top of page

Resultados da busca

Search this site

101 results found with an empty search

  • Artigos

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Série : Exercícios Filosóficos para Vida Cotidiana Silêncio Ensaios e Artigos Kenose e Ágape Eudaimonia Alma e Graça Divina em Agostinho de Hipona Jogue fora suas batatas Solipsismo A Navalha de Ockham A Fuga de Nós Mesmos O Arrependimento no Budismo O Silêncio Interior Sentimento Oceânico

  • Exercícios Filosóficos - Silêncio

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Exercícios Filosóficos para a Vida Cotidiana O silêncio Marcelo Martins Moreira Pesquisador independente Introdução — Filosofia como prática de transformação É possível estudar filosofia durante anos sem que ela produza qualquer mudança perceptível em nossa maneira de viver. Podemos conhecer conceitos, escolas, autores e sistemas; discutir argumentos sofisticados e reconstruir a história das ideias. Ainda assim, quando a vida nos coloca diante da ansiedade, da perda, da raiva, da incerteza ou da necessidade de escolher, talvez continuemos reagindo exatamente como antes. A tradição filosófica antiga permite pensar uma relação diferente com o pensamento. Para muitas escolas da Antiguidade, filosofar não significava apenas construir teorias sobre a realidade, mas assumir uma determinada maneira de viver. A filosofia podia envolver exercícios de atenção, meditação, exame de si, preparação para as dificuldades, leitura, diálogo e transformação dos hábitos. O conhecimento filosófico pretendia, assim, tornar-se experiência — uma forma de presença no mundo. É nesse horizonte que se situa o trabalho de Pierre Hadot. Ao estudar a filosofia antiga, Hadot recuperou a noção de filosofia como modo de vida e chamou atenção para aquilo que denominou “exercícios espirituais”. A expressão pode causar estranhamento porque, no uso contemporâneo, “espiritual” costuma remeter imediatamente à religião. Em Hadot, porém, ela possui um alcance mais amplo: trata-se de práticas capazes de envolver não apenas o intelecto, mas a pessoa em sua totalidade, modificando sua maneira de perceber, julgar e agir . A escolha do termo “exercícios filosóficos”, nesta série, é deliberada. Procura tornar a proposta mais acessível sem abandonar a inspiração de Hadot. O objetivo não é oferecer uma coleção de técnicas de autoajuda, nem transformar a filosofia em uma receita para uma vida perfeita. Trata-se de experimentar, no cotidiano, determinadas atitudes filosóficas e observar o que elas fazem conosco. O exercício filosófico começa, portanto, quando uma ideia deixa de ser apenas algo que compreendemos e passa a ser algo que praticamos. Epicteto oferece uma imagem particularmente adequada para essa proposta: “Doravante, a matéria sobre a qual devo trabalhar é o pensamento, tal como a do carpinteiro é a madeira e a do sapateiro, o couro; meu trabalho consiste em fazer bom uso das minhas representações” . A passagem expressa uma ideia fundamental: o pensamento não é apenas aquilo que temos; ele também pode ser matéria de trabalho. Primeiro exercício: o silêncio O primeiro exercício desta série é o silêncio. A escolha não é casual. Vivemos em uma época na qual o silêncio se tornou progressivamente difícil. Há sempre alguma coisa acontecendo: mensagens, notificações, vídeos, música, conversas, notícias, publicidade, podcasts e redes sociais. Mesmo quando o ambiente externo está silencioso, continuamos frequentemente acompanhados por uma sucessão incessante de pensamentos, lembranças, preocupações e antecipações. Por isso, antes de perguntar o que devemos pensar, talvez seja necessário perguntar se ainda sabemos ficar em silêncio. O silêncio pode ser desconfortável. Em situações sociais, muitas pessoas sentem necessidade de preenchê-lo imediatamente. Um elevador silencioso parece pedir uma intervenção. Uma refeição sem conversa pode parecer estranha. Um momento sem celular pode produzir uma inquietação que rapidamente procuramos eliminar. Mas existe também outro silêncio: aquele que não produz vazio, e sim espaço. O silêncio de uma criança dormindo, de uma paisagem, de uma caminhada solitária, de uma sala de oração ou simplesmente de alguns minutos em que ninguém nos exige uma resposta. Esse silêncio pode ser uma experiência de repouso e atenção. É importante, porém, distinguir silêncio de ausência absoluta de som. O objetivo do exercício não é criar uma câmara anecoica, nem fugir de todos os estímulos. O que se busca é interromper voluntariamente, por um período determinado, a cadeia habitual de estímulos e respostas. O silêncio exterior será utilizado como condição para observar aquilo que normalmente permanece encoberto pelo ruído. Do silêncio exterior ao silêncio interior O primeiro obstáculo aparece quando finalmente nos calamos: percebemos que o barulho não estava apenas fora. Quando diminuímos as distrações, surgem as chamadas “vozes na cabeça”: pensamentos que se sucedem sem que tenhamos decidido conscientemente iniciá-los. Uma preocupação chama outra; uma lembrança conduz a uma fantasia; uma tarefa futura interrompe a percepção do presente. Tentamos permanecer quietos e descobrimos que, por dentro, continuamos falando. Não é necessário combater esses pensamentos. Aliás, tentar esvaziar completamente a mente pode transformar o exercício em mais uma tarefa de controle. O objetivo inicial é mais simples — e, talvez por isso mesmo, mais difícil: perceber. Perceber o pensamento sem imediatamente segui-lo. Perceber a vontade de pegar o celular sem pegá-lo. Perceber o impulso de preencher o silêncio com música, leitura ou conversa. Perceber o desconforto que aparece quando nada parece exigir nossa atenção. O silêncio, nesse sentido, torna-se uma espécie de laboratório da atenção. Podemos pensar esse espaço interior como um castelo, desde que não o imaginemos como uma fortaleza destinada a nos