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- Jogue fora suas batatas.
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Jogue Fora Suas Batatas... Um professor pediu para que seus alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu também para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os nomes daquelas pessoas nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em durante uma semana levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente, a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa a cada momento mostrava-lhes o tamanho do peso diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes. Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a insatisfação, a intolerância e a negatividade. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o estresse e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a serenidade. Jogue fora suas “batatas”! “As pessoas te pesam? Não as carregues nos ombros. Leve-as no coração.”
- Self
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Self ( Si-mesmo ) Share Para Jung, o complexo do eu (ego) não existe apenas associado a outros complexos da psique, mas retira sua estabilidade e ser crescimento de um senso mais amplo e completo da totalidade humana, que Jung via como arquetipicamente embasada. Esse arquétipo de totalidade, ele chamou de Si-mesmo ( Self ): o arquétipo de um princípio organizador e supraordinário de individualidade psíquica. Jung descobriu símbolos do Si-mesmo ( Self ) arquetípico em muitos sistemas religiosos do mundo, e os escritos dele se sustentam como testemunha do contínuo fascínio dele por esses símbolos de completude e integração: o passado paradisíaco de unidade não rompida simbolizada pelo Jardim do Éden ou pela Era Dourada do Olimpo; o mitológico Ovo Cósmico do qual toda a criação teria saído; o Homem Original hermafrodita, ou antropos , que representa a humanidade antes de sua queda e degradação, ou o ser humano mais puro, como Adão, Cristo ou Buda; os mandalas da prática religiosa asiática, aqueles círculos extraordinariamente belos dentro de quadrados, usados como foco de disciplina meditativa, com a intenção de levar o indivíduo a uma maior consciência de toda a realidade. Como psicólogo, mais do que como filósofo ou téologo, Jung notou que esse arquétipo organizador de totalidade era particularmente bem apreendido e desenvolvido por meio de imagens especificamente religiosas, e ele, então, veio a compreender que a manifestação psicológica do Self era realmente a vivência de Deus ou da "Imagem-Deus dentro da alma humana". Obviamente, Jung não pretendia reduzira todo-poderosa e transcendente entidade divina a uma experiência psicológica, um mero arquétipo do inconsciente coletivo humano; em vez disso, o objetivo dele era mostrar como a imagem de Deus existe dentro da psique e age de modo apropriadamente semelhante ao de Deus, seja a crença em Deus da pessoa consciente ou não. Mais adiante, Jung percebeu que, se a psique é um fenômeno natural e intencional, muita dessa intencionalidade parecia centrada na ação do Si-mesmo (Self) arquetípico dentro dela. A significância de eventos, o mistério de intervenções e soluções que aparecem no meio de situações problemáticas, os fenômenos sincronísticos nos quais estranhas coincidências resultam na transformação de atitudes prévias - todas essas ocorrências psíquicas Jung atribuiu a manifestações do Self, pois tais fenômenos esclareciam e facilitavam um sentido com maior englobamento da existência de uma pessoa. A inferência natural a essa observação é que a análise psicológica ajuda aforjar uma maior conexão do indivíduo com o Si-mesmo (Self), moderando a inflação ou a alienação que ocorre quando o eu individual está identificado intimamente demais com ou está fora de alcance do Si-mesmo e de seu poder integrador. A natureza do Si-mesmo como a imagem psicológica da transcendência torna grande parte dos escritos de Jung sobre esse arquétipo difícil de acompanhar, já que os trechos relevantes normalmente ocorrem dentro do contexto imagístico religioso ou em discussões sobre o processo de individuação . A obra prima de Jung sobre o simbolismo cristão, 'Aion', cujo subtítulo é "Estudos sobre o simbolismo do Si-mesmo", é o estudo mais extenso das ideias dele sobre o Si-mesmo, mas