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- Artigos
Hipnose Clínica - Hipnose Ericksoniana , Psicoterapia Junguiana, Psicanálise, Atendimentos Individualizados, Palestras e Cursos em Reengenharia Humana, Filosofia e Equilíbrio Emocional. Artigos Filosóficos A Navalha de Ockham O Silêncio Interior O Arrependimento no Budismo A Fuga de Nós Mesmos Sentimento Oceânico Kenose e Ágape Eudaimonia Alma e Graça Divina em Agostinho de Hipona Jogue fora suas batatas Solipsismo
- Solipsismo
Filosofia & Educação & Conhecimento Solipsismo é uma doutrina filosófica que afirma que a única realidade é a consciência individual. Em outras palavras, o solipsista acredita que o mundo exterior, incluindo outras pessoas, é uma ilusão criada pela própria mente. O solipsismo é uma posição radical que é difícil de defender, pois é impossível provar ou refutar. No entanto, tem sido uma fonte de reflexão filosófica por séculos. Existem dois tipos principais de solipsismo: Solipsismo subjetivo: O solipsista subjetivo acredita que apenas sua própria consciência existe. O mundo exterior, incluindo outras pessoas, é uma ilusão. Solipsismo objetivo: O solipsista objetivo acredita que sua própria consciência é a única realidade, mas que o mundo exterior existe como uma criação dessa consciência. Alguns filósofos que defenderam o solipsismo incluem: George Berkeley (1685–1753): Berkeley acreditava que o mundo exterior é uma coleção de ideias na mente de Deus. David Hume (1711–1776): Hume argumentou que não podemos ter certeza da existência do mundo exterior, pois todas as nossas experiências são mediadas pela mente. Arthur Schopenhauer (1788–1860): Schopenhauer acreditava que o mundo exterior é uma projeção da vontade individual. O solipsismo pode ter implicações significativas para nossa compreensão do mundo e de nós mesmos. Se o solipsismo estiver correto, então estamos sozinhos no universo, e nossas experiências são a única realidade que existe. Isso pode levar a um sentimento de isolamento e alienação. No entanto, o solipsismo também pode ser uma fonte de inspiração. Se o mundo exterior for uma ilusão, então somos livres para criar nossa própria realidade. Isso pode nos levar a uma vida mais criativa e significativa. O solipsismo também pode ser usado como um exercício espiritual de duas maneiras principais: 1. Como uma forma de meditação: A meditação é uma prática espiritual que visa acalmar a mente e desenvolver a atenção plena. O solipsismo pode ser usado como uma forma de meditação ao nos concentrarmos na nossa própria consciência e nos questionarmos sobre a natureza da realidade. Ao nos concentrarmos em nossa própria consciência, podemos começar a perceber que a nossa experiência do mundo é limitada pela nossa própria perspectiva. Isso pode nos levar a um sentimento de humildade e abertura a novas possibilidades. 2. Como uma forma de autoconhecimento: O autoconhecimento é um dos objetivos centrais da filosofia do filósofo Pierre Hadot que defendeu a filosofia como modo de vida. O solipsismo pode ser usado como uma forma de autoconhecimento ao nos levar a questionar os nossos próprios pressupostos sobre o mundo e sobre nós mesmos. Ao nos questionarmos sobre a natureza da realidade, podemos começar a perceber que as nossas crenças sobre o mundo são baseadas em nossas próprias experiências e perspectivas. Isso pode nos levar a um maior grau de autoconsciência e a uma compreensão mais profunda de nós mesmos. O solipsismo pode ser visto como uma forma de exercício espiritual em comparação com os conceitos preconizados pelo filósofo Pierre Hadot. Ele pode nos ajudar a desenvolver além do auto-conhecimento a atenção plena, que é a capacidade de estarmos presentes no momento presente, sem julgamentos. O solipsismo pode nos ajudar a desenvolver a atenção plena ao nos concentrarmos em nossa própria consciência e nos questionarmos sobre a natureza da realidade. #hipnosetranscendental
- Cinemateca
Filosofia - Conhecimento - Educação Cinemateca O fair use (uso honesto ou uso justo, na tradução literal para o português, melhor entendido como uso razoável, uso aceitável) é um conceito da legislação dos Estados Unidos que permite o uso de material protegido por direitos autoriais sob certas circunstâncias, como o uso educacional (incluindo múltiplas cópias para uso em sala de aula), para crítica, comentário, divulgação de notícia e pesquisa.
- Jogue fora suas batatas.
Filosofia & Educação & Conhecimento Jogue Fora Suas Batatas... Um professor pediu para que seus alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu também para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os nomes daquelas pessoas nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em durante uma semana levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente, a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa a cada momento mostrava-lhes o tamanho do peso diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes. Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a insatisfação, a intolerância e a negatividade. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o estresse e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a serenidade. Jogue fora suas “batatas”! “As pessoas te pesam? Não as carregues nos ombros. Leve-as no coração.”