separar do mundo. Ele seria antes um lugar de recolhimento provisório, no qual a pessoa pode observar os movimentos que a atravessam antes de obedecer a cada um deles. Também podemos pensá-lo como um jardim. Quando paramos de revolver continuamente a terra, percebemos as ervas que já estavam ali. Hoje, uma dessas ervas é o hábito de recorrer ao celular a cada intervalo de silêncio. Não porque o aparelho seja, em si, um problema, mas porque a disponibilidade permanente de estímulos pode dificultar a experiência de permanecer consigo mesmo. Silêncio e escuta O silêncio filosófico não é simplesmente calar-se. É também aprender a escutar. A tradição monástica oferece exemplos históricos de práticas sistemáticas de silêncio e contenção da fala. A Regra de São Bento, especialmente em seu capítulo 6, associa a moderação da palavra à possibilidade de ouvir: “ao discípulo convém calar-se e ouvir” . Nesta série, essa tradição não será tomada como prescrição religiosa, mas como testemunho histórico de uma intuição que também pode ser investigada filosoficamente: reduzir a fala pode ampliar a capacidade de escuta. Escutar o outro sem preparar imediatamente uma resposta. Escutar uma ideia antes de julgá-la. Escutar o próprio pensamento antes de transformá-lo em discurso. Escutar aquilo que sentimos sem precisar nomeá-lo imediatamente. Há, portanto, uma dimensão ética no silêncio. Quem não suporta permanecer em silêncio pode ter dificuldade também em suportar a presença do outro sem tentar dominá-la com a própria palavra. O silêncio não é necessariamente submissão, indiferença ou ausência. Pode ser uma forma de atenção — e, em certas circunstâncias, uma forma de respeito. O exercício Não é necessário começar com longos períodos de retiro. O exercício filosófico deve ser suficientemente simples para entrar na vida cotidiana. Durante sete dias, escolha um período fixo de aproximadamente quinze minutos. Pode ser pela manhã, à noite ou em outro horário no qual você consiga permanecer sem interrupções. Durante esses quinze minutos: - desligue as notificações e coloque o celular fora do alcance imediato; - permaneça em um lugar relativamente silencioso; - não utilize música, vídeo, podcast ou leitura para preencher o período; - sente-se confortavelmente e permita que a respiração encontre seu ritmo natural; - não tente eliminar os pensamentos; observe-os quando surgirem; - quando perceber que foi levado por uma preocupação, lembrança ou fantasia, reconheça isso e retorne à experiência presente; - ao final, permaneça mais um minuto em silêncio antes de retomar suas atividades. Depois do exercício, faça uma breve anotação. Não escreva uma análise sofisticada. Registre apenas o que percebeu: o que foi difícil, quais pensamentos apareceram, qual foi sua primeira vontade, se houve inquietação, tédio, tranquilidade ou alguma outra experiência. O objetivo não é produzir um estado especial de consciência. Se você passou quinze minutos inquieto, esse também é um resultado. Se percebeu uma quantidade surpreendente de pensamentos, isso também é um resultado. Se experimentou tranquilidade, registre-a sem transformá-la em obrigação para o dia seguinte. Uma pequena disciplina A força do exercício está na repetição. Um único momento de silêncio dificilmente modifica um hábito. A prática começa a ganhar significado quando o silêncio deixa de ser um acontecimento excepcional e passa a ocupar um lugar reconhecível na rotina. Depois de algum tempo, talvez seja possível ampliar o período. Quinze minutos podem transformar-se em vinte. Uma caminhada pode ser realizada sem fones de ouvido. Uma refeição pode ser feita sem a necessidade de consultar uma tela. Uma conversa pode conter pausas sem que elas sejam imediatamente preenchidas. A finalidade não é tornar-se uma pessoa silenciosa. É adquirir maior liberdade diante da necessidade compulsiva de falar, ouvir, consumir e responder. É nesse ponto que o silêncio se torna um exercício filosófico: ele não vale por si mesmo, mas pelo tipo de relação consigo, com os outros e com o mundo que pode tornar possível. Para além do silêncio O exercício proposto aqui não pretende conduzir a uma experiência religiosa nem pressupõe uma determinada crença. A palavra “espiritual”, no horizonte de Hadot, procura justamente indicar que o exercício filosófico pode envolver mais do que a compreensão intelectual de uma proposição. Ele pode modificar nossa maneira de perceber e habitar o mundo. Por isso, nesta série, preferimos falar em Exercícios Filosóficos para a Vida Cotidiana. A expressão preserva a ideia central de que filosofar é também exercitar-se. O silêncio é apenas o primeiro exercício. Talvez, ao praticá-lo, descubramos algo bastante simples: não precisamos preencher imediatamente todo espaço vazio. Algumas vezes, é justamente quando deixamos de falar que começamos a perceber o que estava tentando ser ouvido. Referências bibliográficas HADOT, Pierre. *Exercícios espirituais e filosofia antiga*. Tradução de Flávio Fontenelle Loque e Loraine Oliveira. São Paulo: É Realizações, 2014. HADOT, Pierre. Philosophy as a Way of Life: Spiritual Exercises from Socrates to Foucault. Edited with an introduction by Arnold I. Davidson. Oxford: Blackwell, 1995. EPICTETUS. Discourses. Book III, chapter 22. In: OLD FATHER, W. A. (ed. and trans.). Epictetus: The Discourses as Reported by Arrian, the Manual, and Fragments. Cambridge, MA: Harvard University Press, Loeb Classical Library, 1925 BENEDICT OF NURSIA. RB 1980: The Rule of St. Benedict in Latin and English with Notes. Edited by Timothy Fry, O.S.B. Collegeville, MN: The Liturgical Press, 1981. Cap. 6. ARCE, Karen F. “On Silence in the Rule of St. Benedict: A Study of Chapter 6: 1–6”. Obsculta, v. 14, n. 1, p. 116–132, 2021. MOTTE, André. “Pierre Hadot, Exercices spirituels et philosophie antique”. Kernos, n. 1, 1988. DOI: 10.4000/kernos.138.

