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  • Silêncio Interior

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Silêncio Interior Um tapete de silêncio é tudo que precisamos criar para adentrar o nosso castelo interior - uma exigência muito pesada para a maioria das pessoas de hoje em dia. Qual lugar o silêncio ocupa em sua vida diária? Hoje em dia o silêncio é considerado estranho quando as pessoas não sabem o que dizer em uma confraternização ou quando estão entre desconhecidos dentro de um elevador. Esse silêncio perturbador incomoda a maioria. Por outro lado, há o silêncio consolador: o silêncio de nossos filhos quando estão dormindo, o silêncio nas montanhas e até mesmo a tranquilidade dentro de locais de oração. Assim como acontece com o silêncio, há os sons bons e os ruins. O tipo ruim se chama barulho. Barulho incessante cria estresse e nos priva de nosso sono reparador, e em certos casos pode se tornar um tipo de tortura. E há ainda um certo tipo de som procurado como música alta que é tocada em shows para um público pagante que o denomina como o 'som do momento'. Pode ser barulho para muitos, mas para outros é o ápice do prazer. Mesmo dentro de um simples elevador, uma música suave de fundo às vezes se faz presente, de fundo, para manter o barulho de fora distante. Positivamente, a música clássica pode ser usada em salas de aula ou em ambientes de estudo para ajudar o estudante a se concentrar. Em resumo, o tipo errado de ruído nos incomoda e o certo, nos ajuda. O desafio nos dias atuais é encontrar o silêncio positivo em plena rotina de uma cidade grande, no mesmo cenário onde a maioria vive. Mas o maior desafio das pessoas é encontrar dentro delas o silêncio positivo. Na construção de nosso castelo interior, as pessoas descobrem que os maiores obstáculos estão dentro delas mesmas. Costumam ser diferentes e com degraus distintos para cada um. Aquele com o qual a maioria se defronta, são os que chamamos de 'vozes na minha cabeça': os pensamentos correndo em todas as direções. Nas palavras de Rumi, poeta e teólogo sufi persa so século XIII: " Quando se aquietam os lábios, mil línguas ferem o coração" Esvaziar a cabeça de todos os pensamentos, palavras e imagens é quase impossível, mas de alguma forma, esse ruído interno estressante precisa tornar-se um som interno um pouco mais gentil, para que você possa ter a paz necessária para a construção de seu castelo, que será sua fortaleza inabalável. Para enfrentar esse passo das vozes em sua cabeça, primeiro devemos ponderar como cada um de nós tenta evitar o silêncio, para depois descobrir como podemos criar tempos de silêncio em nossa vida, de forma que o silêncio possa se tornar uma rotina saudável. Uma forma de se criar o silêncio interno é deixar crescer o silêncio externo. Diminuir todas as distrações, barulhos, interrupções fazendo com que o silêncio externo possa levar ao silêncio interno. Todos os antigos monges dominavam essa sabedoria há séculos. Em alguns monastérios, ainda hoje, há normas específicas para se quebrar o silêncio apenas durante a comunicação de trabalhos ou na recepção de convidados. Alguns promovem o 'fundo de silêncio' fazendo suas refeições assim, enquanto um monge lê em voz alta passagens bíblicas. Esse silêncio externo não é um fim em si mesmo, está ali para deixar o silêncio externo crescer no monge de forma que a vida interior possa florescer. A metáfora do jardim pode nos ajudar: se não estamos acostumados ao silêncio, umas das primeiras coisas que vamos notar aos ficarmos quietos são as distrações dentro de nós: as ervas daninhas. Mesmo que tentemos arrancá-las elas voltam a crescer e prejudicar o brotamento das flores. Hoje em dia a nossa erva daninha se chama celular. Conversar ou ouvir música são os meios mais comuns de ser evitar o silêncio contemplativo. Também a leitura de livros, embora saudável, também pode ser um meio de fuga, uma distração em relação ao que o silêncio pode oferecer por si mesmo. Uma das regras de Bento de Núrsia, fundador da Ordem Beneditina, fala especificamente sobre conter também a necessidade de falar. Deveríamos, segundo ele, tentar omitir 'vulgaridades e bisbilhotices' de nossas conversar e observar o que acontece. Assim teríamos mais tempo para escutar o que importa na vida das pessoas e na nossa própria vida. Sua regra mais elevada e simples: "ao discípulo compete calar e ouvir": tarefa dificílima de auto-controle na atual moda das redes sociais... Existem momentos clássicos para você desfrutar do silêncio: de manhã bem cedo e à noite. Isso não importa. Você deve construir seu próprio tempo de silêncio em sua rotina. Uma grande ajuda é possuir no lugar onde você vive um pequeno sanctum ou local sagrado. Não precisa ser nada elaborado, pode ser simples e só conter uma foto, ou um texto, ou qualquer objeto que você considere sagrado. A disciplina de parar seus afazeres por alguns minutos e visitar esse local é de extrema valia para se criar o hábito de silenciar em seu castelo interior. Posteriormente, com o hábito, você sentirá necessidade de fazer um retiro de algumas horas em silêncio e até mesmo de se fazer um retiro de um dia ou mais, a fim de experimentar o silêncio mais profundamente. Não tenha pressa. Tudo vem no seu próprio tempo. Embarcar na tarefa de construir seu silêncio particular é muito difícil, principalmente numa cultura que oferece uma versão consumista para tudo ( "Para paz e quietude, experimente nosso Spa", ou que julga qualquer esforço nesse sentido como esquisitice ou loucura, mas preencher seu castelo interior com esse silêncio é necessário para construção da sua autarquéia, do poder sobre si mesmo. O silêncio se tornará então o Silêncio do Sagrado, uma característica do seu castelo interior, nos transportando aos mundos do infinito, numa elevação ascética de elevação espiritual, de tentativa constante de superação do si-mesmo. Na procura do transcendente a contemplação exige silêncio, não só aquele que nos rodeia mas o silêncio interior, condição para o alheamento do mundo, da abstração da realidade, exercício da pura intelectualidade, alienação dos sentidos até que se consiga a união com o numinoso. Que o silêncio seja o próprio ar que você respira. Boa Semana. Paz Profunda.