- Biblioteca
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- HT - O que é hipnotismo?
Filosofia - Educação - Conhecimento O que é Hipnotismo? Hipnotismo é a ciência que ensina a influenciar a percepção e o comportamento dos outros por intermédio de dois fatores: as leis da sugestão e o estado conhecido como "transe hipnótico". Três palavras têm significados distintos entre si: hipnotismo, hipnose e hipnologia. "Hipnotismo" refere-se aos métodos conhecidos como 'técnicas de indução', para obtenção de fenômenos hipnóticos. "Hipnose" é o estado mental-físico produzido por uma modificação temporária do sistema nervoso como resultado da técnica de indução. "Hipnologia" é o termo que inclui tudo o que se refere à ciência da compreensão da natureza e da utilidade de todos os estados e fenômenos hipnóticos, bem como dos métodos de indução. O estado de hipnose provocado pelo hipnotismo é caracterizado pelo abandono das faculdades críticas e também pelo pensamento seletivo ou pela sugestão. É tanto uma percepção restrita ( que ignora as distrações ) como aumento de concentração nas idéias para as quais a atenção é atraída pelo hipnotizador. Em resumo, o hipnotizador produz um aumento da capacidade de concentração sem esforço como da capacidade de concentração dirigida. O que é um transe hipnótico? Um 'transe' é uma condição mental-física de uma modificação neurológica temporária, provocada pela estimulação do sistema nervoso simpático ou parassimpático. Um transe não é um estado de 'coma', de sono ou de 'inconsciência'. Não se trata de um estado totalmente consciente nem totalmente inconsciente, mas pode ser melhor descrito como um estado de 'diminuição de consciência'. Esses estados de diminuição de consciência resultam num aumento de sugestionabilidade. Esses estados podem ser produzidos de vários modos, tais como por doenças, por drogas ou por sugestão. Por ser uma situação resultante de uma estimulação de certas áreas do sistema nervoso maior que a usual, um transe pode ser entendido como uma situação também física. No hipnotismo, ele é produzido pela intensificação de emoções, seja do tipo reconfortante ou perturbador, por intermédio de sugestões verbais e visuais. Por conseguinte, há dois tipos de transes que dependendo tipo de emoção estimulada. Um 'transe hipnótico' é um transe provocado por um dos diversos métodos interpessoais conhecidos como induções hipnóticas. Em resumo, um transe produzido por sugestão é chamado de "transe hipnótico". O tipo mais comum de transe hipnótico ou de estado de percepção fora da consciência é induzido pelo hipnotizador que faz sugestões para intensificar as emoções reconfortantes. Como resultado disso, algumas mudanças fisiológicas ocorrem quando uma pessoa experimenta um transe hipnótico. Essas mudanças variam, de acordo com as sugestões feitas pelo hipnotizador, para intensificar as emoções perturbadoras ou reconfortantes. Se o 'transe' for resultado da estimulação do sistema nervoso simpático por meio da intensificação de emoções perturbadoras, é chamado de transe negativo ou ergotrófico. Se resulta da estimulação do sistema nervoso parassimpático pela estimulação de emoções reconfortantes, é chamado de transe positivo ou trofotrópico. Uma pessoa pode ficar aterrorizada ou excitada num transe negativo, do tipo provocado por tambores ou sons repetitivos e por experiências traumáticas. Esses transes negativos são caracterizados por movimentos frenéticos do corpo e uma desorganização mental de forma extrema. Por outro lado, o transe positivo constitui um estado confortável e relaxado. A pessoa é levada a ele de modo suave e calmo. Este é transe positivo utilizado pelos hipnoterapeutas modernos com propósitos benéficos. O transe positivo, por si só, já possui valor terapêutico, não importando quais sugestões sejam dadas.