pode ser de difícil leitura. Em 'Para Começar' , portanto, estão listadas as definições de Jung para Si-mesmo em 'Tipos Psicológicos', seguidas por duas sessões de 'Aion' que não requerem preparos nem pesquisas prévias. Para explorar mais o tema, é preciso embrenhar em leituras que não lidam com o Si-mesmo diretamente, mas abordam o tema por meio de exames detalhados de simbolismo tirado da religião, prática clínica e outras fontes. Mais surpreendente para um leitor não familiarizado com a Obra Completa pode ser a investigação por parte de Jung de objetos voadores não identificados ( singular e imparcialmente denominados de "coisas vistas no céu" ) como símbolos possíveis de totalidade para além de nossa experiência imediata. Essas leituras sobre o Si-mesmo são um exemplo do que Jung chamava de 'Circumambulação', circular ao redor de um conceito até que seus vários aspectos sejam esclarecidos e compreendidos. Entre as fontes secundárias, o clássico texto de Edward Edinger, Ego e Arquétipo, estuda a relação entre o eu e o Si-mesmo teoricamente; 'Encounter with the Self' ( O Encontro com o Self ), dele também, examina a mesma relação eu-Si-mesmo por meio de ilustrações de William Blake para o Livro de Jó; e a transcrição de uma palestra dele, 'The transformation of the God-image' , sobre "Resposta a Jó", de Jung, fornece uma profundidade maior num formato acessivel . "Longing for Paradise ( Saudades do Paraíso ) examina os mitos do paraíso como símbolos do Si-mesmo no amadurecimento do inconsciente coletivo e no processo de individuação, e dois ensaios em particular, " Cosmic Man " e "Jung's Discovery of the Self" , na coletânea de Von Franz, esclarecem o conceito no pensamento de Jung. Para começar: - Tipos Psicológicos, OC 6, cap. 11, "Definições " , em "Si-mesmo", 902 . - Aion, OC 9/2, esp. cap. 4, " O Si-mesmo", § 43-67, e cap. 5, "Cristo, símbolo do si-mesmo" §68-126 Para aprofundar: - O Eu e o Inconciente, OC 7/2, esp. cap. 1, " A função do inconsciente ", §266-295, e cap. 4, " A personalidade mana", § 374-406. - " Estudo empírico do processo de individuação ", OC 9/1, § 525-626 - " O simbolismo do mandala ", OC 9/1, § 627-718 - " Interpretação psicológica do Dogma da Trindade ", OC 11/2 esp. cap. 4-6, § 222-295 - " O símbolo da transformação na missa, OC 11/2, cap. 4, " Psicologia da Missa", seção 3, " A missa e o processo de individuação", § 414-467 Obras relacionadas - Um mito moderno sobre as coisas vistas no céu, OC 10/4, § 589-824 e prefácio. - Presente e Futuro, OC 10/1, § 488-588. Fontes Secundárias - EDINGER E.F. The transformation of the God-Image: An elucidation os Jung's Answer to Job. 1992. ------------------. Encounter with the Self. O Encontro com o Self . Cultrix, 1991. ------------------. Ego e Arquétipo. Cultrix 1992. - JACOBI, M. Longing for Paradise. Saudades do Paraíso, Paulus, 2007. - VON FRANZ, M.L, Archetypal Dimensions of the Psyche. Bostin: Shambala, 1997 Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke
- Arquétipos e Inconsciente Coletivo
Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa 00:00 / 02:36 Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo O próprio Jung chamou sua teoria psicológica de Psicologia Analítica, tanto para expressar sua orientação quanto para diferenciar sua abordagem da psicanálise de Freud. No entanto, muitos escritores e psicólogos acharam que o termo 'psicologia arquetípica' é uma descrição quase mais apropriada; e, de fato, esse termo aponta talvez o conceito mais fundamental e distintivo da psicologia analítica: o dos arquétipos do inconsciente coletivo. É impossível separar a concepção de Jung do arquétipo de sua teoria do inconsciente coletivo. Um depende do outro por coerência teórica. Não se pode falar de arquétipos, conforme Jung usa o termo, sem a teoria do inconsciente coletivo, nem poderia o inconsciente coletivo ser coletivo, conforme Jung usa o termo, sem os arquétipos. Por isso, os conceitos são tratados aqui como duas partes de uma única teoria. O termo 'arquétipo' não foi criado por Jung, e Jung indica sua origem nos escritos patrísticos como uma "paráfrase explicativa do eidos platônico" (OC, 9/1 §5). A única contribuição de Jung foi usar a ideia de arquétipo num sentido psicológico com referência às pessoas contemporâneas, Os