  • Atendimentos

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Local de Atendimento Atendimento Clínico com Hora Marcada: HT - MOEMA Endereço : R. Ubaíra, 70 - Moema São Paulo - SP - 04517-140 Telefone para Agendamento e Informações: Tel. 11- 9-93591776 ( whatsapp inclusive) ou tel. 11- 55435236 ( com Srta. Cris ) 1/1 SOBRE MIM: Graduado em em Odontologia pela Unicamp em 2001 e tendo escolhido a área de Cirurgia Buco Maxilo Facial , concluí minha Residência Médica Hospitalar em 2005. Em paralelo ao estudo e prática odontológica sempre me interessei pelos fenômenos da mente e do psiquismo e seus mistérios. Em busca desse aperfeiçoamento pessoal, concluí minha especialização em MEDICINA COMPORTAMENTAL E HIPNOSE CLÍNICA pela UNIFESP em paralelo com a especialização em HIPNOSE ERICKSONIANA . Alguns anos mais tarde, dei início à inha formação em PSICOLOGIA JUNGUIANA através de uma nova especialização, sempre em busca ao Conhecimento. Atualmente me dedico à pós graduação na área de FILOSOFIA . Meu intuito principal sempre foi o de auto-conhecimento. Desde então venho atuando clinicamente como Hipnoterapeuta Clínico em consultório particular e também ministrando cursos na área de Hipnose Clínica voltados para Profissionais de Saúde e Palestras na área de Reengenharia Humana com ênfase em Filosofia para a vida prática. Em acréscimo procuro desenvolver um projeto pessoal de divulgação de técnicas próprias de relaxamento e auto-hipnose que pude desenvolver nesses anos, numa nova abordagem desta maravilhosa ciência que denomino HIPNOSE TRANSCENDENTAL . Trata-se de uma nova roupagem na qual associo metodologias diversas como Visualização Criativa, Estados Alterados de Consciência, Filosofia Clínica, Hipnose Ericksoniana, Reengenharia Humana e Psicanálise Junguiana. Meu único objetivo é promover e levar um maior bem estar às pessoas e uma maior qualidade de vida. Assim como foi comigo, espero que a sua riqueza pessoal advenha também da compreensão de quem você realmente é. Conte comigo nessa busca interior. Espero seu contato. Abraços Fraternais - Paz Profunda Marcelo Martins Moreira Formulário de Contato : Como podemos ajudar? Nome Sobrenome Email Telefone Selecione um problema Com o que você precisa de ajuda? Enviar Obrigado(a). Entraremos em contato em breve.