- Complexos
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Complexos O conceito de complexo está estreitamente ligado ao conceito de arquétipo e de inconsciente coletivo de Jung, que ele formulou com base em evidência empírica, na qual encontrou um pouco menos controvérsia. Enquanto trabalhava no Hospital Burgholzli, em Zurique, ainda jovem, ele empreendeu o desenvolvimento de uma tese de associação de palavras como meio de detectar as raízes inconscientes da doença mental. De modelo extremamente simples, o teste consistia em apresentar ao sujeito do teste uma palavra e solicitar dele uma resposta verbal espontânea à palavra. O Exame das respostas do sujeito, tanto verbais como não verbais, parecia indicar o que Jung chamava primeiramente de 'complexos com carga emocional' ( OC 2 §167, n. 42 ) e mais tarde de 'complexo de ideias com carga emocional' ( OC 2 §733 ), que impediram o curso normal da associação de palavras e que estiveram claramente relacionados com a patologia do paciente. Esses complexos de carga emocional, mais tarde simplesmente chamados de complexos, consistem, no ponto de vista de Jung, de dois componentes: o grupo de representações psíquicas e o sentimento característico ligado a esse grupo de representações. Complexos podem ser inconscientes - reprimidos por causa da sensação dolorosa do afeto relacionado ou da inaceitabilidade das representações -, mas complexos também podem se tornar conscientes e, em última análise, parcialmente resolvidos. Qualquer complexo possui elementos relacionados com o inconsciente pessoal como também com o inconsciente coletivo. Um distúrbio no relacionamento com a própria mãe, por exemplo, pode resultar num complexo materno, isto é, um grupo de representações conscientes e inconscientes da 'mãe' com uma carga emocional específica ligada ao grupo de imagens da mãe. No entanto, o arquétipo de 'mãe' preexistente no inconsciente coletivo, comum a toda experiência humana, pode aumentar, distorcer ou modificar tanto a carga sentimental quanto o aspecto representacional do complexo de mãe dentro da própria psique. Como os arquétipos, os complexos são potencialmente tanto positivos como negativos. O conhecimento consciente do objetivo e do afeto de um complexo pode servir para modificar suas consequências negativas, quando um estímulo particular constela o complexo, isto é, ativa as imagens e sentimentos que circundam o complexo no interior de um indivíduo. Todos os complexos têm um componente arquetípico, tornando-os, nos termos de Jung, a via regia para o inconsciente pessoal e coletivo ( OC 8, §210 ). Ao dar imagem a esse conceito de complexo, poder-se ia dizer que o complexo é como uma planta: parte dela existe e floresce acima do solo, na consciência, e parte dela se estende invisível por baixo do solo, onde está ancorada e se alimenta, fora da consciência. Para começar: - "Psicanálise e o experimento de associações", OC 2, §660-727 - "O diagnóstico psicológico da ocorrência", OC 2, § 728-792 - " A importância psicopatológica do experimento de associações", OC 2 , §863-917 - "Considerações gerais sobre a teoria dos complexos", OC 8/2 , §194-219 Para aprofundar: - "Associação, sonho e sintoma do sistema histérico", OC 2, §793-862 - "A constelação familiar", OC 2, §999-1014 - "Os fundamentos psicológicos da crença nos espíritos", OC 8/2 , §570-600 Obras relacionadas: - "Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico", OC 8/2 , § 343-442 - "A Energia Psíquica", OC 8/1 , §1-130 - " Aspectos psicológicos do arquétipo materno", OC 9/1 , §148-198. Fontes Secundárias - "Complexo, arquétipo e símbolo na psicologia de C.G.Jung" - JACOBI, J. São Paulo: Cultrix, 1995. Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke
- Sincronicidades
Reengenharia Humana & Desenvolvimento Pessoal Sincronicidades "Os fenômenos sincronísticos são a prova da presença simultânea de equivalências significativas em processos heterogêneos sem ligação causal; em outros termos, eles provam que um conteúdo percebido pelo observador pode ser representado, ao mesmo tempo, por um acontecimento exterior, sem nenhuma conexão causal. Daí se conclui: ou que a psique não pode ser localizada espacialmente, ou que o espaço é psiquicamente relativo." Carl Gustav Jung, Sincronicidades, OC, Vol. 8/3, § 986 - Os fenômenos sincronísticos são a prova da presença simultânea de equivalências significativas em processos heterogêneos sem ligação causal - Fenômenos Sincronísticos: Jung introduziu o conceito de sincronicidade para descrever eventos que ocorrem juntos de forma significativa, mas sem uma relação de causa e efeito aparente. Não se trata de coincidência aleatória, mas de uma conexão que tem um sentido profundo para o indivíduo que a experiência. Equivalências Significativas: Refere-se à correspondência de sentido entre um evento interno (como um pensamento, sentimento, sonho ou premonição) e um evento externo. Essa correspondência não é fortuita, mas carrega um significado particular para o observador, criando uma sensação de 'conexão' ou 