimento de vergonha: -reconhecimento do mal causado a si mesmo; - reconhecimento do mal causado ao próximo. O sentimento de vergonha evita que prejudiquemos a nós mesmos e aos demais por meio de atos tolos. Os budistas dizem que o senso de vergonha constitui uma das mais importantes características de um aspirante ao desenvolvimento espiritual, pois age como um catalisador, fortalecendo todas as outras qualidades básicas que conduzem à verdade. Segundo os Discursos de Média Duração do Buda, a noção de vergonha figura entre as sete “ características santas “ essenciais para alguém alcançar a budeidade. Alguns sutras budistas comparam as pessoas que carecem da noção de vergonha a árvores cuja casca foi removida do tronco. Embora possam permanecer eretas por algum tempo, não demora muito para que definhem e morram. O Agama Samyukt diz que, se o seres humanos não fossem capazes de se envergonhar, nenhum de nós reconheceria suas obrigações para com “pais, irmãos, irmãs, mulher, marido, portanto, seríamos como animais.” Tentar levar uma vida espiritual sem dispor de um senso bem desenvolvido de vergonha é virtualmente impossível, uma vez que os chamados de nossa consciência constituem sinais de sabedoria, tanto quanto a tranquilidade que resulta de segui-los. Não conseguir reconhecer nossa própria tendência ao erro significa estarmos cegos justamente para aquela parte de nós que mais necessita de atenção espiritual. Por essa razão, o Sutra do Ensinamento Legado afirma: “O senso de vergonha é verdadeiramente magnífico”
- Como ajudar alguém com depressão
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa 5 maneiras de ajudar um amigo que sofre com depressão. A depressão é a principal causa de incapacidade no mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 10% dos adultos lutam contra a depressão. Mas como é uma doença mental, pode ser muito mais difícil de entender do que, digamos, o colesterol alto. Uma das principais fontes de confusão é a diferença entre ter depressão e sentir-se deprimido. Quase todos se sentem de tempos em tempos, mas a depressão clínica é diferente. É um distúrbio médico e não desaparece só porque você quer. Permanece por pelo menos duas semanas consecutivas e interfere significativamente na capacidade de trabalhar, brincar ou amar. É provável que você conheça alguém que sofre de depressão. Aqui estão algumas maneiras que você pode ajudar. 1. Ajude a encontrar ajuda: Se você conhece alguém que está sofrendo de depressão, incentive-os - gentilmente - a procurar ajuda. Você pode até se oferecer para ajudar em tarefas específicas, como procurar por terapeutas na área ou fazer uma lista de perguntas para consultar um médico. Para alguém com depressão, esses primeiros passos podem parecer intransponíveis. 2. Ser informado: Se eles se sentem culpados ou envergonhados, ressalte que a depressão é uma condição médica como a asma ou o diabetes. Não é uma fraqueza ou um traço de personalidade, e eles não devem esperar que “simplesmente superem isso” mais do que poderiam superar um braço quebrado. Quanto mais você souber sobre doença mental, melhor será capaz de entender o que eles estão passando e apoiá-los. 3. Não subestime: se você não sofreu depressão por si mesmo, evite compará-lo a momentos em que se sentiu deprimido - comparando o que ele está vivenciando ao normal, sentimentos temporários de tristeza podem fazê-los sentirem-se culpados por lutarem. 4. Elimine o estigma: mesmo falar abertamente sobre depressão pode ajudar. Por exemplo, pesquisas mostram que perguntar a alguém sobre pensamentos suicidas realmente reduz seu risco de suicídio. Conversas abertas sobre doenças mentais ajudam a corroer o estigma e facilitam as pessoas a pedir ajuda. E quanto mais os pacientes procurarem tratamento, mais os cientistas aprenderão sobre depressão e melhor os tratamentos. 5. Continue a conversa: Como os sintomas da depressão são intangíveis, é difícil saber quem pode parecer bem, mas na verdade está com dificuldades. Só porque seu amigo pode parecer bem um dia, não assuma que "melhorou". Permaneça de suporte. Traduzido do Original: https://blog.ed.ted.com
- biblioteca P-T | MindStream
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