  • MindStream - Biblioteca Jung

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Acesso Exclusivo para Membros Biblioteca Carl G. Jung e afins Parte 1 somente Go to link 1/1 Biblioteca Marie Louise Von Franz Biblioteca Edward Edinger Biblioteca Sigmund Freud Biblioteca James Hillman 1/1 Biblioteca Joseph Campbell 1/1 Biblioteca Connie Zweig Biblioteca Jolande Jacobi Biblioteca Robert A. Johnson Biblioteca Barbara Hanah Biblioteca James Hollis Biblioteca Erich Neumann

  • Individuação

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Individuação Share Pelo fato de o inconsciente coletivo representar a fonte do crescimento psíquico, Jung acreditava que um relacionamento funcional entre os níveis consciente e inconsciente da existência fosse vital para a saúde psíquica. Esse relacionamento funcional entre os níveis consciente e inconsciente da existência foi também concebido e descrito por Jung como o relacionamento entre o complexo individual do Eu e o arquétipo do Si-Mesmo (Self), um arquétipo de totalidade e inteireza, representado por símbolos que Jung encontrava continuamente nos sonhos e fantasias dos seus pacientes. Quando o consciente e o inconsciente, Eu e Si-Mesmo, Ego e Self, têm um relacionamento contínuo, Jung considerava que a pessoa poderia então consolidar um senso de sua individualidade única, bem como de sua conexão com uma experiência mais ampla da existência humana, tornando-a capaz de viver de um modo criativo, simbólico e individual. O processo de chegar a esse equilíbrio psíquico, Jung chama de Individuação, um princípio e um processo que ele entendia como subjacente a toda a atividade psíquica. A tendência da psique de mover-se para a totalidade e o equilíbrio é um postulado fundamental da psicologia de Jung. Chamado diferentemente de princípio teleológico, intencional, sintético, construtivo ou finalista, esse princípio de que a psique tende para a totalidade e o equilíbrio contém igualmente o postulado tipicamente junguiano de que a verdadeira vida humana consiste de opostos que precisam ser unidos dentro da alma humana. O processo e o resultado dessa união de opostos é a habilidade de a pessoa formar para si uma personalidade individual unificada, coerente e, apesar disso, singular em profundidade e riqueza. A individuação, esse processo de tornar-se um indivíduo autônomo, pode ser entendida a partir de sua etimologia, isto é, o processo de tornar-se indivisível ou de tornar-se um consigo mesmo. Um dos propósitos da análise, talvez o propósito da análise na visão de Jung, é ajudar no processo de individuação, particularmente em nível arquetípico. Jung considerava a individuação, da maneira como usava o termo, como em grande parte uma questão de desenvolvimento psicológico na segunda metade da vida, isto é, após a realização exterior da juventude e dos primeiros anos da vida adulta ter se tornado menos importante. Embora muitas coisas que não estejam estritamente centradas em facilitar a individuação, no sentido junguiano, possam ocorrer dentro da análise - por exemplo, a solução de problemas ou a simples compreensão empática - o objetivo mais alto da análise é, contudo, dar continuidade ao processo de individuação do paciente através da análise e da experiência dos símbolos e das figuras arquetípicas nos sonhos, de visões, da imaginação ativa e da vida cotidiana. Para começar: - "Adaptação, individuação e coletividade", OC 18/2, §1084-1106 - "Consciência, inconsciente e individuação", OC 9/1 , §489-524 Para aprofundar: - "Estudo empírico do processo de individuação", OC 9/1 , §525-626 - "O simbolismo da mandala" , OC 9/1 , § 627-712 - "O símbolo da transformação na missa", OC 11/3, especialmente parte IV, "Psicologia da Missa", §376-448 Obras Relacionadas - "Presente e Futuro", OC 10/1, §488-588. Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke

  • Hipnose Transcendental?