'alinhamento'. Processos Heterogêneos sem ligação causal: Significa que os eventos envolvidos na sincronicidade são de naturezas diferentes (por exemplo, um pensamento e um evento físico) e não estão ligados por uma relação de causa e efeito linear. Um não provoca o outro no sentido tradicional da física. A conexão é de significado, não de causalidade. Em outros termos, eles provam que um conteúdo percebido pelo observador pode ser representado, ao mesmo tempo, por um acontecimento exterior, sem nenhuma conexão causal. Conteúdo percebido pelo observador: Isso se refere a um estado psíquico interno do indivíduo – pode ser um pensamento, uma emoção intensa, uma imagem mental, um sonho, ou até mesmo uma premonição. É algo que está na consciência ou no inconsciente do observador. Representado, ao mesmo tempo, por um acontecimento exterior: Significa que, no exato momento em que o conteúdo interno é experienciado, um evento no mundo externo ocorre e espelha ou simboliza esse conteúdo interno. A simultaneidade é crucial aqui. Não é que o evento externo cause o conteúdo interno, nem vice-versa; eles simplesmente acontecem juntos, e essa coincidência é carregada de significado. Sem nenhuma conexão causal: Reforça a ideia central da sincronicidade: aausência de uma relação de causa e efeito direta. A ligação entre o evento interno e o externo não é mecânica ou linear, mas sim de sentido, de significado. É comose o universo estivesse 'respondendo' ou 'refletindo' o estado interno doindivíduo de uma forma simbólica. Daí se conclui: ou que a psique não pode ser localizada espacialmente, ou que o espaço é psiquicamente relativo.' Implicações da Sincronicidade: Se eventos internos e externos podem se alinhar significativamente sem causalidade, isso desafia nossa compreensão convencional de tempo e espaço. Jung propõe duas possibilidades: 1- A psique não pode ser localizada espacialmente: Se a psique (a mente, a alma, o inconsciente) pode se manifestar ou se conectar com eventos externos em qualquer lugar, isso sugere que ela não está restrita a um ponto específico no espaço (como o cérebro, por exemplo). Ela transcende as limitações espaciais que normalmente atribuímos à matéria. 2- O espaço é psiquicamente relativo: Alternativamente, a sincronicidade pode indicar que o espaço, como o percebemos, não é uma entidade absoluta e fixa, mas pode ser influenciado ou moldado pela psique. Isso significa que a realidade espacial pode ser mais fluida e interconectada com a experiência subjetiva do que se supõe, permitindo que eventos distantes no espaço se conectem por meio de um significado compartilhado, em vez de proximidade física. Em essência, a sincronicidade sugere uma realidade onde a mente e o mundo externo estão intrinsecamente ligados por um princípio de significado, desafiando as fronteiras da causalidade linear e da localização espacial.
- Psicoterapia
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa O que é Psicoterapia Analítica Profunda? Dentro das diferentes escolas psicanalíticas e psicoterapêuticas que emergiram das abordagens de Sigmund Freud e que às vezes estão incluídas sob o termo de psicologia profunda ( psicologia analítica junguiana), existe a premissa da existência de um substrato psíquico contendo fatores inconscientes que condicionam e determinam as formas de pensar, sentir e agir de indivíduos. Para a psicanálise freudiana, o inconsciente é um conglomerado de fantasias e desejos reprimidos pelo indivíduo em seu processo de adaptação à esfera social . Portanto, refere-se a conteúdos relacionados à história pessoal do indivíduo, dando especial importância à memória para se relacionar com as figuras parentais. O psiquiatra suíço Carl Jung, criador da psicologia analítica, está em parte de acordo com esta ideia, mas argumenta que, além do conteúdo biográfico, no inconsciente também é possível identificar elementos que fazem parte da história filogenética da humanidade. Propor, então, que, além do inconsciente pessoal, existe um inconsciente coletivo composto de protótipos de experiências e comportamentos compartilhados por todos os seres humanos como uma espécie. O psiquiatra suíço Carl Jung, criador da psicologia analítica, está em parte de acordo com este orçamento, mas argumenta que, além do conteúdo biográfico, no inconsciente também é possível identificar elementos que fazem parte da história filogenética da humanidade . Propor, então, que, além do inconsciente pessoal, existe um inconsciente coletivo composto de protótipos de experiências e comportamentos compartilhados por todos os seres humanos como uma espécie. Esses padrões de comportamento que Jung chamou de arquétipos , estão intimamente relacionados aos instintos, na medida em que eles operam como estímulos que nos obrigam a realizar certos comportamentos e promover reações típicas a várias circunstâncias de nossas vidas (emancipar-se dos pais , formar uma família, ter prole, buscar sustento, apropriar-se de um território, participar do coletivo, transformar a ordem social, a