  • Hipnose Transcendental - biblioteca

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Biblioteca Carl G. Jung & Freud Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link 1/2 Biblioteca Marie-Louise von Franz Biblioteca Edward Edinger Biblioteca Sigmund Freud Biblioteca James Hillman Go to link Go to link Go to link 1/1 Biblioteca Joseph Campbell Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link Go to link 1/1 Biblioteca Jolande Jacobi Biblioteca Gerhard Adler Biblioteca Connie Zweig Biblioteca Robert A. Johnson Biblioteca Barbara Hanah Biblioteca James Hollis Biblioteca Erich Neumann Biblioteca Alexander Roob Go to link Go to link 1/1

  • Hipnose Transcendental

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Imaginação Ativa A imaginação ativa foi uma técnica desenvolvida por Jung para aumentar e desenvolver o relacionamento com o material inconsciente, especialmente com figuras interiores que aparecem em sonhos e fantasias. Com a imaginação ativa, Jung pretendia que o indivíduo assumisse um papel não só receptivo, mas também ativo para encontrar-se e confrontar-se com vários elementos arquetípicos inconscientes em sua psique. A atividade da imaginação ativa contrasta com o sonho, que, na opinião de Jung, simplesmente ocorre. Contudo, a imaginação ativa não é nenhuma fantasia diretiva na qual o indivíduo persegue os pensamentos e desejos de seu próprio ego. Do modo como Jung a desenvolve, a intenção da imaginação ativa é abrir o limite entre a consciência passiva e receptiva, do material inconsciente interior e a reação ativa e opcional a esse material de qualquer forma. A definição de June Singer, em seu livro Boundaries of the Soul , dá a seu capítulo sobre a imaginação ativa o título de "Sonhando o sonho para a frente", que é talvez a melhor descrição sumária tanto de sua técnica quanto de sua intenção. À luz das ideias de Jung sobre a natureza e a função da psique, a imgainação ativa parece uma consequência natural do ponto de vista de que a totalidade é resultado de tornar o inconsciente consciente e de que a psique é um fenômeno intencional. A imaginação ativa é um modo de encarar mais diretamente as direções inconscientes de nossa vida interior, embora mantendo tão longe quanto possível nosso senso consciente do si-mesmo e nossa capacidade de ação informada e ética. Assim como acontece com vários conceitos de Jung, a imaginação ativa pode ser mais bem entendida por meio da experiência direta do que por meio da leitura sobre ela, pois Jung escreveu pouco sobre os amparos da técnica. As discussões mais úteis e focadas sobre imaginação ativa estão indicadas na lista de leituras abaixo em "Para Começar". Na primeira, o pequeno ensaio "A Função Transcendente", Jung descrece como a consciência e a inconsciência agem em série para corrigir e equilibrar a unilateralidade psíquica. Nesse contexto, Jung explica como a imaginação ativa ou a fantasia podem ajudar a transcender ou a sanar a lacuna típica entre essas duas esferas psíquicas opostas. A segunda leitura indicada é a última metade da quinta conferência de Tavistock, de Londres, em 1935. Em resposta a uma pergunta sobre sua técnica, Jung fala sobre a intenção dela e seus efeitos, e faz uma rápída apresentação do material trabalhado pela fantasia de um paciente. Para ler mais sobre esse tema, é necessário obviamente pesquisar os vários relatos da imaginação ativa que Jung tira de seu trabalho clínico, relatos que são, em geral, bem detalhados e vívidos o bastante para tornar claro precisamente como Jung tenciona que sua técnica seja usada e para que fim. Certamente o que mais claramente se manifesta nesse material todo é o valor que Jung dava à fantasia e a alta consideração que tinha por sua fantasia curadora. As fontes secundárias são de dois notáveis junguianos. O livro de Hannah trata da imaginação ativa, ao passo que o livro de Adler é principalmente um relato de caso de uma análise em que a imaginação ativa tem uma parte simplesmente crucial. Se lidos ao mesmo tempo, ambos servem como uma introdução completa a essa técnica vital no municiamento da análise junguiana, completados pelas obras mais recentes sobre o tópico, escritas por Robert Johnson e Verena Kast. Para começar: - "A função transcendente", OC 8/2 , § 131-193. - "Fundamentos da Psicologia Analítica ( Tavistock Lectures )", OC 18/1 , Quinta Conferência, § 304-415. Para aprofundar: - " Estudo empírico do processo de individuação", OC 9/1 § 525-626 - " Mandalas", OC 9/1 , § 713-718 - " Psicologia e Alquimia", OC 12 , esp. parte II , § 44-331. Obras Relacionadas: - " Freud e a psicanálise" , OC 4, esp. capítulo 8, " Princípios terapêuticos da psicanálise" , § 407-457. Fontes Secundárias: - ADLER,G. " The living symbol: a case study in the process of individuation, New York: Pantheon, 1961 -- HANNAH, B. " Encounters with the soul active Iamgination as Developed by C.G. Jung. Santa Monica: Sigo Press, 1981. - JOHNSON, R. " Inner Work: Using dreams and active imagination for personal growth. São Francisco: Harper and Row, 1986 A Chave do Reino Interior , São Paulo: Mercurio, 1989. KAST, V. - " Imagination as Space of Freedom: Dialogue between the Ego and the Unconscious"- New York: Fromm, 1993 A Imaginação como espaço de liberdade. São Paulo, Loyola, 1997. Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke

  • Espírito

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Espírito Na tentativa de compreender os escritos de Jung sobre o espírito, enfrentamos o mesmo problema que Jung em sua tentativa de captar aquilo que a palavra espírito designa. Quando se alcança uma explicação promissora, percebe-se que o apreendido escapa rapidamente por entre os dedos de nossa rede intelectual, sendo levado pelo mar bravio de importantes, mas de difícil entendimento, aspectos da experiência humana. Por isso, Jung aborda o espírito da mesma maneira com que trata os muitos habitantes desconcertantes de seu mar experimental,isto é, a partir de uma posição como psicólogo. Ele não está a fim, conforme confessa, ou não é capaz de discussões filosóficas ou teológicas sobre a natureza do espírito. Ele volta-se, antes, para a fenomenologia da vida psíquica: o que o espírito mostra que é, e em que aspectos ele é igual ou diferente de nossa psique/alma. Evidentemente, é quase impossível para Jung não se enveredar até certo ponto nas polêmicas filosóficas precedentes e nas teias teológicas que foram tecidas em torno do espírito. A esse respeito, é instrutiva a nota do tradutor prefaciando "Os fundamentos psicológicos da crena nos espíritos" (OC 8, § 307) , ao apontar - linguisticamente por assim dizer - a natureza flexível e multimatizada do conceito de espírito, Geist em alemão. Contudo, Jung traz certa ordem cognitiva para o que ameaça se tornar uma confusão vaga de terminologia, observando que, psicologicamente, espírito tem dois significados e usos. Um fala de um espírito, no sentido de uma coisa individual - um fantasma , disposição de ânimo, uma aparição, uma qualidade - e outro fala do espírito, no sentido de alguma coisa coletiva - espiritualidade, princípios espirituais, totalidade espiritual. Esse último sentido de espírito, como fundamento da espiritualidade ou de certos princípios espirituais, Jung deixa de preferência aos metafísicos para debate e discussão. Como psicólogo, Jung está muito mais interessado em considerar os espíritos no plural, como manifestações dos complexos, espíritos como entidades inconscientes, arquetipicamente embasadas. Por terem suas raízes no inconsciente, esses espíritos, no plural, têm obviamente uma relação com o espírito, no sentido religioso comum, que Jung considera como parte da psique enquanto alma. Mas, como de costume, Jung está mais interessado em estudar os símbolos e o imagístico do espírito na vida psíquica do que em propor dogmas teóricos. Portanto, os escritos de Jung sobre o espírito não são para os de mentalidade filosófica ou teológica, para os interessados no idealismo hegeliano ou na espiritualidade cristã. A concepção de espírito de Jung é melhor entendida em suas discussões do imagístico arquetípico do mito, da alquimia e dos contos de fada ( histórias do "espírito" por excelência ) ou também em seu tratamento do que chamou de fenômenos ocultos, aquelas ocorrências misteriosas, fantasmáticas ou paranormais que ele considerava manifestações de complexos psicológicos. Nessas discussões práticas sobre o espírito, Jung lembra o significado mais elevado e mais amplo do espírito nesse sentido mais amplo do termo. Mas sempre fala do espírito primeiramente e sobretudo como psicólogo interessado em olhar para o lugar do espírito no funcionamento da alma humana. As obras de junguianos sobre o espírito são poucas e muito esporádicas, se limitarmos o campo e excluirmos livros sobre religião ou espiritualidade, dos quais há grande número. A melhor obra no sentido em que Jung empregava o termo, encontra-se em Spirit and Nature, organizado por Joseph Campbell, que reúne estudos apresentados nos encontros anuais de Eranos, às margens do Lago Maggiore, em Ascona, Suíça. Dois ensaios de Jung - " A Fenomenologia nos Contos de Fadas " e " O Espírito da Psicologia ", esse depois reintitulado como " Considerações teóricas sobre a natureza do Psíquico " ( OC 8 ) - que estão incluídos na coletânea, assim como ensaios sobre o espírito de Kerényi, Wili, Rahner, Portmann e outros. O deus Apolo atua de muitas maneiras como um símbolo do espírito dentro da psique, e assim o livro de ensaios de Kerényi sobre o deus pode ajudar a esclarecer este conceito, segundo o que James Hillman ( inspirado por Henry Corbin ) chamou de Psicologia Imaginal : a compreensão psicológica suscitada por imagens e imaginação. Para começar: - "A fenomenologia do espírito no conto de fadas", OC 9/1 , § 384-455. - "Os Fundamentos Psicológicos da crença nos espíritos", OC 8/2 , , § 570-600 Para aprofundar: - " O problema psíquico do homem moderno", OC 10/3 , § 148-196 - " O Espírito Mercarius", OC 13 , § 239-303. Obras Relacionadas: - " Sobre a psicologia e patologia dos fenômenos chamados ocultos" , OC 1, § 1-150 Fontes Secundárias: - CAMPBELL, J. " Spirit and Nature ", Princeton University Press, 1964 -- KERÉNYI,K. " Apollo ". Dallas: Spring, 1983. Texto adaptado de "Guia para Obra Completa de C.G.Jung" - Robert H. Hopcke "O arquétipo do espírito na forma de um homem, hobgoblin ou animal sempre aparece em uma situação em que insight, compreensão, bons conselhos, determinação, planejamento, etc., são necessários, mas não podem ser reunidos em recursos próprios." O arquétipo compensa esse estado de deficiência espiritual por conteúdos destinados a preencher a lacuna. “A fenomenologia do espírito nos contos de fadas” - Obras Completas 9/1- Parágrafo 398

  • Atendimentos

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Local de Atendimento Atendimento Clínico com Hora Marcada: HT - MOEMA Endereço : R. Ubaíra, 70 - Moema São Paulo - SP - 04517-140 Telefone para Agendamento e Informações: Tel. 11- 9-93591776 ( whatsapp inclusive) ou tel. 11- 55435236 ( com Srta. Cris ) 1/1 SOBRE MIM: Graduado em em Odontologia pela Unicamp em 2001 e tendo escolhido a área de Cirurgia Buco Maxilo Facial , concluí minha Residência Médica Hospitalar em 2005. Em paralelo ao estudo e prática odontológica sempre me interessei pelos fenômenos da mente e do psiquismo e seus mistérios. Em busca desse aperfeiçoamento pessoal, concluí minha especialização em MEDICINA COMPORTAMENTAL E HIPNOSE CLÍNICA pela UNIFESP em paralelo com a especialização em HIPNOSE ERICKSONIANA . Alguns anos mais tarde, dei início à inha formação em PSICOLOGIA JUNGUIANA através de uma nova especialização, sempre em busca ao Conhecimento. Atualmente me dedico à pós graduação na área de FILOSOFIA . Meu intuito principal sempre foi o de auto-conhecimento. Desde então venho atuando clinicamente como Hipnoterapeuta Clínico em consultório particular e também ministrando cursos na área de Hipnose Clínica voltados para Profissionais de Saúde e Palestras na área de Reengenharia Humana com ênfase em Filosofia para a vida prática. Em acréscimo procuro desenvolver um projeto pessoal de divulgação de técnicas próprias de relaxamento e auto-hipnose que pude desenvolver nesses anos, numa nova abordagem desta maravilhosa ciência que denomino HIPNOSE TRANSCENDENTAL . Trata-se de uma nova roupagem na qual associo metodologias diversas como Visualização Criativa, Estados Alterados de Consciência, Filosofia Clínica, Hipnose Ericksoniana, Reengenharia Humana e Psicanálise Junguiana. Meu único objetivo é promover e levar um maior bem estar às pessoas e uma maior qualidade de vida. Assim como foi comigo, espero que a sua riqueza pessoal advenha também da compreensão de quem você realmente é. Conte comigo nessa busca interior. Espero seu contato. Abraços Fraternais - Paz Profunda Marcelo Martins Moreira