arquétipos eram para ele " formas típicas de apreensão" ( OC, 8, §280) - isto é, padrões de percepção e compreensão psíquicas comuns a todos os seres humanos como membros da raça humana. Jung chegou a postular a existência desses modos comuns de apreensão por meio da observação empírica. Seu vasto conhecimento da mitologia, material antropológico, sistemas religiosos e arte antiga permitiu ver que os símbolos e figuras que aparecem continuamente em muitos sonhos de seus pacientes eram idênticos aos símbolos e figuras que tinham aparecido e reaparecido durante milhares de anos em mitos e religiões de todo o mundo. Além disso, Jung foi muitas vezes incapaz de remontar o aparecimento de tais símbolos nos sonhos de seus pacientes às experiências das vidas individuais dos pacientes. Por isso, Jung ampliou e aprofundou o conceito de Freud do inconsciente. Em vez de ser simplesmente o repositório de recordações pessoais reprimidas ou de experiências esquecidas, o inconsciente, assim parecia a Jung, consistia em duas partes de camadas. A primeira camada, que ele chamou de inconsciente pessoal, era basicamente idêntica à concepção freudiana do inconsciente. Nessa camada do inconsciente, estava o repositório de tudo o que um indivíduo havia vivenciado, pensado, sentido ou conhecido, mas que não estava conservado na consciência ativa, seja por repressão defensiva, seja por simples esquecimento. Contudo, ao usar sua teoria dos arquétipos para justificar as similaridades no funcionamento e no imaginário psíquicos através dos tempos em culturas altamente diferentes, Jung concebeu uma segunda camada do inconsciente, que ele chamou de inconsciente coletivo. Essa camada do inconsciente era a que continha aqueles padrões da percepção psíquica, comuns a toda humanidade, os arquétipos. Pelo fato de o inconsciente coletivo ser o campo da experiência arquetípica, Jung considerou a camada do inconsciente coletivo mais profunda e, em última análise, mais significativa do que a do inconsciente pessoal. Ficar ciente das figuras e dos movimentos do inconsciente coletivo levou as pessoas ao contato direto com as experiências e percepções essencialmente humanas, e o inconsciente coletivo foi considerado por Jung como a suprema fonte psíquica do poder, da totalidade e da transformação interior. Embora os conceitos de arquétipos e de inconsciente coletivo fossem com frequência taxados de especulação filosófica e teorização inútil, Jung sempre manteve seu ponto de vista de que a afirmação da existência desse nível da psique era cientificamente sustentável com base na evidência empírica. Outro mal entendido comum em relação ao conceito de arquétipos, além da imputação de não científico, é a confusão entre o conteúdo do arquétipo e o arquétipo em si. O arquétipo em si não é uma ideia herdada nem uma imagem comum. Uma descrição melhor é que o arquétipo seja como um molde psíquico no qual são despejadas as experiências individuais e coletivas, onde elas tomam forma, mas isso é distinto dos símbolos e imagens em si. Nesse sentido, o conceito junguiano de arquétipo é a contrapartida psicológica da forma ou eidos, de Platão. Não obstante, a confusão entre o conteúdo do arquétipo e do arquétipo em si é compreensível, uma vez que arquétipos particulares são identificados por suas manifestações simbólicas ou imaginais. Jung fala dos arquétipos de 'animus/anima', da Criança Divina, da Grande Mãe, do Velho Sábio, do Trickster e da Core ou Donzela - arquétipos cujo conteúdo é antropomórfico e cuja personalização está necessariamente disposta a fim de trazer o poder psicológico do padrão para dentro da consciência, para maior conhecimento e crescimento individual. Mas há arquétipos cujo conteúdo é menos antropomórfico, menos prontamente personalizado, tal como o arquétipo da totalidade ou o arquétipo do renascimento. Esses arquétipos, Jung chamou de arquétipos de transformação, "situações típicas, lugares, meios, caminhos, simbolizando o tipo de transformação em questão" (OC, 9/1, § 80). Jung considerava os arquétipos como ambivalentes, potencialmente positivos e negativos. À medida que os próprios arquétipos estão, por definição, fora do conhecimento consciente, eles funcionam autonomamente quase como forças da natureza, organizando a experiência humana em caminhos