morte). Ao contrário dos instintos, que são unidades com um circuito de realização relativamente fechado e concreto, os arquétipos se comportam de forma aberta e simbólica ; No entanto, a não realização também é uma fonte de desconforto e frustração. Jung argumenta que é possível inferir a existência de arquétipos de suas manifestações, uma das quais são as imagens e estruturas dramáticas típicas que podem ser encontradas, com diferentes roupas culturais, nas narrativas mitológicas e fantásticas de diferentes lugares e tempos. . Os mitos nos mostram como a humanidade enfrentou diferentes situações críticas e, embora algumas delas tenham milhares de anos, continuam a ressoar e ter um impacto na nossa psique como os desafios que eles aludem para continuar a acompanhar-nos. Jung enfatiza que não é possível em muitas ocasiões induzir contato direto ou indireto entre os povos para explicar as semelhanças estruturais dos mitos. Também é relevante que esses dramas e personagens típicos também surjam espontaneamente em delírios e alucinações psicóticas, bem como em estados alterados de consciência como efeito de práticas meditativas ou pela ingestão de substâncias psicodélicas. Alguns sonhos cujo conteúdo não pode ser relacionado a aspectos biográficos também podem ser uma expressão de imagens arquetípicas. Freud e Jung não só distanciaram-se por suas diferentes concepções quanto ao inconsciente, mas também por suas abordagens à natureza da energia fundamental que move os seres humanos : a libido . Como é sabido, a libido é, segundo Freud, de natureza sexual, enquanto que para Jung, a sexualidade é apenas uma das manifestações de uma energia vital muito mais abrangente e abrangente. Jung descreve a libido então como uma energia criativa, que é a origem e o motor do universo . Essa energia se manifesta nos seres humanos como um desejo de transcendência, de realização, de ampliação da consciência. Jung descobriu que esse processo de manifestação e desdobramento da energia vital manifesta-se míticamente através do arquétipo do herói solar. Este arquétipo que é o protótipo de muitas histórias antigas e contemporâneas em que a transformação do herói é narrada ( The Odyssey , Star Wars , The Lord of the Rings ) Através de uma série de jornadas e aventuras (para empreender uma jornada, lutar com o dragão, descida ao submundo, morte, renascimento) e encontro e confronto com outros arquétipos (sombra, animus-anima, velho sábio, a grande mãe ) o herói entra em relação com as forças do submundo (o inconsciente), encontra o tesouro procurado e retorna ao seu local de origem para compartilhar a "luz", a sabedoria, com seu povo. Jung propõe entender esta estrutura mítica, como uma projeção de um processo psíquico de transformação e evolução ao qual somos todos chamados. Cada alma humana é forçada a enfrentar uma série de circunstâncias que o levam a manifestar sua vocação, seu chamado particular, seu contributo singular para o coletivo, para o mundo. Ele se manifesta como um desejo de conhecimento, de superação, de totalidade. Este caminho evolutivo, chamou de processo de individuação e também é considerado como um símbolo da transformação gradual do ego em seu confronto e adaptação às forças do inconsciente e do mundo externo. Os arquétipos são humanizados em indivíduos no que Jung chamou de complexos afetivos pessoais . Os complexos, além de serem imbuídos pelos arquétipos, são alimentados por nossas experiências pessoais . Eles podem ser considerados como um conjunto de imagens e representações, carregadas emocionalmente, em torno de um tema comum (relacionamento com o pai ou mãe, poder, erotismo, etc.) Diferentes circunstâncias da nossa vida constelam, isto é, tornam-se complexos e mais importantes. Um complexo constelado altera nossa percepção e vontade consciente, matizando-a com os traços dos arquétipos correspondentes adicionados às experiências anteriores em relação ao mesmo tema. Antigas possessões demoníacas e distúrbios de personalidade múltipla são expressões de complexos altamente constelados. Nestes casos, eles se comportam como invasões maciças do inconsciente que oprimem e anulam as funções do ego e da consciência. Os complexos são expressos em nossa psique como restrições, necessidades, pontos de vista, reações emocionais, sentimentos de admiração ou desprezo desproporcional, idéias obsessivas. Eles têm a faculdade de se personificar em nossos sonhos e de gerar eventos e circunstâncias no mundo físico com significados análogos (somatizações, acidentes, encontros com pessoas, repetição do tipo de relacionamento final). A capacidade de externalização dos arquétipos e complexos é a base do fenômeno descrito por Jung como sincronia . Os complexos afetivos são considerados as partículas constituintes da psique inconsciente, portanto, não só eles fazem parte do escopo da psicopatologia . Eles funcionam como se em nossa casa vivessem animais de estimação, que, se os ignorarmos ou ignorássemos, mais cedo ou mais tarde acabarão contra nós, causando vários estragos. A