  • Complexos

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Complexos O conceito de complexo está estreitamente ligado ao conceito de arquétipo e de inconsciente coletivo de Jung, que ele formulou com base em evidência empírica, na qual encontrou um pouco menos controvérsia. Enquanto trabalhava no Hospital Burgholzli, em Zurique, ainda jovem, ele empreendeu o desenvolvimento de uma tese de associação de palavras como meio de detectar as raízes inconscientes da doença mental. De modelo extremamente simples, o teste consistia em apresentar ao sujeito do teste uma palavra e solicitar dele uma resposta verbal espontânea à palavra. O Exame das respostas do sujeito, tanto verbais como não verbais, parecia indicar o que Jung chamava primeiramente de 'complexos com carga emocional' ( OC 2 §167, n. 42 ) e mais tarde de 'complexo de ideias com carga emocional' ( OC 2 §733 ), que impediram o curso normal da associação de palavras e que estiveram claramente relacionados com a patologia do paciente. Esses complexos de carga emocional, mais tarde simplesmente chamados de complexos, consistem, no ponto de vista de Jung, de dois componentes: o grupo de representações psíquicas e o sentimento característico ligado a esse grupo de representações. Complexos podem ser inconscientes - reprimidos por causa da sensação dolorosa do afeto relacionado ou da inaceitabilidade das representações -, mas complexos também podem se tornar conscientes e, em última análise, parcialmente resolvidos. Qualquer complexo possui elementos relacionados com o inconsciente pessoal como também com o inconsciente coletivo. Um distúrbio no relacionamento com a própria mãe, por exemplo, pode resultar num complexo materno, isto é, um grupo de representações conscientes e inconscientes da 'mãe' com uma carga emocional específica ligada ao grupo de imagens da mãe. No entanto, o arquétipo de 'mãe' preexistente no inconsciente coletivo, comum a toda experiência humana, pode aumentar, distorcer ou modificar tanto a carga sentimental quanto o aspecto representacional do complexo de mãe dentro da própria psique. Como os arquétipos, os complexos são potencialmente tanto positivos como negativos. O conhecimento consciente do objetivo e do afeto de um complexo pode servir para modificar suas consequências negativas, quando um estímulo particular constela o complexo, isto é, ativa as imagens e sentimentos que circundam o complexo no interior de um indivíduo. Todos os complexos têm um componente arquetípico, tornando-os, nos termos de Jung, a via regia para o inconsciente pessoal e coletivo ( OC 8, §210 ). Ao dar imagem a esse conceito de complexo, poder-se ia dizer que o complexo é como uma planta: parte dela existe e floresce acima do solo, na consciência, e parte dela se estende invisível por baixo do solo, onde está ancorada e se alimenta, fora da consciência. Para começar: - "Psicanálise e o experimento de associações", OC 2, §660-727 - "O diagnóstico psicológico da ocorrência", OC 2, § 728-792 - " A importância psicopatológica do experimento de associações", OC 2 , §863-917 - "Considerações gerais sobre a teoria dos complexos", OC 8/2 , §194-219 Para aprofundar: - "Associação, sonho e sintoma do sistema histérico", OC 2, §793-862 - "A constelação familiar", OC 2, §999-1014 - "Os fundamentos psicológicos da crença nos espíritos", OC 8/2 , §570-600 Obras relacionadas: - "Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico", OC 8/2 , § 343-442 - "A Energia Psíquica", OC 8/1 , §1-130 - " Aspectos psicológicos do arquétipo materno", OC 9/1 , §148-198. Fontes Secundárias - "Complexo, arquétipo e símbolo na psicologia de C.G.Jung" - JACOBI, J. São Paulo: Cultrix, 1995. Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke

  • Hipnose Transcendental

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa A hipnose funciona? Sim. Mas como ela funciona? E até que ponto pode ser usada para controlar melhor a sua própria mente? A hipnose começou a ser praticada no século 18, quando o médico alemão Franz Anton Mesmer defendeu sua tese de doutorado na Universidade de Viena. Mesmer propunha uma ideia estapafúrdia: a atração gravitacional entre a Terra e outros corpos celestes afetava a saúde das pessoas, sendo responsável por vários tipos de doença mental. Por incrível que pareça, a tese foi aceita e Mesmer recebeu o diploma em 1766. Logo ele começou a desenvolver outra ideia – o corpo humano estava cheio de fluidos magnéticos, cujo desequilíbrio era nocivo e deveria ser corrigido. No tratamento, o paciente ficava sentado numa cadeira enquanto Mesmer olhava em seus olhos, pedia que se concentrasse ou tocava em seus braços e mãos – técnicas similares às da hipnose moderna. Em 1778, depois que não conseguiu curar uma pianista acometida de cegueira nervosa, Mesmer foi expulso de Viena e se instalou em Paris. Mais ousado, ele passou a andar vestido de violeta e a usar uma varinha de condão (objeto que ele inventou). Sua clínica foi o maior sucesso, e em 1784 o rei Luis 16 formou uma comissão de cientistas notáveis, que incluía Antoine Lavoisier e Benjamin Franklin, para estudar os poderes de Mesmer. Eles concluíram que se tratava de um charlatão (a teoria dos fluidos magnéticos, claro, era pura bobagem), mas que tinha alguns poderes: ele representava um perigo para a sociedade, porque supostamente era capaz de “mesmerizar” – palavra que se tornou um sinônimo de enfeitiçar – as pessoas contra a vontade delas. As técnicas de Mesmer foram proibidas, e a hipnose começou a se transformar em show circense. Mas alguns discípulos continuaram a acreditar na sua eficácia como tratamento. Um deles era o médico escocês James Braid. Em 1843, ele resolveu trocar o nome da mesmerização para torná-la mais aceitável. E cunhou o termo “hipnose” – que vem de Hypnos, a deusa grega do sono. Braid adotou uma abordagem mais científica, e a partir daí a hipnose passou a ser estudada por gente mais séria – como o francês Jean-Martin Charcot (1825-1893), considerado o pai da neurologia, o psicólogo russo Ivan Pavlov (1849-1936) e o próprio Freud, que chegou a hipnotizar seus pacientes no começo da carreira. Mesmo assim, a hipnose só começou a ser aceita pela ciência em 1997, quando o psiquiatra americano Henry Szechtman fez uma experiência com 8 voluntários. Eles foram vendados e ouviram uma gravação que repetia a seguinte frase: “O homem não fala muito. Mas, quando ele fala, vale a pena ouvir o que diz”. Szechtman desligou o som e pediu aos voluntários que tentassem imaginar a frase. Em seguida, hipnotizou todo mundo e disse que iria tocar a fita novamente. Era mentira; não havia som nenhum. Mesmo assim, os voluntários disseram ter ouvido a gravação – eles sofreram uma alucinação auditiva por causa da hipnose. Monitorando o cérebro dos voluntários, o cientista descobriu o seguinte. Durante a alucinação e quando a gravação estava tocando de verdade, a atividade do cérebro era idêntica. Já quando as pessoas apenas imaginavam o som, a atividade era diferente. Outros estudos comprovaram esse efeito, e permitiram chegar a uma conclusão definitiva: a hipnose existe, não é fingimento e tem um efeito característico sobre o cérebro – é uma simulação perfeita da realidade, muito mais forte que a imaginação ou a autossugestão. Uma pessoa hipnotizada pode literalmente ver, ouvir e sentir o que é sugerido pelo hipnotizador. Mas como isso acontece? A resposta começou a aparecer num teste feito pelo neurocientista Pierre Rainville, da Universidade de Montreal. Ele pediu que voluntários mergulhassem a mão em tigelas com água muito quente (a 47 oC). Como estavam hipnotizadas, as cobaias não sentiam dor. Rainville observou o cérebro daquelas pessoas e descobriu algo estranho. O sistema límbico, que é um pedaço primitivo do cérebro que nós herdamos dos répteis e processa os sinais que vêm do corpo, como a dor, estava operando normalmente. Mas o neocórtex, uma região cerebral que só existe nos mamíferos avançados e é responsável pela nossa consciência, ignorava os sinais do sistema límbico. É como se, durante a hipnose, o “cérebro humano” parasse de se comunicar com o “cérebro reptiliano”. É por isso que a hipnose tem efeitos tão profundos. A pessoa não fica dormindo. Fica acordada, consciente e sabendo que está sendo hipnotizada. A diferença é que, como o neocórtex é privado das informações fornecidas pelo sistema límbico (que além de processar a dor também controla a memória e reações como desconfiança, vergonha, medo, fome, iniciativa, prazer e desejo sexual), a consciência fica sem reservas nem referências – e, por isso, totalmente vulnerável às sugestões do hipnotizador. Esse poder pode servir para obrigar uma pessoa a imitar uma galinha, mas também tem uso terapêutico. O Conselho Federal de Odontologia regulamentou o uso da hipnose – os dentistas devidamente qualificados podem utilizá-la como complemento da anestesia. E o Conselho Federal de Medicina já reconhece a hipnose como ferramenta no tratamento de dores crônicas (o Hospital das Clínicas, em São Paulo, oferece a hipnoterapia como opção para tratar as dores de pacientes de câncer) e em várias formas de psicoterapia – há estudos comprovando que ela é eficaz contra o tabagismo, a ansiedade, a depressão e outros transtornos psíquicos. Pesquisas recentes também constataram, de maneira surpreendente, efeitos fisiológicos da hipnose: há indícios de que possa ajudar no tratamento de hipertensão e de problemas gastrointestinais e no sistema imunológico. Tudo isso depende, claro, do seu grau de sensibilidade. Por que algumas pessoas podem ser completamente tomadas pela hipnose, enquanto outras são imunes a ela? E como técnicas tão banais, como balançar um reloginho na frente de uma pessoa, podem ter tanta força sobre a mente? A hipnose é muito mais comum do que se imagina. Você já deve ter se auto-hipnotizado milhares de vezes e nem percebeu. Um exemplo: sabe quando você está indo para algum lugar, mas acaba se distraindo com os próprios pensamentos e ao chegar nem se lembra do caminho que fez? É uma forma fraquinha de hipnose. O estado hipnótico é parecido com o que acontece quando você fica absorto, lendo um livro ou vendo um filme. É um estado de grande atenção, em que o cérebro foca em uma coisa e se desliga do resto. Mas não tem nada de extraordinário; é um mecanismo que faz parte do funcionamento normal do cérebro. Existem vários métodos de hipnotizar, mas todos seguem a mesma lógica. Tanto faz se o hipnólogo balança um objeto ou diz palavras suaves – o que conta é prender a atenção da pessoa e reduzir seu grau de inibição. Se essas duas condições forem atendidas, pronto: você conseguiu calar o sistema límbico e cativar o neocórtex, e a pessoa está hipnotizada. Para o psicólogo americano Michael Nash, autor de dezenas de estudos sobre hipnose e organizador do maior livro sobre o assunto, o Oxford Handbook of Hypnosis, nossa suscetibilidade à hipnose pode ser obra da seleção natural. Ao longo da evolução da humanidade, em que as situações de dor eram muito mais comuns do que hoje (a anestesia como a conhecemos só foi inventada no século 19), quem tinha mais capacidade de ignorar o próprio sistema límbico e suportar o sofrimento físico levou vantagem na vida. Viveu mais e gerou mais descendentes, que foram espalhando essa característica pela humanidade. É por isso que, hoje, 80% da população mundial é hipnotizável em algum grau. Mas como medir o grau de sensibilidade à hipnose? Os métodos mais famosos são a Escala Grupal de Harvard, criada em 1962, e a Escala Stanford, de 1959. Este último, individual, é o mais usado pelos pesquisadores. Consiste num teste de mais ou menos 50 minutos, com 3 sessões de 12 exercícios que testam habilidades hipnóticas cada vez mais difíceis – como regressar mentalmente à infância, ficar sem poder abrir os olhos, obedecer a uma sugestão pós-hipnótica (pular da cadeira sempre que ouvir determinado som, por exemplo), tornar-se incapaz de sentir odores fortes e desagradáveis, e o exercício mais difícil de todos, esquecer tudo o que aconteceu durante a sessão. Esses testes foram aplicados em milhares de pessoas, ao longo de várias décadas, e descobriram várias coisas. A sensibilidade à hipnose se mantém estável durante a vida (é a mesma na infância, na idade adulta e na velhice), não tem relação com o sexo, a escolaridade ou a inteligência das pessoas. E é hereditária. Existe um teste rápido que você mesmo pode fazer. Leia a frase a seguir: “Quando o carro vermelho buzinou, o cachorro preto latiu e chegou ao portão da casa amarela”. Agora feche os olhos e responda: quais são as cores das palavras desta frase? Não estou perguntando os nomes escritos; quero saber as cores da tinta que usamos para imprimir as palavras em destaque. Se o seu cérebro é um pouco hipnotizável, como o de 80% das pessoas, você terá alguma dificuldade para responder – porque sua mente aprendeu e sabe, instintivamente, que o significado das palavras é mais importante que a cor delas. Já se você for extremamente hipnotizável, como 15% da população, respondeu no ato e sem problemas. Isso se deve a uma diferença estrutural no cérebro. Pesquisas feitas na Universidade de Virgínia, nos EUA, revelaram que o cérebro das pessoas altamente hipnotizáveis possui duas características marcantes. É mais assimétrico – a divisão de tarefas entre os dois hemisférios do cérebro é mais intensa do que em pessoas comuns. E seu corpo caloso, estrutura que conecta o hemisfério esquerdo ao direito, é em média 31,8% maior. Os cientistas especulam que a superconexão faça as informações fluir mais facilmente dentro do neocórtex (que se divide entre os dois hemisférios do cérebro). E por isso o cérebro tenha maior facilidade em suprimir, ou ignorar, a atuação do sistema límbico. A hipnose é uma ferramenta poderosa, que já vem embutida no cérebro e pode ser usada de maneira positiva. Por esse motivo, em meus 20 anos de estudos pessoais na área a denominei de Hipnose Transcendental. Ela é um mecanismo anterior ( ‘a priori’ ) à sua própria escolha consciente e faz parte do seu dia a dia inconsciente. Nesse sentido também é naturalista. O pior que pode acontecer é ela não funcionar com você. Mas calma… você é pelo menos um pouquinho hipnotizável, não é? Eu sei que sim...