    Hipnose Clínica - Hipnose Ericksoniana , Psicoterapia Junguiana, Psicanálise, Atendimentos Individualizados, Palestras e Cursos em Reengenharia Humana, Filosofia e Equilíbrio Emocional. O que é hipnose clínica? A hipnose clínica é uma técnica terapêutica que utiliza o estado de hipnose para promover mudanças positivas na vida das pessoas. O estado de hipnose é um estado de consciência focalizada e atenção seletiva, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão. Na hipnose clínica, o paciente é conduzido pelo terapeuta a um estado de relaxamento e concentração, no qual ele se torna mais receptivo às sugestões do terapeuta. Essas sugestões podem ser utilizadas para acessar o inconsciente, onde estão armazenadas as memórias, emoções e crenças que influenciam nosso comportamento. As aplicações da hipnose clínica na moderna psicoterapia são diversas, incluindo: Tratamento de transtornos mentais: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de diversos transtornos mentais, como ansiedade, depressão, fobias, estresse pós-traumático e transtornos alimentares. Alívio da dor: a hipnose pode ser utilizada para reduzir a dor física, seja ela aguda ou crônica. Melhoria do desempenho: a hipnose pode ser utilizada para melhorar o desempenho em atividades físicas, acadêmicas ou profissionais. Autoconhecimento: a hipnose pode ser utilizada para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. A hipnose clínica é uma ferramenta eficaz e segura, que pode ser utilizada para promover mudanças positivas na vida das pessoas. No entanto, é importante ressaltar que a hipnose não é uma panaceia e deve ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado. O que acontece durante a hipnose clínica? Durante a hipnose clínica, o paciente é conduzido pelo terapeuta a um estado de relaxamento e concentração. O terapeuta pode utilizar diferentes técnicas para induzir o estado de hipnose, como: Sugestão verbal: o terapeuta utiliza palavras e frases para guiar o paciente a um estado de relaxamento e concentração. Imagens: o terapeuta pode utilizar imagens ou metáforas para ajudar o paciente a relaxar e se concentrar. Toque: o terapeuta pode utilizar o toque para ajudar o paciente a relaxar e se concentrar. Uma vez que o paciente atinge o estado de hipnose, o terapeuta pode utilizar as sugestões para acessar o inconsciente e promover mudanças positivas na vida do paciente. Como a hipnose clínica funciona? A hipnose clínica funciona por meio da amplificação da atenção e da concentração. No estado de hipnose, o paciente fica mais focado no momento presente e mais receptivo às sugestões do terapeuta. As sugestões do terapeuta podem ser utilizadas para acessar o inconsciente, onde estão armazenadas as memórias, emoções e crenças que influenciam nosso comportamento. Ao acessar essas informações, o paciente pode trabalhar nelas para promover mudanças positivas em sua vida. A hipnose clínica é segura? A hipnose clínica é uma ferramenta segura e eficaz. No entanto, é importante ressaltar que a hipnose não é uma panaceia e deve ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado. O terapeuta deve ser um profissional formado em hipnose clínica e com experiência no tratamento de transtornos mentais ou outros problemas que possam ser tratados com hipnose. Quem pode se beneficiar da hipnose clínica? A hipnose clínica pode ser benéfica para pessoas que sofrem de diversos transtornos mentais ou outros problemas, incluindo: Ansiedade: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de diversos transtornos de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e fobias. Depressão: a hipnose pode ser eficaz no tratamento da depressão, principalmente quando combinada com outros tratamentos, como a terapia cognitivo-comportamental. Estresse pós-traumático: a hipnose pode ser eficaz no tratamento do estresse pós-traumático, ajudando o paciente a lidar com as memórias e emoções traumáticas. Transtornos alimentares: a hipnose pode ser eficaz no tratamento de transtornos alimentares, como anorexia nervosa, bulimia nervosa e compulsão alimentar. Alívio da dor: a hipnose pode ser eficaz no alívio da dor física, seja ela aguda ou crônica. Melhoria do desempenho: a hipnose pode ser utilizada para melhorar o desempenho em atividades físicas, acadêmicas ou profissionais. Autoconhecimento: a hipnose pode ser utilizada para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Se você está pensando em utilizar a hipnose clínica, é importante consultar um profissional qualificado para avaliar se a hipnose é a melhor opção para você.