alternativa é entrar em contato com eles, prestar atenção às suas necessidades, de modo que, com o tempo e o esforço, conseguimos domesticá-los, podendo mesmo fazer uso de seus recursos potenciais. O inconsciente, quer queira ou não, vai agir em nós, então o mais apropriado é entrar em seus mistérios Este diálogo com nossos complexos, com nossos personagens interiores, que, como vimos, é a expressão do drama para a realização do nosso eu mais profundo, requer a implantação de uma atitude simbólica através da imaginação e da criatividade. A imaginação é reconhecida como a propriedade simbólica de unir e reconciliar polaridades; para expressar, sugerir e evocar o incontrolável; para abordar de forma abrangente os fenômenos não classificáveis através do conceito e da racionalidade. O analista James Hillman propõe a imaginação como a língua da alma . O imaginário manifesta-se espontaneamente nos sonhos e é por isso que sua interpretação é uma parte fundamental da psicoterapia junguiana. Também é possível induzir artificialmente o imaginário no espaço terapêutico através da técnica da imaginação ativa . Isso consiste em dar a oportunidade de se expressar ao conteúdo do inconsciente, fazendo uso de sua capacidade de personificação. Em seguida, propõe-se entrar em contato com nossos personagens interiores, ouvi-los com atenção e rigor, interagindo e conversando com eles como se fossem entidades reais. Nossos personagens internos podem ser evocados através da imagem de um sonho, uma emoção intensa, um sintoma. Cada um de nós tem uma modalidade que facilita essa comunicação. Há pessoas que podem ouvir vozes, ou percebem imagens interiores, algumas são expressas através dos movimentos do corpo em uma espécie de dança. Para outros, o contato com o inconsciente é possível através da escrita automática, uma técnica usada pelos surrealistas. Jung diferencia as fantasias ociosas com a imaginação ativa, enfatizando que, no último, o ego assume uma atitude ativa, isto é, não aceita passivamente e submissivamente as vozes e imagens do inconsciente , mas sim as interpela . A atitude ativa implica apoiar e manter a tensão com o inconsciente, permitindo o que ele chama de função transcendente, ou seja, um novo nascimento, o surgimento de uma nova atitude, produto desse confronto. A função transcendente da psique é o que torna possível a conciliação de opostos aparentemente irreconciliáveis. É o surgimento de um terceiro elemento ou perspectiva, que inclui e integra os elementos em disputa. É um processo de conflito, negociação e acordos transitórios. A técnica da imaginação ativa é freqüentemente usada em estágios avançados de análise, uma vez que requer um ego estruturado que suporte a tensão dos opostos e não sucumbir a uma dissociação ou identificação com alguns dos conteúdos do inconsciente. Jung enfatiza que levar o inconsciente a sério não significa levá-lo literalmente, mas dar crédito, dando-lhe a oportunidade de cooperar com a consciência, em vez de perturbá-lo automaticamente. Essa cooperação do inconsciente está relacionada ao princípio auto-regulador da psique , um conceito fundamental na perspectiva junguiana. A psique é como um sistema dinâmico de forças opostas (consciente-inconsciente, progressão-progressão da libido, matéria-logos), com uma tendência intrínseca de manter um equilíbrio. Este mecanismo de auto-regulação implica uma interação permanente de compensação e complementaridade entre os componentes psíquicos. O estado de equilíbrio psíquico é alterado de forma regular por estímulos provenientes da labilidade do mundo interno e externo. Esta alteração requer modificações que tendem a se adaptar aos novos requisitos, promovendo na psique uma transformação para etapas cada vez mais complexas e integrais. Os sintomas neuróticos (obsessões, depressão, ansiedade, acidentes, somatizações, repetição de padrões de relacionamento, auto-sabotagem) são expressões de uma tentativa da psique inconsciente na busca desse estado de equilíbrio mais elevado. Uma tentativa de criar consciência dos tropeços. O diálogo com a psique inconsciente através da imaginação permite que o mecanismo de auto-regulação da psique atue sem ter que recorrer a fenômenos sintomáticos. De alguma forma, antecipa os acontecimentos e evita essa sentença junguiana pela qual, "tudo o que não é feito consciente será vivido no exterior como um destino". O mecanismo de auto-regulação da psique é chamado pelo analista James Hillman como nosso 'daimon' interno . Com este conceito helênico, ele tenta aludir a essa força que nos leva ao bem e ao mal para expressar nossa vocação, nossa chamada particular . A imaginação e a criatividade são então um meio para interpretar as piscadelas do destino, os sinais do nosso daimon. O desenvolvimento da atitude simbólica destinada a promover a psicoterapia junguiana através da imaginação, nos permite escapar da estreita literalidade dos fatos. Isso nos dá acesso a lógicas subalternas paradoxais. Ele nos liga à polissemia profunda dos eventos através de símbolos, analogias