especiais para o indivíduo sem considerar as consequências construtivas ou destrutivas da vida individual. O crescimento psicológico só ocorre quando alguém tenta trazer o conteúdo dos arquétipos para dentro do conhecimento consciente e estabelecer uma relação entre a vida consciente e o nível arquetípico da existência humana. Para começar a estudar Jung: " O conceito de inconsciente coletivo", OC 9/1 , § 87-110. "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", OC 9/1 , § 1-86. O eu e o inconsciente, OC 7/2 , esp, § 202-220. Para aprofundar : Psicologia do Inconsciente, OC 7/1 , esp. § 97-191. " A estrutura da alma", OC 8/2 , § 283-342. "Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico", OC 8/2 , § 343-442. "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", OC 9/1 , §1-48. "As conferências de Tavistock ", OC 18/1, esp. Segunda Conferência, § 74-108. Obras relacionadas "A importância do inconsciente para a educação individual", OC 17 , § 253-283. "Consciência, inconsciente e Individuação", OC 9/1 , § 489-524. Sugestão de Filmes sobre o Tema: - Mother! ( Mãe! ) Direção: Darren Aronofsky Elenco: J ennifer Lawrence, Javier Bardem , Ed Harris e outros Sinopse: Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções. Filme Completo: Análise Junguiana do Filme
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Box Peter Weir Peter Lindsay Weir (Sydney , 21 de agosto de 1944 ) é um diretor de cinema e roteirista australiano . Depois de uma educação tradicional, Weir estudou Arte e Direito na Universidade de Sydney . Interrompeu os estudos para fazer uma viagem à Europa e, quando voltou à Austrália, estava determinado a trabalhar no mundo do espetáculo. Assim, em 1967, ingressou na televisão e aí foi-lhe dada uma oportunidade para realizar dois pequenos filmes que tiveram grande sucesso. Em 1971 foi-lhe confiada a realização de Michael, que fazia parte de um filme de três episódios intitulado Three to go. Mas só em 1974 conseguiria dirigir a sua primeira longa-metragem (The Cars That Ate Paris) e, no ano seguinte, realizaria o filme que o haveria de tornar conhecido em todo o mundo: Picnic at Hanging Rock . O seu primeiro filme realizado nos Estados Unidos foi A Testemunha , em 1985.
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Filmes de Transformação Pessoal Filmes de transformação pessoal, também conhecidos como filmes de superação, são produções cinematográficas que mostram a jornada de um personagem em busca de mudança, crescimento pessoal e autoconhecimento. Esses filmes geralmente abordam temas como autoestima, superação de traumas, mudança de comportamentos prejudiciais, enfrentamento de desafios, e outros assuntos relacionados ao desenvolvimento humano. A importância desses filmes é que eles podem inspirar e motivar as pessoas a buscar mudanças positivas em suas vidas. Ao assistir a história de um personagem que enfrenta situações semelhantes às nossas, é possível se identificar e aprender com as lições que a história transmite. Além disso, esses filmes podem ajudar a desenvolver habilidades como empatia, resiliência e auto-reflexão. Ao nos colocarmos no lugar dos personagens e acompanharmos sua jornada, podemos aprender a lidar melhor com nossas próprias dificuldades e desafios. Em resumo, filmes de transformação pessoal são importantes porque podem nos ajudar a nos tornarmos melhores seres humanos, desenvolvendo nosso potencial para vivermos uma vida mais realizada e feliz. Leia também o livro: Comer - Rezar - Amar (2010) Liz Gilbert pensa que ela tinha tudo que queria na vida: uma casa, um marido e uma carreira de sucesso. Porém recém-divorciada e de frente para um momento de mudança, ela se sente confusa sobre o que é importante em sua vida. Ousando sair da sua zona de conforto, Liz embarca em uma busca de autodescoberta que a leva à Itália, à Índia e a Bali. Diretor: Ryan Murphy Sob o Sol da Toscana Frances Mayes fica devastada ao descobrir que seu marido é infiel. Sua melhor amiga Patti, com a intenção de ajudar, sugere que ela faça uma viagem pela Itália. Frances gosta da ideia e, durante o passeio, impulsivamente decide comprar uma casa em um vilarejo toscano. Agora, a recém-divorciada inicia uma nova vida ao lado de personalidades interessantes, incluindo o bonito Marcello.