  • Navalha de Ockham

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Marcelo M. Moreira Pesquisador Independente | Palestrante | Psicoterapeuta Analítico Medicina Comportamental | Hipnose Clínica | Filosofia 🧠 Quem Sou Sou pesquisador independente e palestrante com atuação na interseção entre filosofia, psicologia analítica junguiana, medicina comportamental e hipnose clínica. Meu trabalho é dedicado ao estudo da consciência, dos processos simbólicos e da transformação psicológica — conectando a investigação filosófica clássica às abordagens contemporâneas da mente e do comportamento. Com mais de uma década de pesquisa e prática clínica, desenvolvi a Hipnose Transcendental: uma estrutura integrativa original que reúne fundamentos filosóficos da metafísica e filosofia da mente, a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, técnicas de hipnose clínica e estratégias aplicadas para a mudança comportamental e a autorregulação. "Tenho particular interesse em como imagens, símbolos e narrativas internas atuam como mediadores da transformação — tanto em contextos terapêuticos quanto na experiência existencial mais ampla." 🎓 Áreas de Atuação Pesquisa e prática clínica → Psicoterapia Analítica Junguiana → Hipnose Clínica e Hipnose Transcendental → Medicina Comportamental e Autorregulação → Filosofia da Mente e Metafísica Palestras e Educação → Consciência e estados alterados de consciência → O papel da imaginação na mudança psicológica → Psicologia junguiana e interpretação simbólica → Interação mente-corpo e medicina comportamental → Hipnose clínica e aplicada na prática moderna ✦ Hipnose Transcendental — Uma Abordagem Original A Hipnose Transcendental não é apenas uma técnica: é uma filosofia da transformação. Desenvolvida ao longo de anos de pesquisa e prática clínica, integra quatro pilares fundamentais: 1. Fundamentos Filosóficos Metafísica e filosofia da mente como base para compreender a natureza da consciência e da experiência subjetiva. 2. Psicologia Analítica Junguiana O uso dos arquétipos, do inconsciente coletivo, dos complexos e do processo de individuação como mapa da psique. 3. Hipnose Clínica e Técnicas Sugestivas Protocolos baseados em evidências científicas, aplicados de forma individualizada e ética em contexto clínico. 4. Estratégias de Mudança Comportamental Ferramentas práticas de autorregulação emocional e comportamental, integradas ao processo terapêutico profundo. 📚 Pesquisa e Presença Acadêmica Como pesquisador independente, mantenho uma curadoria ativa de obras relevantes para a psicologia profunda, filosofia da consciência e estudos sobre a mente. Meu perfil acadêmico, com mais de 10.000 seguidores no Academia.edu, reúne publicações, documentários e obras organizadas ao redor dos temas que fundamentam minha prática clínica e minhas palestras. Temas de pesquisa: → Filosofia da consciência e estados alterados → Arquétipos, simbolismo e narrativas internas → História da hipnose e da psicologia profunda → Mente, corpo e medicina comportamental → Fenomenologia do processo de individuação 🎤 Palestras & Workshops Ministro palestras, workshops e programas de treinamento para públicos diversos — incluindo profissionais da saúde, educadores, gestores e o público geral. Minhas apresentações combinam profundidade intelectual com forte engajamento do público, traduzindo conceitos complexos em insights claros e aplicáveis. Estou disponível para palestras e workshops nacionais e internacionais, além de programas de treinamento corporativo. 📬 Entre em Contato Para agendamento de consultas, informações sobre cursos ou convites para palestras: ✉ marcelomartinsmoreira@gmail.com 📱 WhatsApp: 55 - (11) 9 9359-1776 📍 São Paulo — Brasil 🌐 www.hipnosetranscendental.com

  • Material de Apoio

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Materiais de Apoio aos Alunos A página de materiais de apoio aos alunos é um espaço dedicado a disponibilizar recursos para auxiliar os alunos nos estudos. Aqui, você encontrará filmes, documentários e cursos diversos que podem ser utilizados como complemento às aulas ou para explorar temas de interesse pessoal. Biblioteca A biblioteca reúne uma seleção de livros, artigos e outros materiais de referência que podem ser úteis para pesquisas e trabalhos acadêmicos. Os materiais estão disponíveis para download ou leitura online. Cinemateca A cinemateca apresenta uma seleção de filmes que abordam temas relacionados às aulas. Os filmes estão disponíveis para assistir online ou baixar. Documentários A seção de documentários reúne uma seleção de filmes que documentam temas relevantes para a sociedade. Os documentários estão disponíveis para assistir online ou baixar. Todos os materiais desta página foram encontrados na web e são disponibilizados sem qualquer fim lucrativo. O uso desses materiais é de responsabilidade de cada um. Observações: Os materiais são selecionados de forma a atender às necessidades dos alunos e às diretrizes pedagógicas do curso. Os materiais são atualizados periodicamente para incluir novos recursos. Os alunos são incentivados a sugerir novos materiais para inclusão na página. Como utilizar os materiais Os materiais da página de materiais de apoio aos alunos podem ser utilizados de diversas formas. Os alunos podem: Assistir aos filmes e documentários para aprender sobre novos temas ou aprofundar seus conhecimentos sobre temas abordados nas aulas. Ler os livros e artigos para obter informações e referências para pesquisas e trabalhos acadêmicos. Utilizar os materiais para desenvolver atividades de aprendizagem, como discussões, debates e projetos. Os alunos são incentivados a utilizar os materiais de forma criativa e inovadora para potencializar sua aprendizagem. Os alunos podem utilizar a página de Busca para encontrar os materiais que desejam. A página de Busca permite pesquisar por título, autor, assunto ou palavra-chave. CLIQUE NOS BOTÕES ABAIXO PARA ACESSAR OS MATERIAIS: BIBLIOTECA DOCUMENTÁRIOS CINEMATECA

  • HT - Sabedoria do Silêncio Interior

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Sabedoria do Silêncio Interno Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia. Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi. Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas. Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos. Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída. Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO. Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação. Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe. Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas. O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles. Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio. Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente. Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO. (Texto Taoísta)

  • Jogue fora suas batatas.