e correspondências. A atitude simbólica também amplia nossa sensibilidade e vontade de responder de forma construtiva a toda a diversidade de vida que reúne e integra e coexiste com nossos aspectos sombrios. O diálogo com o inconsciente nos permite tornar-nos co-criadores de nossa realidade e não simplesmente escravos ou vítimas de circunstâncias. Referências Bibliográficas Hillman, J. (1998). O código da alma. Barcelona, Martínez Roca. Jung, CG (1981). Arquetipos e inconsciente coletivo. Barcelona, Paidos. Jung, CG (1993) Estrutura e dinâmica da psique. Editorial Paidós Jung, CG (2008). Os complexos e o inconsciente. Madrid, Alliance. Espero seu contato para juntos compreendermos a sua mente mais profunda. Grande Abraço Paz Profunda Marcelo Martins Moreira email: marcelomartinsmoreira@gmail.com
- Hipnose Transcendental
Bem-vindo(a) à Hipnose Transcendental. Hipnose Transcendental: Sua Jornada Rumo ao Bem-Estar e Autoconhecimento Acreditamos na capacidade de transformação do pensar para transcender limites e alcançar uma vida mais plena e equilibrada. Combinamos técnicas avançadas de hipnose clínica e psicoterapia profunda com uma abordagem filosófica que visa não apenas resolver questões pontuais, mas despertar seu potencial latente para uma transformação genuína e duradoura. Em nossos atendimentos clínicos, oferecemos um espaço seguro e acolhedor para você explorar suas questões mais íntimas, superar desafios emocionais e comportamentais, e reencontrar seu equilíbrio interior. Seja para lidar com ansiedade, estresse, fobias ou buscar um maior autoconhecimento, nossa equipe está pronta para guiá-lo(a) em um processo terapêutico personalizado e profundamente transformador. Descubra como a hipnose clínica pode abrir portas para o seu bem-estar. Além do acompanhamento individual, compartilhamos nosso conhecimento e experiência através de cursos e palestras enriquecedoras. Desenvolvidos tanto para o público geral quanto para profissionais da área de saúde, nossos eventos são oportunidades únicas para expandir sua consciência, adquirir ferramentas práticas para o desenvolvimento pessoal e profissional, e conectar-se com os princípios da Hipnose Transcendental. Ilumine sua mente e inspire sua jornada. Convidamos você a navegar por nosso site e descobrir as diferentes formas como a Hipnose Transcendental pode contribuir para sua evolução. Explore nossos serviços, aprofunde-se em nossa filosofia e entre em contato para dar o próximo passo em sua jornada de autodescoberta e realização.
- Kenose e Ágape
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Kenose e Ágape Ágape é o amor de Deus. Filosoficamente assim como ‘Eros’ é o amor segundo Platão, amor este marcado pelo desejo, pela potência do desejo e na intensidade do desejo. Assim como ‘Philia’ é o amor segundo Aristóteles ou Espinosa, marcado pela presença do objeto amado, pela alegria da sua companhia, Ágape é o amor segundo Yeshua Hamashia (Jesus) e pela filósofa , mística e ativista política francesa do século XX, Simone Weil. Quando ela procura pensar esse amor, ela começa quase sempre citando uma frase do historiador grego Tucídides que escreveu o seguinte: “Em se tratando dos humanos, que sempre, por uma necessidade natural, todo ser tende à dominação, onde quer que suas forças prevaleçam.” Todas as pessoas, todos os seres tenderão ao máximo a exercer ao máximo seu poder, sua força vital, seu conatus. É a lógica do ‘conatus’ de Thomas Hobbes que impera: todo ser tende a perseverar em seu ser, isto é, a existir o mais e o melhor possível. É a lógica da vontade de potência em Nietzsche: sempre e em toda parte, por uma necessidade natural, todo ser tende a afirmar o máximo da sua potência. É a lógica da potência. Também é a lógica da alegria pois para o filósofo holandês Baruch Espinosa a alegria é a passagem para um estado mais potente do próprio ser. É a passagem para uma perfeição maior. E consequentemente para uma realidade mais perfeita. Pois para ele, perfeição e realidade são uma mesma coisa. Ser feliz é existir mais. Assim como ser triste é existir menos, um passo mais perto da morte física. Mas é aí que Simone Weil se separa de Espinosa. A potência e a alegria não podem ser suficientes, pois há no mundo alegrias más e potências injustas. A potência da Rússia quando arrasa a cidade de Kiev e massacra a população civil não é sinônimo de alegria. A alegria do ditador Putin também não pode ser considerada também uma alegria moralmente digna. Simone cita Tucídides (“sempre, por uma necessidade natural, todos comandam onde quer que tenham o poder de fazê-lo”), mas depois acrescenta em substância: salvo quando há o amor em caridade. O que é o amor de Caridade? O que é Ágape? É um amor que renuncia a exercer o máximo da sua potência; é um amor que contraria Tucídides, ou antes, que é exceção, quase super-natural. Deus é justamente esse amor que renuncia a exercer ao máximo sua potência. Se Deus tivesse querido exercer ao máximo sua potência, não teria havido mais que Deus. Tudo seria Deus. Não