  • Como ajudar alguém com depressão

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa 5 maneiras de ajudar um amigo que sofre com depressão. A depressão é a principal causa de incapacidade no mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 10% dos adultos lutam contra a depressão. Mas como é uma doença mental, pode ser muito mais difícil de entender do que, digamos, o colesterol alto. Uma das principais fontes de confusão é a diferença entre ter depressão e sentir-se deprimido. Quase todos se sentem de tempos em tempos, mas a depressão clínica é diferente. É um distúrbio médico e não desaparece só porque você quer. Permanece por pelo menos duas semanas consecutivas e interfere significativamente na capacidade de trabalhar, brincar ou amar. É provável que você conheça alguém que sofre de depressão. Aqui estão algumas maneiras que você pode ajudar. 1. Ajude a encontrar ajuda: Se você conhece alguém que está sofrendo de depressão, incentive-os - gentilmente - a procurar ajuda. Você pode até se oferecer para ajudar em tarefas específicas, como procurar por terapeutas na área ou fazer uma lista de perguntas para consultar um médico. Para alguém com depressão, esses primeiros passos podem parecer intransponíveis. 2. Ser informado: Se eles se sentem culpados ou envergonhados, ressalte que a depressão é uma condição médica como a asma ou o diabetes. Não é uma fraqueza ou um traço de personalidade, e eles não devem esperar que “simplesmente superem isso” mais do que poderiam superar um braço quebrado. Quanto mais você souber sobre doença mental, melhor será capaz de entender o que eles estão passando e apoiá-los. 3. Não subestime: se você não sofreu depressão por si mesmo, evite compará-lo a momentos em que se sentiu deprimido - comparando o que ele está vivenciando ao normal, sentimentos temporários de tristeza podem fazê-los sentirem-se culpados por lutarem. 4. Elimine o estigma: mesmo falar abertamente sobre depressão pode ajudar. Por exemplo, pesquisas mostram que perguntar a alguém sobre pensamentos suicidas realmente reduz seu risco de suicídio. Conversas abertas sobre doenças mentais ajudam a corroer o estigma e facilitam as pessoas a pedir ajuda. E quanto mais os pacientes procurarem tratamento, mais os cientistas aprenderão sobre depressão e melhor os tratamentos. 5. Continue a conversa: Como os sintomas da depressão são intangíveis, é difícil saber quem pode parecer bem, mas na verdade está com dificuldades. Só porque seu amigo pode parecer bem um dia, não assuma que "melhorou". Permaneça de suporte. Traduzido do Original: https://blog.ed.ted.com

  • Silêncio Interior

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Silêncio Interior Um tapete de silêncio é tudo que precisamos criar para adentrar o nosso castelo interior - uma exigência muito pesada para a maioria das pessoas de hoje em dia. Qual lugar o silêncio ocupa em sua vida diária? Hoje em dia o silêncio é considerado estranho quando as pessoas não sabem o que dizer em uma confraternização ou quando estão entre desconhecidos dentro de um elevador. Esse silêncio perturbador incomoda a maioria. Por outro lado, há o silêncio consolador: o silêncio de nossos filhos quando estão dormindo, o silêncio nas montanhas e até mesmo a tranquilidade dentro de locais de oração. Assim como acontece com o silêncio, há os sons bons e os ruins. O tipo ruim se chama barulho. Barulho incessante cria estresse e nos priva de nosso sono reparador, e em certos casos pode se tornar um tipo de tortura. E há ainda um certo tipo de som procurado como música alta que é tocada em shows para um público pagante que o denomina como o 'som do momento'. Pode ser barulho para muitos, mas para outros é o ápice do prazer. Mesmo dentro de um simples elevador, uma música suave de fundo às vezes se faz presente, de fundo, para manter o barulho de fora distante. Positivamente, a música clássica pode ser usada em salas de aula ou em ambientes de estudo para ajudar o estudante a se concentrar. Em resumo, o tipo errado de ruído nos incomoda e o certo, nos ajuda. O desafio nos dias atuais é encontrar o silêncio positivo em plena rotina de uma cidade grande, no mesmo cenário onde a maioria vive. Mas o maior desafio das pessoas é encontrar dentro delas o silêncio positivo. Na construção de nosso castelo interior, as pessoas descobrem que os maiores obstáculos estão dentro delas mesmas. Costumam ser diferentes e com degraus distintos para cada um. Aquele com o qual a maioria se defronta, são os que chamamos de 'vozes na minha cabeça': os pensamentos correndo em todas as direções. Nas palavras de Rumi, poeta e teólogo sufi persa so século XIII: " Quando se aquietam os lábios, mil línguas ferem o coração" Esvaziar a cabeça de todos os pensamentos, palavras e imagens é quase impossível, mas de alguma forma, esse ruído interno estressante precisa tornar-se um som interno um pouco mais gentil, para que você possa ter a paz necessária para a construção de seu castelo, que será sua fortaleza inabalável. Para enfrentar esse passo das vozes em sua cabeça, primeiro devemos ponderar como cada um de nós tenta evitar o silêncio, para depois descobrir como podemos criar tempos de silêncio em nossa vida, de forma que o silêncio possa se tornar uma rotina saudável. Uma forma de se criar o silêncio interno é deixar crescer o silêncio externo. Diminuir todas as distrações, barulhos, interrupções fazendo com que o silêncio externo possa levar ao silêncio interno. Todos os antigos monges dominavam essa sabedoria há séculos. Em alguns monastérios, ainda hoje, há normas específicas para se quebrar o silêncio apenas durante a comunicação de trabalhos ou na recepção de convidados. Alguns promovem o 'fundo de silêncio' fazendo suas refeições assim, enquanto um monge lê em voz alta passagens bíblicas. Esse silêncio externo não é um fim em si mesmo, está ali para deixar o silêncio externo crescer no monge de forma que a vida interior possa florescer. A metáfora do jardim pode nos ajudar: se não estamos acostumados ao silêncio, umas das primeiras coisas que vamos notar aos ficarmos quietos são as distrações dentro de nós: as ervas daninhas. Mesmo que tentemos arrancá-las elas voltam a crescer e prejudicar o brotamento das flores. Hoje em dia a nossa erva daninha se chama celular. Conversar ou ouvir música são os meios mais comuns de ser evitar o silêncio contemplativo. Também a leitura de livros, embora saudável, também pode ser um meio de fuga, uma distração em relação ao que o silêncio pode oferecer por si mesmo. Uma das regras de Bento de Núrsia, fundador da Ordem Beneditina, fala especificamente sobre conter também a necessidade de falar. Deveríamos, segundo ele, tentar omitir 'vulgaridades e bisbilhotices' de nossas conversar e observar o que acontece. Assim teríamos mais tempo para escutar o que importa na vida das pessoas e na nossa própria vida. Sua regra mais elevada e simples: "ao discípulo compete calar e ouvir": tarefa dificílima de auto-controle na atual moda das redes sociais... Existem momentos clássicos para você desfrutar do silêncio: de manhã bem cedo e à noite. Isso não importa. Você deve construir seu próprio tempo de silêncio em sua rotina. Uma grande ajuda é possuir no lugar onde você vive um pequeno sanctum ou local sagrado. Não precisa ser nada elaborado, pode ser simples e só conter uma foto, ou um texto, ou qualquer objeto que você considere sagrado. A disciplina de parar seus afazeres por alguns minutos e visitar esse local é de extrema valia para se criar o hábito de silenciar em seu castelo interior. Posteriormente, com o hábito, você sentirá necessidade de fazer um retiro de algumas horas em silêncio e até mesmo de se fazer um retiro de um dia ou mais, a fim de experimentar o silêncio mais profundamente. Não tenha pressa. Tudo vem no seu próprio tempo. Embarcar na tarefa de construir seu silêncio particular é muito difícil, principalmente numa cultura que oferece uma versão consumista para tudo ( "Para paz e quietude, experimente nosso Spa", ou que julga qualquer esforço nesse sentido como esquisitice ou loucura, mas preencher seu castelo interior com esse silêncio é necessário para construção da sua autarquéia, do poder sobre si mesmo. O silêncio se tornará então o Silêncio do Sagrado, uma característica do seu castelo interior, nos transportando aos mundos do infinito, numa elevação ascética de elevação espiritual, de tentativa constante de superação do si-mesmo. Na procura do transcendente a contemplação exige silêncio, não só aquele que nos rodeia mas o silêncio interior, condição para o alheamento do mundo, da abstração da realidade, exercício da pura intelectualidade, alienação dos sentidos até que se consiga a união com o numinoso. Que o silêncio seja o próprio ar que você respira. Boa Semana. Paz Profunda.