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Jogue Fora Suas Batatas... Um professor pediu para que seus alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu também para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os nomes daquelas pessoas nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em durante uma semana levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente, a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa a cada momento mostrava-lhes o tamanho do peso diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes. Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a insatisfação, a intolerância e a negatividade. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o estresse e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a serenidade. Jogue fora suas “batatas”! “As pessoas te pesam? Não as carregues nos ombros. Leve-as no coração.”

  • Self

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa Self ( Si-mesmo ) Share Para Jung, o complexo do eu (ego) não existe apenas associado a outros complexos da psique, mas retira sua estabilidade e ser crescimento de um senso mais amplo e completo da totalidade humana, que Jung via como arquetipicamente embasada. Esse arquétipo de totalidade, ele chamou de Si-mesmo ( Self ): o arquétipo de um princípio organizador e supraordinário de individualidade psíquica. Jung descobriu símbolos do Si-mesmo ( Self ) arquetípico em muitos sistemas religiosos do mundo, e os escritos dele se sustentam como testemunha do contínuo fascínio dele por esses símbolos de completude e integração: o passado paradisíaco de unidade não rompida simbolizada pelo Jardim do Éden ou pela Era Dourada do Olimpo; o mitológico Ovo Cósmico do qual toda a criação teria saído; o Homem Original hermafrodita, ou antropos , que representa a humanidade antes de sua queda e degradação, ou o ser humano mais puro, como Adão, Cristo ou Buda; os mandalas da prática religiosa asiática, aqueles círculos extraordinariamente belos dentro de quadrados, usados como foco de disciplina meditativa, com a intenção de levar o indivíduo a uma maior consciência de toda a realidade. Como psicólogo, mais do que como filósofo ou téologo, Jung notou que esse arquétipo organizador de totalidade era particularmente bem apreendido e desenvolvido por meio de imagens especificamente religiosas, e ele, então, veio a compreender que a manifestação psicológica do Self era realmente a vivência de Deus ou da "Imagem-Deus dentro da alma humana". Obviamente, Jung não pretendia reduzira todo-poderosa e transcendente entidade divina a uma experiência psicológica, um mero arquétipo do inconsciente coletivo humano; em vez disso, o objetivo dele era mostrar como a imagem de Deus existe dentro da psique e age de modo apropriadamente semelhante ao de Deus, seja a crença em Deus da pessoa consciente ou não. Mais adiante, Jung percebeu que, se a psique é um fenômeno natural e intencional, muita dessa intencionalidade parecia centrada na ação do Si-mesmo (Self) arquetípico dentro dela. A significância de eventos, o mistério de intervenções e soluções que aparecem no meio de situações problemáticas, os fenômenos sincronísticos nos quais estranhas coincidências resultam na transformação de atitudes prévias - todas essas ocorrências psíquicas Jung atribuiu a manifestações do Self, pois tais fenômenos esclareciam e facilitavam um sentido com maior englobamento da existência de uma pessoa. A inferência natural a essa observação é que a análise psicológica ajuda aforjar uma maior conexão do indivíduo com o Si-mesmo (Self), moderando a inflação ou a alienação