haveria espaço para nada ser diferente dele. Para que Deus crie outra coisa além dele, ele teve que consentir em não ser tudo. Deus tem de ‘se retirar’, escreve Simone Weil, reencontrando aqui, um velho tema místico judaico, que se chama “tzimtzum”, doutrina do místico judeu do século XVI, Isaac Luria, que preconiza que Deus iniciou o processo de criação contraindo sua Luz Infinita para permitir um "espaço conceitual" no qual reinos aparentemente independentes pudessem existir. Na interpretação da Kabbalah Judaica, tzimtzum dá origem ao paradoxo da presença e ausência divinas simultâneas dentro do vácuo e da Criação que daí resultaram. Os cristãos chamarão de quenose ou exinanição, que é o movimento pelo qual Deus se retira, se esvazia da sua divindade, enfim, renuncia a tudo para que outra coisa possa existir. O quê? O mundo, conosco nele e todas as contingências que advêm disso, incluindo o mal físico, metafísico e moral segundo as categorias de mal elencadas pelo filósofo alemão Leibniz no século XVII. Por isso que existe o mal no mundo, segundo Weil, dando assim uma espécie de solução muito original e profunda ao célebre problema do mal. Se não houvesse o mal no mundo, o mundo seria perfeito, o mundo seria Deus, tudo seria Deus, não haveria mais que Deus, e não haveria mundo. Deus só poderia criar algo que fosse diferente dele. Senão, seria Ele mesmo. Deus não pode criar outra coisa que não seja ele, a não ser que aceite não ser tudo; e, como Deus é todo o bem possível, ele só pode criar o ‘menos bem’ que Ele: Deus só poderia criar o mal. Ideia extremamente assustadora e ao mesmo tempo bela. Muito longe de ser uma prova contra a realidade de Deus, ou em termos vulgares, contra qualquer tipo de ateísmo, revela a Sua verdade. A sua ausência, a sua distância, a sua espera, que é o tempo, posto que vive Ele vive em Eternidade e nós somos presos ao tempo. Revela a verdade que é o seu amor, porém em retirada. A criação é da parte de Deus não um ato de expansão de si, mas de retirada, de renúncia e todas as criaturas são menos do que só Deus. A partir do momento em que Deus se retirou, apareceu uma outra coisa que não é Deus, e portanto bem menos que Deus, que é o mundo, com todas as suas imperfeições, com o mal nele e conosco juntos. Deus aceitou essa diminuição. Ele esvaziou de si uma parte de seu ser. E esse esvaziamento, essa kenose, essa contrição já é um ato de sua divindade e de sua sabedoria. Deus permitiu que existissem coisas que não Ele e que valem infinitamente menos que Ele. Porquê? Por amor. Por amor e para o amor. Deus criou o amor e os meios do amor. Deus no entanto, não carece de nada, não pode existir mais em si mesmo ou passar para uma perfeição maior e superior. Esse amor que se retira não é éros nem philia: é um amor de caridade (ágape). Deus consente em não ser tudo. Ele se retira. O que restou? A ausência de Deus: o mundo, isto é, o mal, como nos ensina outro filósofo alemão Immanuel Kant. O mundo que vemos é mais ou menos quando andamos numa praia, na areia molhada, com a maré baixa: quando o pé se retira, só resta na areia a marca do pé ausente. Pois bem, o mundo é a marca do Deus ausente. É no retraimento e não na manifestação do poder que está a maior grandeza do amor. "Deus absconditus - mysterium tremendum” - O Sagrado - Rudolf Otto Mas não é um amor que quer existir mais, nem afirmar ao máximo sua potência; ao contrário, é um amor de renúncia a exercer sua máxima potência, que consente em existir menos para que outra coisa que não ele possa existir. Amor de Caridade. Amor Àgape. "ho theos agape estin" - Deus é amor Primeira Carta de São João, 4:16 A mais bela formulação dessa ideia foi dada no século XX pelo filósofo alemão Theodor Adorno em sua obra Minima moralia. Adorno escreve o seguinte: “Serás amado quando puderes mostrar a tua fraqueza sem que o outro sirva-se dela para afirmar sua força.” Amor de Caridade - Amor de Ternura - Amor Ágape É isso a caridade: a parte da doçura, um pouco de compaixão, como dizem os orientais, de retirada, como diria Simone Weil, que vem temperar não apenas a violência do amor desejo ou da falta (éros), com a potência e a alegria que sozinhas teriam uma força desproporcional: trata-se de consentir em existir um pouco menos para que o outro possa existir um pouco mais. Pois o eu que ama mais a si mesmo que o outro é egoísta. Retrato da pós-modernidade em que vivemos, as pessoas são narcísicas demais para amar o outro, são prisioneiras da própria imagem, do seu 'euzinho' adorado, apaixonadas pelas ilusões que têm sobre si. Tomás de Aquino já no século XIII distinguia também dois tipos de amor: o amor de concupiscência e o amor de benevolência. O primeiro é o ato de amar o outro para o nosso bem. Já o segundo consiste em amar o outro para o bem dele. Quando se ama verdadeiramente o outro para o bem dele e não mais para o nosso próprio bem. Um amor sem egoísmo, sem possessividade, sem pertencimento, sem fronteiras. Esse é o amor de Deus por nós.
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