  • HT - Sabedoria do Silêncio Interior

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Sabedoria do Silêncio Interno Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia. Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi. Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas. Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos. Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída. Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO. Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação. Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe. Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas. O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles. Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio. Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente. Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO. (Texto Taoísta)

  • Hipnose Transcendental?

    Hipnose Clínica - Hipnose Ericksoniana , Psicoterapia Junguiana, Psicanálise, Atendimentos Individualizados, Palestras e Cursos em Reengenharia Humana, Filosofia e Equilíbrio Emocional. O que é hipnose clínica? A hipnose clínica é uma técnica terapêutica que utiliza o estado de hipnose para promover mudanças positivas na vida das pessoas. O estado de hipnose é um estado de consciência focalizada e atenção seletiva, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão. Na hipnose clínica, o paciente é conduzido pelo terapeuta a um estado de relaxamento e concentração, no qual ele se torna mais receptivo às sugestões do terapeuta. Essas sugestões podem ser utilizadas para acessar o inconsciente, onde estão armazenadas as memórias, emoções e crenças que influenciam nosso comportamento. As aplicações da hipnose clínica na moderna psicoterapia são diversas, incluindo: Tratamento de transtornos mentais: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de diversos transtornos mentais, como ansiedade, depressão, fobias, estresse pós-traumático e transtornos alimentares. Alívio da dor: a hipnose pode ser utilizada para reduzir a dor física, seja ela aguda ou crônica. Melhoria do desempenho: a hipnose pode ser utilizada para melhorar o desempenho em atividades físicas, acadêmicas ou profissionais. Autoconhecimento: a hipnose pode ser utilizada para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. A hipnose clínica é uma ferramenta eficaz e segura, que pode ser utilizada para promover mudanças positivas na vida das pessoas. No entanto, é importante ressaltar que a hipnose não é uma panaceia e deve ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado. O que acontece durante a hipnose clínica? Durante a hipnose clínica, o paciente é conduzido pelo terapeuta a um estado de relaxamento e concentração. O terapeuta pode utilizar diferentes técnicas para induzir o estado de hipnose, como: Sugestão verbal: o terapeuta utiliza palavras e frases para guiar o paciente a um estado de relaxamento e concentração. Imagens: o terapeuta pode utilizar imagens ou metáforas para ajudar o paciente a relaxar e se concentrar. Toque: o terapeuta pode utilizar o toque para ajudar o paciente a relaxar e se concentrar. Uma vez que o paciente atinge o estado de hipnose, o terapeuta pode utilizar as sugestões para acessar o inconsciente e promover mudanças positivas na vida do paciente. Como a hipnose clínica funciona? A hipnose clínica funciona por meio da amplificação da atenção e da concentração. No estado de hipnose, o paciente fica mais focado no momento presente e mais receptivo às sugestões do terapeuta. As sugestões do terapeuta podem ser utilizadas para acessar o inconsciente, onde estão armazenadas as memórias, emoções e crenças que influenciam nosso comportamento. Ao acessar essas informações, o paciente pode trabalhar nelas para promover mudanças positivas em sua vida. A hipnose clínica é segura? A hipnose clínica é uma ferramenta segura e eficaz. No entanto, é importante ressaltar que a hipnose não é uma panaceia e deve ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado. O terapeuta deve ser um profissional formado em hipnose clínica e com experiência no tratamento de transtornos mentais ou outros problemas que possam ser tratados com hipnose. Quem pode se beneficiar da hipnose clínica? A hipnose clínica pode ser benéfica para pessoas que sofrem de diversos transtornos mentais ou outros problemas, incluindo: Ansiedade: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de diversos transtornos de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e fobias. Depressão: a hipnose pode ser eficaz no tratamento da depressão, principalmente quando combinada com outros tratamentos, como a terapia cognitivo-comportamental. Estresse pós-traumático: a hipnose pode ser eficaz no tratamento do estresse pós-traumático, ajudando o paciente a lidar com as memórias e emoções traumáticas. Transtornos alimentares: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de transtornos alimentares, como anorexia nervosa, bulimia nervosa e compulsão alimentar. Alívio da dor: a hipnose pode ser eficaz no alívio da dor física, seja ela aguda ou crônica. Melhoria do desempenho: a hipnose pode ser utilizada para melhorar o desempenho em atividades físicas, acadêmicas ou profissionais. Autoconhecimento: a hipnose pode ser utilizada para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Se você está pensando em utilizar a hipnose clínica, é importante consultar um profissional qualificado para avaliar se a hipnose é a melhor opção para você.

ChatGPT Image 2 de ago_edited.jpg
  • Instagram
  • Facebook
bottom of page