que ocorre quando o eu individual está identificado intimamente demais com ou está fora de alcance do Si-mesmo e de seu poder integrador. A natureza do Si-mesmo como a imagem psicológica da transcendência torna grande parte dos escritos de Jung sobre esse arquétipo difícil de acompanhar, já que os trechos relevantes normalmente ocorrem dentro do contexto imagístico religioso ou em discussões sobre o processo de individuação . A obra prima de Jung sobre o simbolismo cristão, 'Aion', cujo subtítulo é "Estudos sobre o simbolismo do Si-mesmo", é o estudo mais extenso das ideias dele sobre o Si-mesmo, mas pode ser de difícil leitura. Em 'Para Começar' , portanto, estão listadas as definições de Jung para Si-mesmo em 'Tipos Psicológicos', seguidas por duas sessões de 'Aion' que não requerem preparos nem pesquisas prévias. Para explorar mais o tema, é preciso embrenhar em leituras que não lidam com o Si-mesmo diretamente, mas abordam o tema por meio de exames detalhados de simbolismo tirado da religião, prática clínica e outras fontes. Mais surpreendente para um leitor não familiarizado com a Obra Completa pode ser a investigação por parte de Jung de objetos voadores não identificados ( singular e imparcialmente denominados de "coisas vistas no céu" ) como símbolos possíveis de totalidade para além de nossa experiência imediata. Essas leituras sobre o Si-mesmo são um exemplo do que Jung chamava de 'Circumambulação', circular ao redor de um conceito até que seus vários aspectos sejam esclarecidos e compreendidos. Entre as fontes secundárias, o clássico texto de Edward Edinger, Ego e Arquétipo, estuda a relação entre o eu e o Si-mesmo teoricamente; 'Encounter with the Self' ( O Encontro com o Self ), dele também, examina a mesma relação eu-Si-mesmo por meio de ilustrações de William Blake para o Livro de Jó; e a transcrição de uma palestra dele, 'The transformation of the God-image' , sobre "Resposta a Jó", de Jung, fornece uma profundidade maior num formato acessivel . "Longing for Paradise ( Saudades do Paraíso ) examina os mitos do paraíso como símbolos do Si-mesmo no amadurecimento do inconsciente coletivo e no processo de individuação, e dois ensaios em particular, " Cosmic Man " e "Jung's Discovery of the Self" , na coletânea de Von Franz, esclarecem o conceito no pensamento de Jung. Para começar: - Tipos Psicológicos, OC 6, cap. 11, "Definições " , em "Si-mesmo", 902 . - Aion, OC 9/2, esp. cap. 4, " O Si-mesmo", § 43-67, e cap. 5, "Cristo, símbolo do si-mesmo" §68-126 Para aprofundar: - O Eu e o Inconciente, OC 7/2, esp. cap. 1, " A função do inconsciente ", §266-295, e cap. 4, " A personalidade mana", § 374-406. - " Estudo empírico do processo de individuação ", OC 9/1, § 525-626 - " O simbolismo do mandala ", OC 9/1, § 627-718 - " Interpretação psicológica do Dogma da Trindade ", OC 11/2 esp. cap. 4-6, § 222-295 - " O símbolo da transformação na missa, OC 11/2, cap. 4, " Psicologia da Missa", seção 3, " A missa e o processo de individuação", § 414-467 Obras relacionadas - Um mito moderno sobre as coisas vistas no céu, OC 10/4, § 589-824 e prefácio. - Presente e Futuro, OC 10/1, § 488-588. Fontes Secundárias - EDINGER E.F. The transformation of the God-Image: An elucidation os Jung's Answer to Job. 1992. ------------------. Encounter with the Self. O Encontro com o Self . Cultrix, 1991. ------------------. Ego e Arquétipo. Cultrix 1992. - JACOBI, M. Longing for Paradise. Saudades do Paraíso, Paulus, 2007. - VON FRANZ, M.L, Archetypal Dimensions of the Psyche. Bostin: Shambala, 1997 Texto adaptado de Guia para Obra Completa de C.G.Jung - Robert H. Hopcke

  • Arquétipos e Inconsciente Coletivo

    Biblioteca Digital & Serviço de Pesquisa 00:00 / 02:36 Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo O próprio Jung chamou sua teoria psicológica de Psicologia Analítica, tanto para expressar sua orientação quanto para diferenciar sua abordagem da psicanálise de Freud. No entanto, muitos escritores e psicólogos acharam que o termo 'psicologia arquetípica' é uma descrição quase mais apropriada; e, de fato, esse termo aponta talvez o conceito mais fundamental e distintivo da psicologia analítica: o dos arquétipos do inconsciente coletivo. É impossível separar a concepção de Jung do arquétipo de sua teoria do inconsciente coletivo. Um depende do outro por coerência teórica. Não se pode falar de arquétipos, conforme Jung usa o termo, sem a teoria do inconsciente coletivo, nem poderia o inconsciente coletivo ser coletivo, conforme Jung usa o termo, sem os arquétipos. Por isso, os conceitos são tratados aqui como duas partes de uma única teoria. O termo 'arquétipo' não foi criado por Jung, e Jung indica sua origem nos escritos patrísticos como uma "paráfrase explicativa do eidos platônico" (OC, 9/1 §5). A única contribuição de Jung foi usar a ideia de arquétipo num sentido psicológico com referência às pessoas contemporâneas, Os arquétipos eram para ele " formas típicas de apreensão" ( OC, 8, §280) - isto é, padrões de percepção e compreensão psíquicas comuns a todos os seres humanos como membros da raça humana. Jung chegou a postular a existência desses modos comuns de apreensão por meio da observação empírica. Seu vasto conhecimento da mitologia, material antropológico, sistemas religiosos e arte antiga permitiu ver que os símbolos e figuras que aparecem continuamente em muitos sonhos de seus pacientes eram idênticos aos símbolos e figuras que tinham aparecido e reaparecido durante milhares de anos em mitos e religiões de todo o mundo. Além disso, Jung foi muitas vezes incapaz de remontar o aparecimento de tais símbolos nos sonhos de seus pacientes às experiências das vidas individuais dos pacientes. Por isso, Jung ampliou e aprofundou o conceito de Freud do inconsciente. Em vez de ser simplesmente o repositório de recordações pessoais reprimidas ou de experiências esquecidas, o inconsciente, assim parecia a Jung, consistia em duas partes de camadas. A primeira camada, que ele chamou de inconsciente pessoal, era basicamente idêntica à concepção freudiana do inconsciente. Nessa camada do inconsciente, estava o repositório de tudo o que um indivíduo havia vivenciado, pensado, sentido ou conhecido, mas que não estava conservado na consciência ativa, seja por repressão defensiva, seja por simples esquecimento. Contudo, ao usar sua teoria dos arquétipos para justificar as similaridades no funcionamento e no imaginário psíquicos através dos tempos em culturas altamente diferentes, Jung concebeu uma segunda camada do inconsciente, que ele chamou de inconsciente coletivo. Essa camada do inconsciente era a que continha aqueles padrões da percepção psíquica, comuns a toda humanidade, os arquétipos. Pelo fato de o inconsciente coletivo ser o campo da experiência arquetípica, Jung considerou a camada do inconsciente coletivo mais profunda e, em última análise, mais significativa do que a do inconsciente pessoal. Ficar ciente das figuras e dos movimentos do inconsciente coletivo levou as pessoas ao contato direto com as experiências e percepções essencialmente humanas, e o inconsciente coletivo foi considerado por Jung como a suprema fonte psíquica do poder, da totalidade e da transformação interior. Embora os conceitos de arquétipos e de inconsciente coletivo fossem com frequência taxados de especulação filosófica e teorização inútil, Jung sempre manteve seu ponto de vista de que a afirmação da existência desse nível da psique era cientificamente sustentável com base na evidência empírica. Outro mal entendido comum em relação ao conceito de arquétipos, além da imputação de não científico, é a confusão entre o conteúdo do arquétipo e o arquétipo em si. O arquétipo em si não é uma ideia herdada nem uma imagem comum. Uma descrição melhor é que o arquétipo seja como um molde psíquico no qual são despejadas as experiências individuais e coletivas, onde elas tomam forma, mas isso é distinto dos símbolos e imagens em si. Nesse sentido, o conceito junguiano de arquétipo é a contrapartida psicológica da forma ou eidos, de Platão. Não obstante, a confusão entre o conteúdo do arquétipo e do arquétipo em si é compreensível, uma vez que arquétipos particulares são identificados por suas manifestações simbólicas ou imaginais. Jung fala dos arquétipos de 'animus/anima', da Criança Divina, da Grande Mãe, do Velho Sábio, do Trickster e da Core ou Donzela - arquétipos cujo conteúdo é antropomórfico e cuja personalização está necessariamente disposta a fim de trazer o poder psicológico do padrão para dentro da consciência, para maior conhecimento e crescimento individual. Mas há arquétipos cujo conteúdo é menos antropomórfico, menos prontamente personalizado, tal como o arquétipo da totalidade ou o arquétipo do renascimento. Esses arquétipos, Jung chamou de arquétipos de transformação, "situações típicas, lugares, meios, caminhos, simbolizando o tipo de transformação em questão" (OC, 9/1, § 80). Jung considerava os arquétipos como ambivalentes, potencialmente positivos e negativos. À medida que os próprios arquétipos estão, por definição, fora do conhecimento consciente, eles funcionam autonomamente quase como forças da natureza, organizando a experiência humana em caminhos especiais para o indivíduo sem considerar as consequências construtivas ou destrutivas da vida individual. O crescimento psicológico só ocorre quando alguém tenta trazer o conteúdo dos arquétipos para dentro do conhecimento consciente e estabelecer uma relação entre a vida consciente e o nível arquetípico da existência humana. Para começar a estudar Jung: " O conceito de inconsciente coletivo", OC 9/1 , § 87-110. "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", OC 9/1 , § 1-86. O eu e o inconsciente, OC 7/2 , esp, § 202-220. Para aprofundar : Psicologia do Inconsciente, OC 7/1 , esp. § 97-191. " A estrutura da alma", OC 8/2 , § 283-342. "Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico", OC 8/2 , § 343-442. "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", OC 9/1 , §1-48. "As conferências de Tavistock ", OC 18/1, esp. Segunda Conferência, § 74-108. Obras relacionadas "A importância do inconsciente para a educação individual", OC 17 , § 253-283. "Consciência, inconsciente e Individuação", OC 9/1 , § 489-524. Sugestão de Filmes sobre o Tema: - Mother! ( Mãe! ) Direção: Darren Aronofsky Elenco: J ennifer Lawrence, Javier Bardem , Ed Harris e outros Sinopse: Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções. Filme Completo: Análise Junguiana do Filme

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